São Paulo tentar reverter histórico de freguesia contra pequenos no Morumbi

O São Paulo vai ao Morumbi na noite desta quinta-feira, às 20h, contra o Criciúma, para tentar reverter seu recente histórico contra times pouco tradicionais em competições de mata-mata. Ponte Preta, Bragantino e Penapolense estão na lista dos que não se intimidaram com o gigantismo do Morumbi e eliminaram a equipe da casa em seu território.

O Criciúma, rival da vez, jogará pelo empate para se manter vivo na Sul-Americana, já que venceu o duelo de ida por 2 a 1.

No ano passado, o São Paulo foi eliminado da mesma Sul-Americana pela Ponte Preta, que jogava então a Série B do Brasileiro – no primeiro jogo, perdeu por 3 a 1 em seu estádio e ali ouviu a torcida campineira gritar olé.

Já em 2014, o time caiu no Paulista derrotado pela pequena Penapolense, outra vez no Morumbi. Meses depois, saiu da Copa do Brasil ao perder para o Bragantino, que frequenta a zona de rebaixamento da segunda divisão.

Os fantasmas desses vexames voltaram à tona nesta semana na medida em que os jogadores tiveram de responder várias perguntas a respeito de mais um encontro com um time de pouca tradição – de volta a Série A, o Criciúma faz campanha ruim e é um dos favoritos para o rebaixamento.

“Sabemos que esses times quando vêm jogar no Morumbi, se fecham, ficam na defesa e tornam o jogo difícil. Temos que estar atentos a isso”, disse o atacante Osvaldo, reserva do São Paulo. “Às vezes fica difícil quando você vê dez jogadores atrás da linha da bola, só se defendendo”, afirmou o também atacante Alan Kardec. “E se o outro time tiver jogadores rápidos na frente, armam os contra-ataques e você não consegue recompor na mesma agilidade. É uma dificuldade extrema.”

“Não queremos a mesma pressão da outra vez”, declarou Osvaldo, a respeito das críticas sofridas após a queda em casa para o Bragantino. “Não foi nada agradável”, disse Kardec, que já estava no clube na época, embora não tenha jogada aquela partida.

Com quase 30 mil torcedores por jogo, o São Paulo é campeão de público no Campeonato Brasileiro, mas a força da torcida não tem se refletido em campo durante partidas decisivas. Essa recente freguesia para equipes pouco tradicionais tem tornado mais clara a imagem de que o São Paulo é forte em torneios de pontos corridos (como o Brasileiro, no qual foi tricampeão sob essa fórmula de disputa) e fraco em mata-matas.

“Acho que foi mais coincidência ter sido eliminado por times de menos expressão”, opinou Osvaldo. “Contra o Criciúma, temos tudo para fazer o dever de casa e avançar.”

A importância dada para a Sul-Americana é tanta que o técnico Muricy Ramalho desistiu de poupar nesta quinta seus principais jogadores, que vêm reclamando de uma maratona de jogos entre o torneio continental e o Brasileiro. A equipe vai a campo completa ou, como gosta de dizer a crônica esportiva, “com aquilo que tem de melhor.”

E “o melhor” passa, necessariamente, por Alan Kardec. Na véspera do jogo, o atacante recordou-se de duas partidas da edição deste ano do Campeonato Brasileiro. Na primeira, em abril, jogando pelo Palmeiras, ele fez o gol da vitória aos 42min do 2º tempo. Na outra, em agosto, ele marcou seu primeiro gol no Morumbi, já atuando pelo São Paulo.

Nas duas ocasiões, o adversário era o mesmo de hoje, o Criciúma.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO X CRICIÚMA
Local: Morumbi, em São Paulo
Data: 4 de setembro de 2014, às 20h
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Assistentes: Márcio Santiago (MG) e Fabio Pereira (TO)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson, Souza, Ganso e Kaká; Alexandre Pato e Alan Kardec.
Técnico: Muricy Ramalho.

CRICIÚMA: Luiz; Luis Felipe, Alcides, Gualberto e Giovanni; Serginho, Rodrigo Souza, Cleber Santana e Rafael Costa; Lucca e Souza.
Técnico: Wilson Vaterkempe.

 

Fonte: Uol

Um comentário em “São Paulo tentar reverter histórico de freguesia contra pequenos no Morumbi

  1. Sei não! A diretoria deve ter dado uma “enquadrada” no Murici pra ele deixar de ser bobo e colocar o time completo em campo. Esse cara tem mania de dizer que jogador não aguenta jogar 180 minutos em uma semana. É o único trabalhador brasileiro que não aguenta trabalhar tanto: e olha que nem ganham salário mínimo.
    Tirando as velhas desculpas muricianas para desviar sua fraqueza em jogos decisivos, é isso aí que o SP tem que fazer mesmo. Quem não estiver aguentando “pede pra sair”. Agora, se entrou para disputar um campeonato, tem que o fazer com sua força máxima sempre.

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