Souza admite pressão por elenco mais caro do Brasil

Rogério Ceni, Kaká, Luis Fabiano, Alexandre Pato, Alan Kardec, Paulo Henrique Ganso e Alvaro Pereira: nem todos cabem num time com 11 jogadores, mas representam, sozinhos, mais do que a folha salarial total de algumas equipes do Brasileirão. Para o volante Souza, outro dos protagonistas da equipe, existe de fato uma pressão maior por ainda não conseguir refletir no campo o alto investimento da diretoria do presidente Carlos Miguel Aidar.

“A gente tem um dos elencos mais caros do Brasil, senão o mais caro. A gente sabe que tem de fazer por onde. Tem que tentar demonstrar, é óbvio que recai sobre nós um pouco de pressão, porque a gente sabe da qualidade de cada um, a gente se cobra, sabe o que pode oferecer. Torcida e diretoria têm que cobrar, diretoria deu o bom elenco que o Muricy pediu e a torcida também”, falou o volante, nesta segunda-feira, no CT da Barra Funda.
Emprestado pelo Grêmio e titular da equipe desde a data de chegada ao Morumbi, Souza afirma que tenta se espelhar no alemão Bastian Schweinsteiger, um dos protagonistas da seleção campeã mundial e do Bayern de Munique, de Pep Guardiola. O volante do São Paulo tenta enxergar no time do técnico Joachim Löw algumas das características para fazer a equipe de Muricy Ramalho jogar melhor.
“Eu vi uma Alemanha, com Schweinsteiger, de quem sempre fui fã, fiquei mais fã ainda. Em relação ao São Paulo, vi que a Alemanha, quando não tirou Khedira, jogou para frente e foi campeã. Uma equipe, quando joga compacta, não precisa ter um volante marcador ou um meia que volte, atacante. Se a equipe toda se ajudar, se cobrar, entender que todos são importantes, tanto no ataque quanto da defesa, tem como implantar. Não tinha um jogador com velocidade absurda, um Neymar, que decide, mas com todos se ajudando. A gente tenta se espelhar. Cada jogador brasileiro precisa mudar um pouco sua mente para ficarmos um pouco parecidos com eles”, falou o jogador.
Mesmo assim, o jogador do São Paulo ainda enxerga a bola parada e os cruzamentos para a área – diferentemente da Alemanha – como principais armas para vencer partidas menos abertas, como contra a Chapecoense, que no sábado derrotou o São Paulo por 1 a 0 no Morumbi.
“Contra o Bahia, a gente não dependeu só das laterais porque o meio estava aberto, a gente jogou muito pelo meio, tinha espaço. Agora contra a Chapecoense, Bruno Rangel vinha marcar a gente no meio, era impossível jogar pelo meio. Quando a gente tentou, perdeu muita bola, dava desconfiança, na nossa casa, errando passe. A gente tentou explorar laterais e cruzar. Foi a única alternativa que tinha. Toda a bola que a gente tinha, a gente tentava cruzar. Não fomos felizes, mas acho que valeu a tentativa”, falou.

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