Leco não aceita demissão, e Ataíde reassume diretoria no São Paulo

Ataíde Gil Guerreiro voltou a ser diretor de relações institucionais do São Paulo. Dois dias depois de ser expulso do conselho deliberativo do clube e pedir demissão da diretoria que ocupava, Gil Guerreiro foi reconduzido ao cargo pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e aceitou permanecer na atual gestão. A informação foi confirmada ao UOL Esporte pelo presidente.

“Eu não aceitei o pedido de demissão dele, ele continua diretor de relações institucionais do São Paulo. Recebi por e-mail a mensagem dele escrita, com o pedido de demissão anexo e eu nem sequer li, nem abri o anexo. Decidi no fim do dia de ontem e liguei para ele dizendo que minha decisão era de não aceitar a demissão. Falei que queria que ele prosseguisse, e ele se mostrou muito sensibilizado. Ele teve um momento de emoção e de alegria, e aceitou”, falou Leco.

Vice-presidente de futebol da gestão Carlos Miguel Aidar, Gil Guerreiro foi o pivô da renúncia do ex-presidente, que deixou o cargo sob denúncias de corrupção. Neste início de 2016, Ataíde comandou a negociação de renovação do contrato de direitos de transmissão para TV fechada com a Globo. “Ainda tem coisas que ele está cuidando que são muito importantes. A maior receita do São Paulo na sua história se deve a ele”, afirma Leco. Há um mês Gil Guerreiro deixou o cargo no futebol e assumiu as relações institucionais, para cuidar exclusivamente do contato do São Paulo com outros clubes, federações e emissoras.

Apesar de expulso do conselho, Ataíde ainda pode ocupar a diretoria de relações institucionais porque o cargo não exige que o diretor seja um conselheiro – o diretor de futebol Luiz Cunha e o de marketing Vinicius Pinotti, por exemplo, não são conselheiros.

Aidar e Ataíde foram expulsos do conselho deliberativo do São Paulo na noite de segunda-feira. A comissão de ética presidente por José Roberto Ópice Blum deu parecer sugerindo a expulsão de ambos, que foi referendado pela maioria do conselho. Aidar recebeu parecer pela expulsão devido as denúncias de lesão aos cofres do clube durante sua gestão, entre abril de 2014 e outubro de 2015.

A comissão de ética classificou como “tentativa de homicídio” a agressão do ex-vice de futebol a Aidar no dia 5 de outubro, no Hotel Radisson – na ocasião, Gil Guerreiro relata ter segurado o então presidente pelo pescoço e ameaçado desferir-lhe um soco no rosto, não concretizado. O órgão também repudiou a decisão de Gil Guerreiro de ter divulgado à imprensa a gravação que fez dias antes da briga, na qual Aidar parece propor desviar e repartir a comissão na contratação de um jogador da Portuguesa.

Foi usado contra Ataíde, também, o contrato firmado com o advogado José Roberto Cortez, no qual, segundo Aidar, o ex-vice teria autorizado um comissionamento de 20%. Gil Guerreiro afirma que a contratação do advogado teria comissionamento direcionado a Cinira Maturana, namorada do ex-presidente.

 

Fonte: Uol

12 comentários em “Leco não aceita demissão, e Ataíde reassume diretoria no São Paulo

  1. Cara sem vergonha aliás os dois porque se um foi expulso o outro deveria respeitar o conselho, quero ver na hora de aprovar balanço se vai lembrar da força do conselho, isto mostra o quadro de dirigentes fracos e incapazes que o São Paulo tem nos últimos anos, esta igual a Dilma e o PT, Srs. Conselheiros impeachment também ai por falta de acatar decisão do conselho.
    Este Ataíde desagregador colocou o nome do São Paulo na lama, foi posto fora pelo colegiado que é o maior poder do clube e amaciado pelo fraco Leco.

  2. Deus me perdoe, mais si tem coisa, o Leco deve estar gravado por este troglodita também.
    Este cara é quem montou este time de merda si, agora está um falido cuidando de contratos, ou será o caso do Jorginho Paulista que assusta o Leco.
    Conselheiros tem que ver isso ai direito , vocês expulsaram o Ataide e o Leco passou a mão na cabeça dele dando uma banana para vocês.
    Que moral tem este conselho agora?

  3. Acho que a expulsão do Ataíde foi injusta. Foi vítima de armação política. O já célebre texto do Menon termina de explicar. Isso é uma coisa.
    Outras duas coisas são o presidente não aceitar a demissão e o cara topar voltar.
    Demissão é que nem virgindade: não tem volta.

  4. Isto é uma vergonha, depois da humilhação de ser chutado do Conselho (não fui eu que o julguei), o camarada se sujeita a isso, pra provar o que? Já foi pegue o seu banquinho e saia de mansinho.
    Pelo menos o Leco Leco deu um tiro no pé, porque a maioria do Conselho votou a favor da expulsão do Ataíde, portanto é uma afronta a estes conselheiros esta atitude e consequentemente o Leco Leco perderá a eleição de abril de 2017 e será uma múmia a menos atrapalhando o Tricolo

  5. Paulo pontes por favor me explique.com a saída do aidar e do ataide.ficou duas vagas no conselho certo.então ha possibilidades do Abílio virar concelheiro do clube

    • De maneira alguma, Francisco. As duas vagas abertas são de Vitalícios. Quando forem indicados novos conselheiros para a vitaliciedade, essas vagas serão preenchidas. Então os dois suplentes imediatos assumem uma vaga no Conselho. Há uma brecha, que uma vez foi usada por Juvenal Juvêncio, que um simples sócio pode ser indicado vitalício. Mas não é comum. Portanto, para ser conselheiro há que esperar 2020, quando teremos novas eleições para o Conselho. Portanto, só lá, se nada for mudado em termos estatutários, Abilio Diniz teria chance de ser conselheiro.

  6. Difícil se livrar dessa tranqueira, esse Leco realmente é um banana, está com medo de perder apoio dos conselheiros ligados à esse bosta.

    Lamentável!

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