Ao sacar Ganso, Muricy volta a armar São Paulo como em ‘tempos de glória’

Apesar de ter elogiado muito o time, Muricy Ramalho não garantiu que adotará o esquema utilizado no clássico contra o Santos, no último domingo. No entanto, um fator importante é levado em conta pela comissão técnica e pode complicar Ganso na briga por um lugar na equipe: nos anos de glória do técnico no São Paulo, entre 2006 e 2008, a equipe não tinha um armador clássico e jogava de forma parecida ao sistema “novo”.

No empate em 0 a 0 no domingo, Muricy sacou Ganso e colocou Douglas no meio. Dessa forma, com Osvaldo e Luis Fabiano na frente, fez o atacante colombiano Pabon recuar para ligar meio e ataque. A tática até funcionou e, com movimentação e dinâmica, o Tricolor se saiu melhor e pressionou o rival em determinados momentos.

Pela formação e o modo como atua o colombiano, flutuando atrás do ataque, o São Paulo de domingo se assemelha mais ao time bicampeão brasileiro em 2007. Na época, coube ao atacante Leandro a função de recuar para preencher o espaço e atuar mais como ponta de lança. Nos anos do tricampeonato, o Tricolor ainda teve Danilo, Hugo, Eder Luis, Souza e Jorge Wagner na função. Nenhum era armador nato, clássico, como Ganso.

– A diferença é visível. Com o Ganso, o último passe sai com muita qualidade. Ninguém no elenco pensa como ele, de técnica tão apurada. Sem ele, a gente ganha em velocidade – atestou o volante Souza, em entrevista coletiva no CT nesta segunda-feira, ao comentar a mudança.

Curioso é que, durante os anos de glória no São Paulo, Muricy sempre reclamou de não poder contar com um meia clássico. Já no Fluminense, em 2010, foi campeão brasileiro com Conca e depois encontrou Ganso no Santos.

De volta ao São Paulo, o técnico conseguiu fazer o meia jogar ano passado, mas agora tem dificuldade. E volta a uma boa e velha fórmula. Será que vai dar certo?

SÃO PAULO NO TRI COM MURICY

2006 – Zidanilo
Danilo, hoje no Corinthians, jogava aberto pela esquerda, perto dos atacantes. Não era armador no 3-5-2.

2007 – Variações
Breno era falso lateral-direito e time variava do 4-4-2 para o 3-5-2. Leandro e Jorge Wagner eram pontas de lança.

2008 – Efeito Hugo
Novamente no 3-5-2 clássico e sem armador. Hugo ou Eder Luis eram quase atacantes. O primeiro fez vários gols.

Fonte: Lance

 

Nota do PP: a pergunta que fica é a seguinte: será que é mais fácil não jogar com meia ao tentar montar um esquema para que este meia funcione? O exemplo é o que está acontecendo com Jadson, no Corinthians.

4 comentários em “Ao sacar Ganso, Muricy volta a armar São Paulo como em ‘tempos de glória’

  1. Como podemos visualizar no banco o talentoso GAnso que mesmo sonolento
    e assombrosamente um talento acima de qualquer dougrassssssssss,
    esse coitado apesar da boa vontade se assusta e apanha da bola,
    de quando chegou e ja beira a um montao de jogos de incompetencia fez
    um ou dois gols de susto.
    Nao da para entender, se quer punir e dar uma sombra nele coloca o
    Canete que pelo sei sabe jogar e muito mais que o citado acima,
    ou temos Boschila, que tambem e promissor e com muito, mas muito mais bola que dougrasssss, por favor Murici nao nos puna, nao somos otarios,
    se quer o dougrasssssssssssss o coloque em sua posicao de origem,
    com certeza nao e atacante e muito menos armador,
    esse e apenas mais ummmmmmmmmmmmmmmm.
    recuperado de graca pelo Reffis, antes vinham nomes consagrados
    agora e isso ai, mesmo, ne jjjjjjjj.

  2. Mais uma matéria do tipo bunda na cadeia e seleção de fatos. A comparação é válida somente com o Leandro. O Danilo jogava de fato pela esquerda, mas era sim um meia e não era rápido, na verdade alguns comentaristas criticavam sua lentidão. O mesmo raciocínio vale para o Jorge Wagner, que jamais jogou como atacante ou zagueiro naquele tome. Eder Luís e Hugo nem conseguiram fazer parte do time titular. O Hugo, logo após sua chegada do Grêmio, até teve uma sequência de jogos, mas foi isso.

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