Pratto: veja tudo sobre o contrato do argentino no São Paulo

Lucas Pratto treinou com o São Paulo no sábado, foi recepcionado pela torcida no Morumbi e assistiu à vitória por 5 a 2 sobre a Ponte Preta no domingo, e será apresentado às 12h30 desta segunda-feira no CT da Barra Funda.

Mas sua contratação ainda gera dúvidas: quanto foi investido? O Tricolor é obrigado a adquirir um percentual maior? Quanto isso vai custar? Há previsão de venda?

O contrato de quatro anos (até dezembro de 2020) tem uma série de cláusulas, variáveis e nuances que o GloboEsporte.com explica a seguir por meio de FAQs, sigla que se tornou universal de “Frequently Asked Questions”, uma tradução de “Perguntas Mais Frequentes”. Michael Beale, auxiliar inglês de Rogério Ceni, certamente conhece. Vamos a elas:

Que percentual o São Paulo adquiriu de Lucas Pratto e quanto pagou por isso?
Foram 6,2 milhões de euros (R$ 20,5 milhões na cotação atual) por 50% de seus direitos econômicos.

O restante do percentual de Pratto pertence a quem?
O Atlético-MG ainda tem 45%, e a rede de supermercados BH detém o restante.

O São Paulo é obrigado a comprar um percentual maior do atacante?
Não, mas há gatilhos acordados no contrato, e eles permitem que o São Paulo compre 15% no fim deste ano, 15% no fim de 2018 e 15% no fim de 2019.

O que precisa acontecer para o São Paulo exercer essa compra?
Pratto precisa atingir metas individuais e coletivas no São Paulo e na seleção argentina. Há uma meta imposta para 2017. Se ele cumprir, no fim deste ano o São Paulo compra mais 15% e fica com 65%. O processo se repete nos dois anos seguintes.

E se Pratto não cumprir as metas?
O São Paulo não compra, continua com 50% dos direitos econômicos, e Pratto volta a ter mais um ano inteiro para cumpri-las. Se conseguir no fim de 2018, aí sim o Tricolor faz negócio.

Quanto o São Paulo gastaria por esses 15%?
As fatias de 15% do primeiro e do segundo ano custam 1,5 milhão de euros cada. O valor do último ano é diferente. Ou seja, o São Paulo poderá gastar 1,5 milhão de euros no fim de 2017 e no fim de 2018, e um outro valor no fim de 2019, sempre dependendo das metas. E, evidentemente, se o argentino permanecer esse tempo todo no Morumbi.

Então qual é o máximo que o São Paulo poderá ter de Pratto? E qual o valor máximo do negócio?
Se Pratto cumprir os quatro anos de contrato e bater todas as metas anualmente, em 2020 o Tricolor terá gastado cerca de 11 milhões de euros por 95% do atacante.

De quem foi a sugestão dos gatilhos?
Do São Paulo. O presidente Leco fez questão de incluir no contrato cláusulas que permitissem ao clube ampliar seu percentual sobre Pratto. O Atlético-MG, que vai receber no caso das metas cumpridas ou em caso de venda mais rápida, aceitou.

Há alguma cláusula no contrato que obrigue o São Paulo a vender Pratto?
Sim. A partir de janeiro de 2018, se chegar uma proposta de no mínimo 11 milhões de euros, o São Paulo é obrigado a vender.

Basta que o valor seja de 11 milhões de euros ou mais?
Não. Ela está condicionada ao salário oferecido pelo clube interessado. O São Paulo só é obrigado a vender se, além dos 11 milhões, o salário de Pratto for um pouco mais do que o dobro do que ele ganhará no São Paulo.

Tanto faz de onde seja a proposta?
A exigência é um pouco maior para o mercado chinês.

E se Pratto não quiser ir?
Aí a proposta pode ser até de 100 milhões. Se Pratto quiser ficar no São Paulo, não há obrigação de venda que valha. É bom lembrar que ele já recusou a China, principalmente, pelo objetivo de disputar a Copa do Mundo de 2018.

O São Paulo pode sair no prejuízo com Pratto?
Na pior das hipóteses de “venda obrigatória”, mediante uma proposta de 11 milhões de euros, o São Paulo, mesmo com 50% dos direitos econômicos, receberá 7 milhões de euros (800 mil euros a mais do que gastou até agora), e terá de repassar 4 milhões ao Atlético-MG.

Por que o São Paulo acha que fez um bom negócio?
Porque Pratto tem 28 anos, e a diretoria acredita que ele ainda será valioso no futuro. Se ele cumprir as metas, e isso vai significar ter sucesso individual e coletivo, o São Paulo aumentará seu percentual e terá direito a 65% de uma negociação se ela for feita em 2018, 80% em 2019 ou até 95% após quatro anos. Além disso, o clube destaca que o valor de cada fatia de 15% é proporcionalmente mais baixo do que os 6,2 milhões de euros pagos pelos 50%.

 

Fonte: Globo Esporte

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