Centurión tenta ficar os 90 minutos em campo pela primeira vez no ano

Contrariando a vontade da torcida tricolor, o técnico Edgardo Bauza escalará nesse domingo o compatriota Centurión pela 13ª vez como titular no ano. Para mostrar que é digno da confiança do torcedor – e do próprio Patón -, o argentino terá que superar uma incômoda marca que o persegue nessa temporada. O atacante foi substituído em todas as partidas que iniciou no time principal do São Paulo. Ele entrou no decorrer de outros dois jogos, mas também não agradou.

Centurión foi titular em seis partidas do Campeonato Paulista, cinco da Copa Libertadores e no amistoso diante do Cerro Porteño – jogo que teve seis alterações. A justificativa de Bauza para confiar tantas vezes no argentino era baseada na dedicação do atacante à marcação. O Patón prioriza uma defesa compacta e sólida e exige que todos os jogadores contribuam para diminuir os espaços do rival. Quando questionado por que Centurión sempre era substituído, Bauza disse que ele se entregava tanto à obrigação tática que chegava exausto ao segundo tempo.

Com o decorrer dos jogos, no entanto, a afirmação do treinador tornou-se frágil. Centurión se mostrou um jogador com sérias limitações técnicas e incapaz de ajudar o setor ofensivo do São Paulo. Os erros de passe e o excesso de firulas fizeram o torcedor perder a paciência. Uma ala mais radical dos tricolores indagava se Bauza dava uma proteção especial ao atacante. O fato é que hoje é difícil encontrar quem defenda uma sequência para o argentino na equipe principal.

Antes da goleada por 6 a 0 sobre o Trujillanos, na terça-feira, a torcida aplaudiu todos os jogadores que tiveram os nomes anunciados pelo sistema de som do Morumbi. Os são-paulinos saudaram até Michel Bastos, cuja relação com as arquibancadas é tumultuada. O único a ganhar vaias foi Centurión, que voltava de contusão e sequer foi a campo contra o time venezuelano. Mesmo com a facilidade encontrada no confronto, Bauza manteve o compatriota no banco para dar espaço à promessa Lucas Fernandes no segundo tempo.

A partida contra o São Bento é a chance de o jogador iniciar uma reação no clube. Centurión foi contratado por R$ 12,7 milhões e ganha um salário de aproximadamente R$ 200 mil mensais. Como precisa de uma vitória em Sorocaba para chegar à ponta do Grupo C do Paulista, o São Paulo dependerá ao máximo da eficiência de seu setor ofensivo. Desencantar em um jogo decisivo pode ajudar o argentino a justificar parte do valor gasto para tirá-lo do Racing.

Escalação – Centurión será escalado novamente na ponta direita. Bauza resolveu apostar num time misto diante do São Bento para poupar os titulares são-paulinos que enfrentarão o River Plate, na próxima quarta-feira, no estádio do Morumbi. Farão companhia para o argentino no setor ofensivo o meia Daniel, responsável pela armação das jogadas, e Lucas Fernandes, que atuará aberto pela esquerda. Liderando o ataque estará o centroavante Alan Kardec, que assumirá o lugar do suspenso Calleri.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

2 comentários em “Centurión tenta ficar os 90 minutos em campo pela primeira vez no ano

  1. Que jogador horrível. É assustador ver que um cara tão ruim assim consegue um emprego de jogador no SPFC diante dessa crise econômica hahaha.

    Tá de brincadeira. Cada vez que esse cara entra em campo, o passe dele desvaloriza. Melhor vender antes que não sobre mais nada.

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