#ELESIM

Calma, a coluna não está no clima das eleições, não. Mas, aproveitando o tema, muito em breve o Tricolor deverá eleger seu técnico para a próxima temporada. E é justamente nos maus momentos em que devemos analisar racionalmente se Aguirre reúne condições para prosseguir no comando do time. No momento em que estávamos na liderança, estava mais fácil essa decisão. Tudo dava certo. Com a virada do turno, o futebol do São Paulo, que não era vistoso, porem objetivo, desandou.

Creio que a mistura de “desfalques + soberba” seja a real responsável pela queda do rendimento. Quanto às ausências, nitidamente comprometeram a força de ataque são paulino. Já a soberba fica por conta de momentos como os do jogo contra o Paraná Clube, por exemplo, onde a equipe parecia achar que faria seus gols quando quisesse. Esse empate, somado ao empate contra o América em casa, são os grandes responsáveis por estarmos no terceiro lugar. Ok, sempre disse e afirmo que não temos elenco para brigarmos por títulos, mas os atletas acreditaram que realmente estão acima da média, só que não estão. A força desse time é a coesão defensiva e a assertividade nos contra ataques e bolas cruzadas na área, sejam pelo alto ou por baixo. Não é um time de jogadas plasticamente bonitas, não é um time de encantar pela técnica.

Onde entra Aguirre nisso? Quanto aos desfalques e suas respectivas substituições, olhando de fora, não vejo onde possa ter comprometido. Questionar escalação de Rodrigo Caio na lateral como alguns torcedores fazem é muito pouco para piorar tanto a efetividade do time. Minha humilde opinião. Talvez na parte psicológica, para baixar a bola do elenco. Mas só mesmo quem está no dia a dia dos treinamentos pode responder como age Aguirre para manter os pés no chão e confio muito na capacidade de gestão de Raí e Lugano. Se eu tivesse poder de decisão, com o conhecimento de quem apenas acompanha o time de fora do campo, não teria duvidas em prolongar seu contrato. Por outro lado, se eu fosse Aguirre, gostaria de ter a certeza de que teremos reforços de QUALIDADE para 2019, pois, reafirmando o que aqui já escrevi,  o São Paulo precisa de goleiro, precisa de reforços nas laterais, precisa de ao menos mais um meia de criação e um segundo atacante. E que os demais reforços venham da base, mas só os bons, como Neris, não iguais a Lucas Fernandes e Shaylon. Entendo que 2018 é um ano de transição técnica e administrativa, de colocar finanças em ordem, mas no próximo ano o Tricolor tem que disputar os principais títulos, não apenas participar. Há vários times com receitas menores que o clube do Morumbi os disputando, seja o Gremio ou o Cruzeiro como exemplos que ficam para aqueles que acham que só com fortunas se faz um bom trabalho.

Por isso, para 2019, #ELESIM, fica Aguirre!

 

 

***Radialista desde 1987, Sombra passou por várias emissoras de São Paulo nas mais diferentes funções. Em sua primeira emissora, Jovem Pan 2 (89 a 90), iniciou como assistente de promoção e produtor do programa Radio Flight, então capitaneado por Julinho Mazzei, ícone do FM. Na sequência, ocupou o cargo de programador e coordenador de promoção das rádios Manchete (90 a 91) e Nova FM (92 a 94), transferindo-se para a então 97FM, nas mesmas funções. Em 1999, idealizou o programa Estádio 97 e no mesmo ano se tornou coordenador artístico da emissora, onde está até os dias atuais.

8 comentários em “#ELESIM

  1. Na minha opinião a soberba tem sido o principal problema do SPFC, enquanto jogavam conscientes de suas limitações técnicas compensavam com grande aplicação física e tática. Quando acharam que eram superiores tecnicamente, deixaram de lado a grande aplicação física e tática e os bons resultados se foram. Pegue como exemplo o jogo Flamengo x São Paulo, os jogadores se mataram em campo e conseguiram vencer. Se se conscientizarem disso, podemos vencer o Palmeiras e arrancar rumo ao titulo, caso contrário, vamos terminar o campeonato em 4° ou 5º.

  2. Sombra,os problemas pra mim são; o Sidão, não é goleiro pro sp, os desfalques, principalmente de Everton,aí juntava com Rojas num jogo,com Bruno Peres em alguns, enfim; mais a arbitragem que alguns jogos não deram pênaltis pro sp, e claro o elenco n ter reservas a altura, n temos banco pro nenê, e pras pontas…agora pq ele n usa Helinho,Antony,Brenner e Toro? Acho que são esses os motivos

  3. Assunto mais interessante que o da coluna de ontem, que não trouxe qualquer benefício a não ser desvalorizar uma propriedade do São Paulo, como se não bastasse toda a imprensa urubulina a nossa volta.

  4. Depois do Muricy certamente o Aguirre é o técnico que melhor se adaptou ao SPFC.
    Não é nenhum gênio mas tem estratégias de jogo que funcionam dentro daquilo ao qual o time se propõe.
    Ele usa até bem a base , o problema é que a base não anda revelando jogadores que queiram atuar pelo SPFC, os melhores já são vendidos ou forçam uma venda como foi com o Neres em 2017 e o Militão recentemente.
    Se o SPFC quiser ser campeão novamente tem que investir em jogadores formados que podem chegar e de imediato mostrarem resultados positivos , o mais recente exemplo é o Everton.
    Ir atrás de apostas, muitas para a base como fazem recentemente pode ser bom mas não trazem resultados imediatos e muito menos títulos.
    O SPFC vira e mexe, mesmo com Cotia, vive comprando jogador da base de outros times mas que se mostram incapazes de atuarem pelo profissional do SPFC, como Banguelê, Shaylon e
    Toró por exemplo , alguns custam meio milhão para atuar na base do SPFC sendo que existe Cotia.
    Enxergar um futuro craque ir lá e comprá-lo pra atuar no SPFC está certo, mas comprar futuros jogadores medianos como Shaylon e Banguelê não parece ser uma boa questão técnica, sendo que alguns o SPFC possui apenas 50% dos valores federativos.

  5. Um comentário HIPER SENSATO. Uma análise perfeita das limitações do plantel. Penso que o Aguirre conseguiu tirar água de pedra. Não que eu esteja conformado. Claro que penso em vencer os próximos jogos e ser campeão, mas pelo que conseguiu o Aguirre, Rai & Cia., é digno de elogios. Com a palavra a Diretoria sobre a possibilidade de contarmos com reforços à altura das tradições tricolores. A mão-de-obra da base é boa, mas tem que passar por um período de maturação. Enquanto isso não ocorre, precisamos de mais jogadores “cascudos”. A Libertadores do ano que vem está se tornando realidade!

  6. Sombra, um aspecto que observo no Aguirre é com relação ao comportamento do do time em campo. Em ser agressivo ou retraído quando necessário. Por exemplo, o Sidão fazer cera no primeiro tempo do jogo contra o Botafogo e a postura do time em esfriar os ânimos do jogo ainda 0 X 0, me parecem ter sido orientações vindas dele. No primeiro turno, quando ele insistia em colocar três volantes quando o time estava ganhando e chamava o adiversário para cima, como contra o Atlético MG no Morumbi, também eram orientações dele. Quando teve uma postura mais agressiva nas escalações e nas alterações durante o jogo, o SP chegou à liderança. Pra mim, quando ele age de forma retraída, com medo de vencer, na maioria das vezes, acaba empatando ou perdendo. Nesse sentindo, tenho restrições quanto ao nome dele para o ano que vem. A não ser que ele mude, mas acho isso bastante dificil de acontecer.

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