‘Filho da Libertadores’, são-paulino João Schmidt crê ser predestinado

No dia 19 de maio de 1993, o São Paulo goleava por 5 a 1 a Universidad Católica (CHI) no primeiro jogo da final da Libertadores, no Morumbi, deixando o título muito bem encaminhado.

Porém, para o casal Ivani Schmidt e João Alfredo, o bicampeonato da América conquistado pelo Tricolor era extremamente irrelevante. Importante mesmo era o nascimento de seu terceiro filho, João Felipe Schmidt Urbano. Às 19h59 daquela terça-feira, um futuro são-paulino vinha ao mundo. E a mãe diz que ele é predestinado.

– Tem horas que eu falo que não é novidade ele ser jogador. Sempre, desde novinho, jogou bola. Parece que tudo aconteceu muito naturalmente. Quando ele ainda engatinhava, empurrava uma bola o apartamento inteiro. Começou a jogar bola com quatro anos. Coloquei na natação e saía chorando da piscina. Sempre levou futebol muito a sério – disse a mãe do camisa 36, em entrevista ao LANCE!Net.

E quanto a ser predestinado, o volante são-paulino concorda com a mãe e, inclusive, sonha em viver o clima de uma final de Libertadores. Desta vez, atuando no Morumbi.

– Acredito que (sou predestinado) sim. Procuro sempre acreditar nisso. Trabalharei para, quem sabe, jogar uma final de Libertadores no dia do meu aniversário. Conseguindo um título ainda, seria muito bom – declarou o meio-campista, ao LANCE!Net.

– O que ele mais quer é se firmar no São Paulo. Isso é o que ele mais deseja. Jamais disse “vou para fora, para outro time”. Ele quer estar ali, ter sucesso ali. E jogar uma Libertadores vem junto com tudo isso – completou a mãe do são-paulino.

Fã de Zidane e admirador de Rogério Ceni, o atleta tem boas referências para somar a essa “predestinação” que o cerca e, inspirado pelos ídolos, chegar a uma decisão do principal torneio continental das Américas. João Alfredo, Ivani e milhões de são-paulinos esperam o mesmo. E que seja já em 2013.

Confira um bate-bola com Ivani Schmidt, mãe do volante são-paulino João Schmidt:

O que lembra do dia que ele nasceu? Recorda alguma manifestação ou algo do tipo em relação à decisão da Libertadores?

Fui para o hospital de manhãzinha e muito tranquila, sabendo que ele ia nascer na parte da tarde, começo da noite. Mas sobre a Libertadores, se eu falar que eu lembro, estarei mentindo (risos).

Você e o pai do João são torcedores do São Paulo?
Eu falo que eu não era são-paulina, mas hoje torço pelo São Paulo. Você acaba torcendo pelo time em que seu filho joga. Assim como o João, quando era pequeno, tratávamos como corintiano, jogava no Corinthians até então, e hoje não. Hoje ele é um são-paulino.

Como foi a mudança do Corinthians para o São Paulo? Ele gostou?
Ele gostou muito porque ele jogava no terrão do Corinthians. No São Paulo, teve um tratamento especial. Quando começou, não tinha time A, B, reservas. Em apenas três meses ele já estava indo para o Japão com o São Paulo. Ele tem boas lembranças mesmo dessa época. O tratamento de Cotia sempre foi fantástico, ele sempre gostou muito.

Ele chegou a jogar nesta temporada como titular, contra o Vasco, no Brasileiro. Como foi a expectativa de vocês e dele?
Ele ficou nervoso. Ficou sabendo que ia entrar como titular e estava bem ansioso. Não falou para todos (que ia jogar), disse para nós. Não falou muito para os amigos porque até a última hora ele precisava acreditar que ia entrar mesmo. Foi muito emocionante.

Fonte: Lance

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