O São Paulo está mesmo tentando tirar Wesley do Palmeiras?

A diretoria do São Paulo afirma que fez uma proposta de 2,3 milhões de euros para contratar o volante Wesley. Mas isso não aconteceu agora. A oferta foi feita no início de 2012, ao Werder Bremen, pouco antes de o jogador deixar a Alemanha para se transferir ao Palmeiras. Neste momento, não há negociação entre São Paulo e Wesley, cujo contrato com o Palmeiras se encerra em fevereiro de 2015. Pelo contrário: o São Paulo do presidente Juvenal Juvêncio guarda mágoa pela transferência não concretizada há dois anos, não tem interesse em conversar com o jogador e teme que esteja sendo usado para especulações no mercado.

A diretoria do São Paulo detalha a proposta que diz que fez ao Werder Bremen em 2012, além da negociação com o jogador: 2,3 milhões de euros e salários acertados. Seriam pouco mais de R$ 200 mil mensais para que ele atuasse no Morumbi. Quem relata a história, da alta cúpula são-paulina, afirma que a partir do momento em que as partes chegaram a um acerto, os empresários do jogador ou até mesmo o clube alemão fizeram do Palmeiras uma vítima da especulação de mercado.

Segundo a diretoria do São Paulo, o acerto encaminhado com Wesley, em 2012, serviu para que o Palmeiras – outro interessado no jogador – fosse informado que o rival fecharia com o atleta por mais de 5 milhões de euros, mais do que o dobro do valor real da proposta. O presidente Arnaldo Tirone, então, teria decidido avançar com uma oferta de 6 milhões de euros, muito além dos 2,3 milhões de euros que o São Paulo diz ter oferecido e pouco acima dos hipotéticos mais de 5 milhões de euros – Tirone foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações.

Agente de Wesley, o empresário Hugo Garcia admite que houve interesse do São Paulo no início de 2012, mas diz que não teve conhecimento da proposta de 2,3 milhões de euros que relata a diretoria do clube.

“Não, não teve proposta. Foi um interesse que não se transformou em proposta. Se teve oferta, não chegou para mim”, afirma. Ele prefere não falar abertamente sobre negociações envolvendo o volante neste momento e nega ter se encontrado com algum dos dirigentes do São Paulo: “Não me ajuda em nada dizer para a imprensa quais clubes se interessam pelo meu cliente nesse momento. Não teve encontro. E, mesmo que tivesse o encontro, não necessariamente iria se falar de Wesley. Por enquanto, a prioridade é renovar com o Palmeiras”, diz Garcia.

A gestão de Juvenal Juvêncio não negocia mais com Wesley pela frustração de 2012. O clube, no entanto, mudará de presidente no próximo dia 16 – Carlos Miguel Aidar e Kalil Rocha Abdalla concorrem à sucessão. Se parte da atual diretoria de futebol for mantida após a escolha do novo presidente, provavelmente a ferida e o veto a Wesley permanecerão abertos. Se for totalmente renovada, o clube provavelmente estará aberto a conversar novamente com o jogador.

Em 2012, o Palmeiras tentou levantar fundos por meio de um crowdfunding – a famosa ‘vaquinha’ – entre torcedores para selar a contratação. Como o método passou longe de reunir a verba necessária, o clube buscou outro meio: para isso, contraiu uma dívida com o presidente do Criciúma, Antenor Angeloni, avalista na contratação durante a gestão Tirone. Hoje, Angeloni move ação judicial contra o clube, cobrando R$ 15,3 milhões.

 

Fonte: Uol

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