O SP de Aidar quer amigos poderosos. E terá até ‘cupido’ para isso

Recém-empossado presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar mostra a cada dia que pensa o modelo de administração do clube de forma completamente diferente de Juvenal Juvêncio, seu antecessor. Após se distanciar do futebol e entregar o departamento nas mãos de Ataíde Gil Guerreiro, seu escudeiro de Clube dos 13, Aidar agora criará o cargo de diretor de relações institucionais, que terá o papel de se relacionar com entidades como Fifa, Conmebol, CBF, Federação Paulista e até com a Rede Globo, além reparar as relações danificadas por Juvenal nos últimos anos.

A primeira alternativa de Aidar para o cargo foi o ex-assessor de Juvenal Juvêncio José Francisco Manssur, advogado cujo escritório presta serviços ao clube. Manssur acaba de ser eleito conselheiro do São Paulo, é o responsável pelo contrato das obras de reforma do Morumbi e também alinhou a locação dos CTs da Barra Funda e de Cotia para as seleções dos EUA e da Colômbia, respectivamente, na Copa do Mundo. Mas Manssur recusou o convite.

“Dei a ele essa opção, de ficar como servidor ou se tornar o diretor de relações institucionais, mas ele preferiu ficar como servidor”, relata o presidente Carlos Miguel Aidar. José Francisco Manssur admite que recusou o convite e explica que não teria como se distanciar de suas atividades profissionais neste momento, e muito menos poderia conciliar as duas atividades por conflito de interesses.

A segunda opção, após a recusa de Manssur, é mantida em sigilo por Aidar e deverá ser anunciada até o fim desta semana. “Vou ter esse diretor. Já tenho o nome dessa pessoa, mas seria muito ruim anunciar isso agora. Quero anunciar todos de uma só vez, farei isso possivelmente na sexta-feira”, diz o presidente. “Será alguém experiente na política, que consiga desempenhar esse papel”, completa.

A avaliação de Aidar é que há diversas arestas para serem aparadas nas relações com federações, entidades e empresas. O São Paulo de Juvenal Juvêncio teve conflitos com CBF, Fifa e governo federal, estadual e municipal ao ver o Morumbi vetado da Copa do Mundo de 2014. Brigou também com Marco Polo Del Nero na Federação Paulista. No processo de ruptura do Clube dos 13, resistiu e entrou em atrito com a Rede Globo: acabou com receita televisiva menor do que o esperado.

Aidar já trabalhava para reparar as relações institucionais do São Paulo antes mesmo de ser eleito e de planejar a criação dessa diretoria específica. O candidato indicado por Juvenal Juvêncio costurou a aliança entre o clube e a nova CBF, de Marco Polo Del Nero – a chapa de Aidar ganhou os votos controlados pelo ex-presidente da Federação Paulista, assim como Del Nero ganhou o voto de Juvenal e a promessa de uma relação amistosa. Com isso, a Copa do Mundo passou pelo Morumbi: a partir daí o São Paulo fechou acordo para receber 18 eventos temáticos da Copa em seu estádio, com parceria da Ambev.

A Rede Globo também se reaproximou. Aidar levou o diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, para almoçar no Morumbi ao lado de Juvenal Juvêncio e seus principais aliados. O encontro marcou o início de uma nova era entre o clube e a emissora – o São Paulo saiu do almoço com R$ 50 milhões antecipados de receitas televisivas.

 

Fonte: Uol

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