Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o filme que vimos neste domingo, na Arena Barueri (também chamado de Chiqueirinho) foi mais do mesmo: grama fake, jogadores nossos escorregando em todos os momentos, arbitragem danosa a nós e técnico errando. Não fosse por este último ítem, todo o resto já era por nós conhecido.
Crespo errou muito. Ao entrar com Luan – Danielzinho estava com dores e foi poupado – acabou com o sistema defensivo do São Paulo. Luan, que não começa uma partida como titular há dois anos, entrou numa fria, jogo decisivo na casa do adversário e grama fake. Não foi volante, muito menor primeiro zagueiro. Deveria correr atrás de Vitor Roque, mas não conseguiu sequer correr atrás do goleiro. E Vitor Roque sobrou.
Crespo continua errando voltando com o mesmo time para o segundo tempo, ciente do baile que tomamos na fase inicial. E erra, de novo, no fim, a colocar André Silva, que não joga há um ano, ao invés de Tapia. Afinal, ruindade por ruindade, coloca um que incomoda, irrita o adversário.
Crespo de lado, entram as cenas de um filme para lá de repetido. Começamos com a grama fake, que por si só já fez Lucas se esconder no jogo, com insegurança e muito medo. Seria melhor não ter jogado. Além disso, enxarcaram a grama de água, deixando ainda mais escorregadio. No começo do jogo, todo mundo (do São Paulo) escorregando na área, gol do Palmeiras. Lá na frente, todo o mundo (do São Paulo) escorregando, e não conseguindo chutar ao gol. Cenas patéticas. Se a Bolívia tem a altitude para seus times medíocres terem alguma chance na Libertadores, o Palmeiras tem a grama fake e as feitiçarias aquáticas.
Outra cena, a arbitragem danosa. Não dá um pênalti claro – sequer é chamada pelo VAR – quando estava 1 a 0. Mas cria um que não existiu quando já estava 2 a 0, para compensar o erro. Grande m….Não que iríamos converter o pênalti, ou que o Palmeiras não faria o segundo gol. Mas dentro das possibilidades, as estatísticas apontam para o gol de empate e jogo diferente.
O fato é que fomos tratados como time pequeno, que sempre é roubado contra os grandes, principalmente quando joga na casa deles. E é isso o que somos, transformados que fomos por 15 anos de gestões maléficas, começando com o golpe de Juvenal Juvêncio, passando por Carlos Miguel Aidar, Leco e fechando com pompa e circunstância com Júlio Casares e sua quadrilha, que arrasaram o São Paulo.
Chegamos longe demais e não jogo a toalha. Não acho que vamos brigar por algum título nem sustentar essa vice-liderança do Brasileiro por muito tempo. Mas creio que não vamos sofrer lá perto do Z4. E tenho em mente que nossas grandes conquistas esse ano serão essas: não ficar no Z4 e afastar toda a Organização Criminosa que se instalou no São Paulo, no futebol e no social, além de vê-los na cadeia. Serão nossos troféus.