Negueba vê retorno próximo e diz que pode suprir ausência de Lucas

De olho no amistoso contra o Flamengo e na Recopa diante do Corinthians, o São Paulo fez seu primeiro coletivo depois das férias que o elenco ganhou em razão da Copa das Confederações. Contudo, um dos personagens que chamou mais a atenção não deverá estar em nenhum desses confrontos.

Em outro campo no CFA de Cotia, o meia-atacante Negueba participou de sua primeira atividade com bola junto dos companheiros desde que operou o ligamento cruzado anterior do joelho direito.

Perto de poder fazer sua estreia pelo Tricolor após passar por cirurgia no começo do ano, ele se mostrou ansioso por estar próximo de finalmente atuar pelo clube.

– Cada dia eu vejo o retorno mais perto, vejo a mudança no meu corpo, na parte física e técnica sinto muitas mudanças. Vou sonhando e contando os dias para que a minha estreia com a camisa do São Paulo possa acontecer – disse o atleta, em entrevista ao LANCE!Net.

Diante do rubro-negro carioca no amistoso de sábado, o técnico Ney Franco deverá mandar a campo um trio ofensivo, formado por Aloísio, Osvaldo e Luis Fabiano. Sem Jadson, na Seleção Brasileira, Ganso será o grande responsável pela armação no meio. Com o 4-2-3-1, o técnico são-paulino reedita a formação que venceu a Copa Sul-Americana e o segundo turno do Brasileirão no ano passado. A grande diferença é que Lucas, vendido ao Paris Saint Germain (FRA), não está mais à disposição do treinador.

O próprio Negueba evita as comparações com o ídolo são-paulino, mas acredita que pode dar conta do recado se Ney Franco precisar.

– É como eu converso bastante com o meu pai: as características são um pouco parecidas. O Lucas é mais forte, tem suas qualidades e como disse para meu pai, não tem que comparar. Mas com minha característica e minha força de vontade, posso suprir a ausência dele – finalizou o esperançoso atacante.

Confira um Bate-Bola com Negueba, em entrevista ao LANCE!Net:

Nesta reta final de recuperação, como estão os treinos, a ansiedade, como está sentindo o corpo?
O corpo está bem e o joelho não dói mais. Agora é só pegar a parte física mesmo, como já estou fazendo. Voltar a parte técnica também, aprimorar ela de novo, a batida na bola que está um pouco complicado. Mas, fora isso, está tudo bem graças a Deus, joelho está sem dor. É só voltar à rotina normalmente.

Dá para perceber que desde que você chegou, ganhou massa muscular? Isso pode te ajudar você acha?
Pode me ajudar bastante. Até minha mãe e meu pai brincaram comigo e me disseram que eu estou mais forte. Estou tomando uns suplementos que eu vinha tomando antes já, com um trabalho mais forte na academia. Isso com certeza vai me ajudar na minha volta.

O que o torcedor pode esperar de novo do Negueba do Flamengo?
Agora é uma nova história. Ficar rotulado por “Negueba do Flamengo” é bastante complicado. Agora tenho que fazer história no São Paulo. Agradeço e sempre agradeci ao Flamengo por tudo. 12 anos (de clube) não são 12 dias né? Agradeço ao Flamengo, mas agora tenho que construir uma história aqui.

Qual foi o papel de seus pais no processo de recuperação?
A força é todo dia né. Apesar de morarem no Rio, todo fim de semana estão aqui, meus irmãos também. Se hoje estou bem, tenho que agradecer a eles porque o momento que passei foi complicado. Você pensa que nunca vai voltar a jogar futebol, em desistir, em um monte de coisa. Foram fundamentais para que eu não desistisse das coisas.

O que os preparadores te passam da sua evolução? Eles te dão prazo?
Prazo para voltar a jogar não estão me dando. Mas eles dão força, vão ajudando, apoiando, incentivando bastante porque essa fase é complicada, um pouco chata. É só trabalho físico, mais trabalho físico do que técnico. Peguei força na perna também.

Quem do grupo que te dá mais força?
Tem o Wellington, o Denilson e o Carleto, que infelizmente teve uma lesão grave também.

Antes era você, no começo do processo de recuperação, e agora é o Carleto, que se lesionou e você está perto de voltar. Como está essa ‘mudança’, é você quem o apoia agora?
É verdade, foi bastante complicado, ele me ajudou muito. O mínimo que eu posso fazer é ajudar ele também. Quando ele estava no hospital fui lá falar com ele, fui na casa dele fazer ele rir um pouco, brincar com ele. Porque essa fase é bastante complicada. Sente muita dor, às vezes bate um desânimo e é sempre bom ter alguém, um amigo para dar uma levantada no astral senão fica difícil.

Antes era o Carleto que te levava pra casa. E agora?
Era ele que me levava (risos). Ele não está aqui ainda (Carleto faz o tratamento em casa, por enquanto), mas se ele precisar vou se eu que vou levar ele pra casa. Vou ser o motorista (risos).

 

 

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