Após abstenção, Leco diz que São Paulo é favorável ao VAR, mas não agora

Único clube a não ter votado sobre o uso do árbitro de vídeo para a Série A do Campeonato Brasileiro, o São Paulo se posicionou na noite desta quarta-feira, na chegada da delegação ao Morumbi, onde enfrentarou o Bragantino, pela sexta rodada do Paulistão.

O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, que deixou a reunião da última segunda-feira na CBF antes do fim – por causa de um imprevisto, segundo a assessoria do clube –, disse que o São Paulo é favorável ao VAR, mas não da maneira como foi apresentado neste primeiro momento.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na chegada do São Paulo ao Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na chegada do São Paulo ao Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)

– O São Paulo é favorável, porém, da forma como foi apresentado, nesse momento não convém que seja aprovado. Ele precisa passar por outros procedimentos – disse Leco, que também ressaltou o alto custo do projeto.

– Isso seria implementado com custos expressivos, representaria um peso muito grande para clubes que não apenas os considerados grandes, mas todos que fazem parte do sistema. Também por esse aspecto, e coloco como posição do São Paulo, não é o momento adequado para aprovar.

O presidente concluiu dizendo que espera ver o árbitro de vídeo em ação futuramente.

– O São Paulo entende que isso representa um aprimoramento e uma qualificação na arbitragem, o que é importante para o futebol brasileiro.

Fonte: Globo Esporte

Nota do PP: a posição de Leco pode ser aceita ou contestada. O que não pode é o São Paulo ter sido o único clube ausente nessa votação. Isso é uma absoluta vergonha e justifica a situação que estamos vivendo. É um clube sem representatividade. E ratifico o que já escrevi: o São Paulo, como outros clubes que votaram contra, não terão moral de reclamar de qualquer erro de arbitragem. Infelizmente.

8 comentários em “Após abstenção, Leco diz que São Paulo é favorável ao VAR, mas não agora

  1. Já falei sobre essa história lá atrás. Ela retrata muito bem a diferença entre uma gestão campeã e uma destinada ao fracasso.
    Quem é mais antigo e isento politicamente vai lembrar.
    Quando o São Paulo voltou a disputar a Libertadores nos anos 90, questionou na Conmebol a falta de exames antidoping em jogos organizados por aquela confederação.
    Existiam relatos de times inteiros jogando a competição sob efeito de doping.
    A Conmebol alegava que não tinha recursos para pagar por esses exames e os dirigentes do São Paulo insistiram e disseram que o clube pagaria pelos custos dos exames em seus jogos.
    A Conmebol, contrariada, concordou e a partir daí outros times tiveram a mesma postura de solicitar e pagar por exames, fazendo com que ao longo do tempo, esse procedimento esporádico de exames antidoping para jogos do São Paulo, e apenas alguns outros poucos times, se tornasse oficial e com custos bancados pela própria Conmebol.
    É assim que se ‘forjam’ campeões. Não pensaram duas vezes em gastar, pensando no quanto o clube poderia sair ganhando com essa decisão. E o melhor, o clube ganhou. E muito.
    Infelizmente, hoje temos um bando de ‘frouxos’ comandando o São Paulo.

  2. O pior disso tudo é que esse é o padrão Leco de qualidade, por mais que critiquemos, é exatamente isso que podemos esperar dele; enquanto esse senhor e seu grupo político estiverem a frente do clube viveremos esse tipo de situação. Tem hora que desanima mesmo.

  3. O LERO-LECO se posicionou como tem sido praxe: nem sim, nem não, muito pelo contrário. A omissão é a sua principal característica. Desde a sua passagem pela Presidência do Conselho Deliberativo, essa tem sido sua marca… e o seu refrão é NÃO ME COMPROMETA…

  4. O sonho desse senhor era ser presidente, aí ele alcançou e de lá pra cá, no auge dos seus 70 e poucos anos demonstrou que não nasceu pra isso, fora Leco, basta de ingerência no Tricolor.
    Cadê a transparência, como estão as dívidas depois do desmanche do ano passado?

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