Coritiba e São Paulo fazem “guerra” no Paraná para definir finalista

Na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, quando o Coritiba terminou o ano de seu centenário rebaixado, o Couto Pereira virou uma praça de guerra devido à revolta de seus torcedores. Para a partia das 21h50 (de Brasília) desta quarta-feira, o termo volta a ser usado, mas apenas por motivos esportivos: Coxa e São Paulo protagonizarão um acirrado confronto para definir um dos finalistas da Copa do Brasil.

Neste duelo, os visitantes estão na frente. Mesmo com um jogador a menos, o Tricolorvenceu no Morumbi por 1 a 0 e só não avançará se perder por mais de um gol de diferença ou for derrotado por 1 a 0 e fracassar na decisão nos pênaltis. Por isso, a sensação dos paulistas é de que a vaga ficará próxima caso balance as redes fora de casa.

O adversário paranaense, por sua vez, terá a seu favor um estádio lotado. A tradição recente também beneficia os anfitriões. Vice-campeão no ano passado, a equipe comandada pelo técnico Marcelo Oliveira, vencedor dos três últimos Estaduais, ganhou seus dez últimos jogos em casa no torneio – mesmo quando perdeu o título para o Vasco em 2011, venceu.

O São Paulo, por sua vez, não chega a uma final desde a derrota na decisão da Libertadores de 2006 diante do Inter. E não vence uma final desde o Mundial de 2005. Na Copa do Brasil, título que nunca conquistou, só chegou à decisão uma vez, e foi derrotado pelo Cruzeiro. Além disso, existe o trauma da desclassificação nas quartas de final do ano passado para o Avaí, perdendo por 3 a 1 em Florianópolis após ganhar por 1 a 0 no Morumbi.

Com esses dados, Emerson Leão não hesita em comparar a partida a uma guerra. “Temos que estar sempre atentos. Não é como guerra, tratando o adversário como inimigo, mas respeitando-o e tentando superá-lo. Temos que estar sempre vivos, espertos e atentos com tudo que pode ocorrer, principalmente os movimentos do adversário”, indicou.

 

Em sua estratégia, pode até escalar três zagueiros. Sem Paulo Miranda, que cumpre suspensão por ter sido expulso na ida, pode optar pelas entradas de Edson Silva e Bruno Uvini ao lado de Rhodolfo e sacar Casemiro, que decepcionou ao enfrentar o Coritiba no Morumbi.

Seja qual for a escolha, a ordem é mostrar que a lição de 2011 foi aprendida. Até quem não participou da derrota para o Avaí a cita como exemplo a não ser seguido. “Em um jogo de 90 minutos, temos que estar concentrados. O que aconteceu no ano passado não pode acontecer neste ano. Precisamos manter a concentração o tempo inteiro para não sermos surpreendidos”, indicou Edson Silva.

O primeiro confronto entre as equipes, no último meio de semana, deixou para o Coxa um gostinho amargo, não só pela derrota, mas por estar com um jogador a mais em campo e com um ritmo de jogo que o permitia vencer. Por outro lado, o bom desempenho mostrou que é possível equilibrar as ações contra o Tricolor, agora contando com o apoio do torcedor, que esgotou os ingressos e vai lotar o Alto da Glória.

O clima é de otimismo na capital paranaense. O Coritiba tenta repetir e, se possível, melhorar a campanha de 2011, quando conquistou o Campeonato Paranaense e, na sequência, alcançou a final da Copa do Brasil. O principal motivador, é claro, uma vaga na Libertadores da América, que bateu na trave também no Brasileirão.

 

No último domingo, na vitória sobre o Atlético Goianiense, o técnico Marcelo Oliveira aproveitou para poupar os titulares e dar ritmo aos reservas, que podem fazer a diferença durante a partida pela qualidade demonstrada. “São sete dias e três jogos, sabíamos que era muito corrido. Eu precisava fazer um investimento neste descanso. A resposta foi boa. Confio nos jogadores que foram poupados, confio nos que jogaram”, avaliou o treinador.

Em relação ao time titular, uma mudança é esperada em relação à equipe que atuou no Morumbi. Recuperado de lesão, Rafinha está à disposição e é a principal esperança para ajudar a reverter a situação. Se ficar no banco, Gil, Tcheco e Lincoln brigam pela vaga no meio. “Em relação ao time que vai, ainda não posso falar, mas a ideia é que o Rafinha esteja bem para jogar”, adiantou o comandante do Alviverde.

FICHA TÉCNICA
CORITIBA X SÃO PAULO

Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data: 20 de junho de 2012, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) e Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO)

CORITIBA: Vanderlei; Ayrton, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; William, Sergio Manoel, Rafinha e Everton Ribeiro; Roberto e Everton Costa
Técnico: Marcelo Oliveira

SÃO PAULO: Denis; Douglas, Rhodolfo, Edson Silva e Cortez; Denilson, Casemiro (Bruno Uvini), Cícero e Jadson; Lucas e Luis Fabiano
Técnico: Emerson Leão

Fonte: Gazeta Esportiva

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