Cuca mostra ter o elenco na mão e põe São Paulo de vez na briga

Assim como em 2018, o São Paulo venceu o Athletico-PR por 1 a 0 na Arena da Baixada, estádio que sempre lhe é hostil e onde acumulava só derrotas (13) e empates (5). O triunfo do ano passado colocou o time de Diego Aguirre na vice-liderança do Brasileirão e fez a torcida começar a acreditar no título – que ficou longe, apesar de o Tricolor ter sido campeão do primeiro turno. Já o triunfo deste ano, o quinto em sequência, fez o time igualar a pontuação de Flamengo e Palmeiras, ficando a apenas dois do líder Santos. O cenário é parecido, mas agora há motivos maiores para crer.

O elenco de 2019 é muito melhor montado que o de 2018 e é dirigido por um dos melhores treinadores do Brasil, grande responsável pela gritante evolução pós-Copa América. Raí concorda.

– O Cuca fez excelente trabalho na pausa para a Copa América. A gente vê o tempo que ele dedica ao clube. O crescimento tem muito a ver com o grupo forte, coeso, unido, mas principalmente o excelente trabalho que o Cuca tem feito – disse o diretor.

Justiça seja feita: Aguirre também teve o grupo na mão em determinado momento do Brasileirão do ano passado e foi um dos grandes responsáveis pela escalada até a liderança, embora tenha se perdido em meio aos infindáveis desfalques e a algumas crises de vaidade no segundo turno.

Voltemos a 2019, mais precisamente ao triunfo na Arena da Baixada. O gol de Vitor Bueno, que saiu após um passe de Liziero, é emblemático porque os dois mudaram de posição após um início de jogo fraco.

– A gente tem as ideias e quem executa são eles. O mérito é todo do Liziero e do Vitor. Nós treinamos isso terça de manhã. Tinha os três volantes no meio, com saída boa. Liziero, Tchê Tchê e Daniel jogam também como meias. Mas o jogo não estava encaixando, o Vitor estava sobrecarregado pela esquerda com o apoio do Madson por ali. Ele não estava bem ali. Nós entendemos que poderíamos ter uma força maior na marcação com o Liziero por ali e uma força ofensiva maior com uma dupla de atacantes, o Vitor e o Raniel. O gol saiu de um toque do Liziero para o Vitor – explicou Cuca.

Só a presença da dupla em campo já tem dedo do técnico. Nove entre dez torcedores apostavam que nesta partida ele escalaria Luan, mais marcador, e não Liziero. E Vitor Bueno não é exatamente uma unanimidade pelo que apresentou até aqui. Não começava como titular desde o empate sem gols com o Avaí, ainda antes da Copa América, mas foi o escolhido para substituir Everton (já que Pato e Toró também estavam indisponíveis).

No segundo tempo, o São Paulo se posicionou para não sofrer gols. E, na falta dos velocistas citados no parágrafo acima, a saída foi montar um ferrolho que bloqueasse o Athletico pelo meio e principalmente pelas laterais, evitando cruzamentos. O segundo atacante (Vitor Bueno) foi substituído por um volante (Willian Farias) e os pontas (Antony e Liziero) deram seus lugares a mais dois laterais (Juanfran e Léo).

– Hoje fiz três trocas para trás, não tenho vergonha de falar. Coloquei o Willian Farias e dobrei a marcação com Léo e Reinaldo de um lado e com Juanfran e Igor Vinícius do outro porque entendi que o jogo pedia isso. Se acontece o gol, lógico que iam dizer que chamei o Athletico, mas são riscos que a gente corre. Temos que sempre optar pelo que nos deixa mais seguros no jogo, hoje o pensamento era esse – explicou Cuca, que fugiu do óbvio ao resgatar Willian Farias, que não jogava desde a final do Paulista:

– O Willian Farias tem uma série de coisas que envolvem. O jogador é daqui, habituado a jogar contra o Athletico. É um marcador nato, por isso que o utilizei à frente do Hudson e do Luan.

Fonte: Lance

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