Separação Futebol – Social

Tema: Separação entre o Futebol e o Social

 

O tema proposto neste primeiro “Cantinho da Política” é “A Separação entre o Futebol e o Social”. Convidei dois conselheiros, sendo um da oposição e um da situação – e será sempre assim – para darem suas opiniões sobre o tema.

Por que Manssur? Porque é o responsável pelo projeto que prevê a separação dos dois. Por que Newton? Porque foi o candidato à presidência na penúltima eleição e é um dos líderes da oposição.

A ideia é que vocês, leitores do Tricolornaweb, participem deste fórum debatendo o tema a exaustão. Por isso ele ficará aí durante toda a semana. Claro que outros conselheiros – além dos dois, é óbvio – podem intervir a qualquer momento e responder os comentários.

Abaixo as ideias dos conselheiros da semana.

 

 

José Francisco Manssur, conselheiro da situação, responsável pelo projeto de separação entre o Futebol e o Social. 

“Muito obrigado pela oportunidade de falar com seus leitores sobre esse assunto. Ao fazer um estudo como esse, é possível evoluir muito a linha de pensamento. O que nós estamos estudando é a criação de uma nova empresa para gerir o futebol do São Paulo. Separação não é o termo que define o que está sendo proposto. Mas sim, a criação da s.a. pra tocar o futebol visa primordialmente criar novas receitas, dinheiro novo, para um time cada vez mais forte. Recursos que serão gerados pelo São Paulo para o São Paulo, sem mecenas, sem ajuda de governo (até porque isso tudo um dia acaba e o clube fica na mão). Com o dinheiro dos royalties que serão pagos pelo futebol, teremos uma social com mais recursos para melhoria dos equipamentos que os associados usam. Futebol mais forte, social ainda melhor, com a criação de uma empresa cujo dono vai ser o São Paulo Futebol Clube. Essa é a idéia.”

 

Newton Luiz Ferreira (Newton do Chapéu), conselheiro da oposição.

“O São Paulo Futebol Clube foi fundado no porão de uma Igreja por pessoas apaixonadas por um ideal.
Após 88 anos de existência, somos o primeiro no ranking brasileiro, conquistamos varios campeonatos, entre eles, por três vezes a Copa Libertadores da América e o Campeonato Mundial interclubes.

Fomos eleitos a melhor equipe do mundo, pelo maravilhoso futebol praticado em 1992, referendado inclusive pelo argentino Diego Maradona.

O que tivemos nesses anos todos?

“COMPETÊNCIA” nas Diretorias.

“O COMPETENTE tem sucesso em qualquer modelo de administração”.

O Incompetente leva ao caos em qualquer modelo de administração

Cabe ressaltar que nenhum investidor no mundo vai colocar $$$$ em um negócio ruim. Todos, sem exceção, vão querer o retorno do investimento, privilegiando o Lucro, ao invés de um ótimo “Time de Futebol”.

Em face disso, não se pode imaginar que a transformação pura e simples em uma S.A. resolveria todos os problemas da nossa instituição, quem vende essa informação é “Mentiroso”.

Gente Incompetente na Associação será Incompetente na S.A..

O que resolve é ter uma administração “COMPETENTE”.

Na prática, o Social e o Futebol já são separados, inclusive no orçamento e posteriormente no Balanço.
A única influência do Social no Futebol, está nas eleições para 1/3 do Conselho Deliberativo, que ocorre periodicamente, a cada 3 anos.
Hoje temos 2/3 de conselheiros vitalícios.

Lembramos que o Vitória, em 1998, tornou-se uma S.A., e em 2008 reverteu o processo, voltando a ser uma Associação, pois sua experiência não teve êxito, em decorrência dos altos gastos e da carga tributária de 33,25%.

A Comissão formada pelo Leco em 2017, que era composta pelo Manssur & Rodrigo, apresentou um estudo sobre a separação do Social do Futebol Profissional ao Conselho de Administração do SPFC.
Esse Conselho entendeu ser pertinente uma nova análise e substituiu a Comissão, sendo nomeado o ex-presidente José Mesquita Pimenta para a elaboração de um novo estudo, e a formação de uma nova Comissão, que ocorrerá brevemente.

Convém ressaltar que uma S.A. Futebolística tem características muito distintas de uma S.A. do mercado.
Os fatores Paixão, Torcida, o Time dar liga são situações que podemos definir como imponderáveis.

Apesar disso, lembro que sou um empresário, favorável ao que os fisiocratas defendiam:
“Laissez-faire, laissez-passer, le monde va de lui-même”.

Estamos abertos a tudo que for bom para o SPFC, e analisaremos esse novo trabalho da Comissão presidida pelo Pimenta, a fim de termos uma posição definitiva sobre a separação do Social do Futebol Profissional.

Saudações Tricolores”

 

 

 

 

46 comentários em “Separação Futebol – Social

  1. Caro Gledson, me desculpe mas, a palavra “ignorância” significa desconhecimento, não saber das coisas ou fatos. Longe de mim em atacar ou denegrir uma pessoa, principalmente são-paulino. Apenas sugeri cuidados maiores ao citar casos em que o desconhecimento é notório, como V.Sa. admitiu!

  2. O problema do tricolor é não ter uma oposição decente, que possamos confiar, que realmente queira mudar as coisas em benefício do clube. Esse senhor, Newton do Chapéu, é um câncer dentro do tricolor, desesperança total com o nosso futuro. Não sei quem é pior hoje, difícil avaliar.

  3. Não estou aqui para ser advogado de ninguém, porém me causa repulsa e indignação quando vejo comentário de certa pessoa, que diz não ser sócia e afirma não conhecer ninguém dentro do SPFC, tecer comentários desairosos contra dono de posto de gasolina, se referindo, é claro, a Roberto Natel. A maioria sabe, que em um passado não tão distante foi solicitado que os carros do clube abastecessem no Posto pertencente à família Natel, visto que na época, não estava acontecendo o controle necessário a esse serviço. Após esse controle, o clube passou a fazer uma economia considerável, visto que terminaram os possíveis desmandos ocorridos anteriormente. Na época, o Diretor Administrativo Manoel Lauro, teceu vários elogios à maneira que o controle estava sendo efetuado. Portanto, devido a ignorância auto declarada do Sr. Gledson, inclusive atacando um conselheiro (Newton Ferreira), sinto que devo aqui esclarecer a verdade e solicitando a esse senhor que faça seus comentários baseados em conhecimentos verídicos.

    • Nossa colega, desculpe, em nenhum momento escrevi que as pessoas (donos de postos de gasolina e donos de perfumaria) fizeram alguma coisa ilícita ou ataquei as pessoas e seus negócios se tiveram com o clube. Onde está escrito isso?

      Generalizei as pessoas que fazem parte da atual situação até para não centrar em nomes, poderia inclusive colocar os advogados que tomam conta do SPFC, mas seria muito vago já que a grande maioria o é, ou como sempre brinco em redes sociais, os conselheiros que tem nome de rua e viadutos espalhados na cidade, sem ataques pessoais e a honra de cada um, pelo contrário, são nomes honrados e por isso tem seus nomes estampados nesses monumentos, enfim, no máximo que faço é ser irônico as pessoas que fazem parte da gestão que considero desastrosa do Leco.

      Agora, o dono de posto de gasolina, é ou não é dono de posto de gasolina? O dono de perfumaria é ou não é dono de perfumaria? Eles fazem (ou fizeram) parte da nova/velha diretoria? Todos esses, foram os mais beneficiados com a mudança do estatuto ou não? Não é esse, inclusive o questionamento do sr. Newton faz?

      Sobre ser sócio ou ter alguma ligação com o SPFC, colega, sou apenas torcedor nada mais que isso, o único acesso que tenho é no estádio pra assistir jogos, nunca vi por dentro o clube, por que mentiria sobre isso?

      Ao sr. Newton, me expliquei no comentário que ele me fez e não o ataquei em nenhum momento, as minhas razões estão lá e acho que fui bem claro nelas e como o sr. Newton não respondeu, acredito que ele tenha compreendido.

      Ao sr., não sei do porquê desse ataque me chamando de ignorante principalmente sobre temas que sequer mencionei, como o caso do posto de gasolina que acompanhei pelas reportagens feitas inclusive pelo dono desse espaço. Outro exemplo, o sr. Douglas e o caso Fast East esclareceu em alguns programas de mídia são-paulina sua relação (ou no caso nenhuma relação) com a empresa, e pra mim aquilo foi suficiente pois se não fosse as mídias são-paulinas ele não teria espaço para mostrar sua inocência, como acredito que seja esse seu motivo para esclarecer o caso que repito, sequer mencionei e espero que não seja apenas o mote pra me atacar gratuitamente.

      Fique bem

    • Meu caríssimo e velho amigo Ovídio. Você está absolutamente correto. Denegrir a imagem de alguém, sem respaldo na verdade, nesses tempos de velocidade internética, pode transformar um boato, uma mentira, numa tremenda dor de cabeça para o denegrido. Veja o que aconteceu ontem mesmo com o ator Antônio Fagundes, ao ser confundido com uma outra pessoa. Fica aqui registrado o meu desagravo em solidariedade ao Roberto Natel, pessoa séria, digna, um gentleman e abnegado são-paulino. Podemos, a democracia nos permite, criticar ideias, criticar a inaptidão de capacidade gerencial, mas a honra, jamais. Abraços amigo.

  4. Primeiramente, Mansur falou muito pouco e não explicou nada… enquanto o Newton utilizou um discurso populista com argumentos subjetivos…

    A verdade é que a transformação em S.A. seria positiva SIM!
    Qual o maior benefício? Transparência. Hoje tudo que acontece no SP é nebuloso… pra onde foi o dinheiro das vendas dos jogadores? Quem recebe comissões dos contratos feitos no SP? Esse tipo de pergunta em uma S.A. precisaria ser explicada e documentada pela gestão.

    Qual o risco? Se o negócio SPFC não for um negócio lucrativo. Duvido… pois somos a terceira maior torcida. Temos a melhor infra para formação de atletas da base. E temos estádio em uma região muito valorizada em SP….

    Portanto, seria um avanço tremendo conseguir essa mudança.

  5. Parabéns Paulo Pontes, este espaço muito provavelmente ajudará na concepção de novas idéias, tão necessárias para o clube, que de uns anos para cá, através de gestões autocráticas, perdeu sua tão consagrada capacidade administrativa.

  6. Parabéns Paulo Pontes pelo debate.

    Meu caro Gledson, discordo radicalmente de você, inclusive suas colocações tem o nítido objetivo de tentar desconstruir a imagem do Newton Ferreira, a mando dos que são incomodados pela atuação dele em defesa do São Paulo FC.

    As colocações do Sr. Manssur são pífias e inconsistentes, falou pouco e não diz a que veio, como diria os antigos: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.

    O empresário Newton Ferreira, é um homem bem sucedido e esta se destacando por sua atuação no Conselho Deliberativo do São Paulo FC, pode-se perceber o conhecimento e a cultura dele, pelo artigo acima.
    O Newton do chapéu, hoje é a renovação que o São Paulo precisa.
    “Ninguém chuta cachorro morto”.

    • Desculpe colega Leandro, não quero desconstruir a imagem de ninguém, torço e muito para uma oposição forte, bem articulada e decisiva, para tirar a turminha do Leco e dessa casta que domina o SPFC há décadas, infelizmente, não acho que seja a figura do Newton para comandar essa renovação pelas atitudes que apareceram em algumas mídias são-paulinas.

      Quanto ao Manssur, igualmente ao que falo do Newton (com respeito) não posso desconsiderar o conhecimento da pessoa por ela ser da situação. O projeto de Futebol S.A é dele e de outro advogado (não me lembro o nome agora) e foi muito bem elaborado para ser aplicado no SPFC ou em qualquer outro clube do Brasil, mas nem por isso aceitaria tudo cegamente sem considerar que ele faz parte sim de uma situação a mesma que articulou a ótima mudança do estatuto porém facilitado para que todos os parceiros como escrevi, donos de postos de gasolina ou dono de perfumaria pudessem permanecer e tentar se perpetuar no poder como vem acontecendo. Até por isso, reforço que se a separação do social do futebol se realmente acontecer, ela não deveria acontecer imediatamente, só depois da próxima gestão para que essa turma que está aí não a manipule a seu favor.

      Se vc me perguntar quem seria a renovação, sinceramente, não saberia te responder, pois não sou sócio do clube ou sequer conheço alguma figura de dentro do SPFC pra sequer indicar, tomara que apareça e nada impede também que o Newton faça parte.

      Abraços

  7. Sou contra essa transformação de associação para sociedade anônima.
    Os argumentos do Newton fazem sim muito sentido.
    E não há casos bem sucedidos de clube-empresa no Brasil, vide Vitória e Bahia, se não me engano.

  8. Acho válida a discussão a respeito da transformação do clube em empresa haja vista que é um movimento de tendência do futebol moderno, no entanto eu acredito que antes de realizarmos novas mudanças o São Paulo deve consolidar as que foram feitas recentemente. Primeiro se deve terminar o que se começou e eu acredito que o estatuto recentemente votado não está sendo aplicado em consonância com o objetivo inicial que era do clube ser gerido por profissionais qualificados em suas respectivas áreas.

  9. Achei os argumentos do Newton do Chapéu muito coerentes, não vi nada de desconexa, são questionamentos para se pensar, está tudo muito nebuloso essa “separação” ou S.A que pretendem fazer.

    Todo mundo sabe que o investidor quer entrar nessa S.A vai querer LUCRAR, de onde virá os lucros dele ? vendas de jogadores ? comissões ? parte do patrimônio ou receitas do clube ? Não está claro isso, e os associados e sócios torcedores, que colocam dinheiro, vão ter alguma participação ? Se sim, como ? Se não, como é que fica a participação deles no clube ? Não vejo ninguém esclarecer esses pontos de forma bem clara, só vejo falar oq o torcedor quer ouvir, tudo é muito bonito no papel, mas está tudo obscuro.

    Não sou contra a inovação, sou contra a CORRUPÇÃO e a INCOMPETÊNCIA, como foi muito bem explanado pelo Newton do Chapéu, portanto, espero ter mais informações a respeito dessa S.A, pq até agora, não vi nada ser esclarecido pelos responsáveis.

    • Qual o problema do investidor lucrar? Uma vez que para ser acionista ele precisou comprar a ação, e esse dinheiro pode ser utilizado para comprar jogador, renovar estádio, melhorar o CT… tudo que for importante e relevante como Títulos que ajudem o clube a ter lucro.

      Se vc é contra corrupção e incompetência, a mudança para S.A. seria sua escolha, uma vez processos de auditoria passam a ser obrigatórios, assim como publicação de resultados.

      • não sou contra, onde escrevi que sou ? sou contra a CORRUPÇÃO e INCOMPETÊNCIA que tomou conta do SPFC nessa última década, meu caro.
        Qual garantias que a mesma turminha que não consegue nem implementar o novo estatuto de forma correta, irá dar as cartas nessa S.A, ou colocar pessoas ligadas a eles, para manter o mesmo modus operandis ?

        Vc dá essas garantias ? Até agora, só vi discurso bonito, na prática tudo muito obscuro, e é exatamente nisso que eu cobro dos responsáveis, mais clareza nesse estudo, como será o lucro do investidor, quem será o investidor, quais os critérios para a escolha do investidor, para não haver nenhum aventureiro rival tomando conta do futebol do clube, enfim, é esse tipo de questionamento que não vejo ser esclarecido por ninguém.

        Se vc tiver as respostas, agradeço a sua paciência se puder me esclarecer todas essas dúvidas.

  10. Parabéns pelo ponto de partida pra uma discussão tão séria.

    Sou totalmente a favor da separação, principalmente porque a S.A. obriga ao Futebol S.A ser pagador de impostos e beneficiar a população e não apenas seus endinheirados associados do clube como é hoje.

    Só acho que todo estudo deve ser feito como está sendo proposto, porém a aplicação da mudança deveria ser feita apenas após 2 ou 3 gestões, pois se deixar para aplicá-lo no final dessa gestão, o risco da turma do Leco se apoderar da S.A como se apoderou do novo estatuto, beneficiando donos de postos de gasolina, filho de dono de perfumaria e outros amigos é muito grande.

    Sobre os entrevistados, entendi o motivo de terem chamado o Newton do Chapéu, mas que conversa mais desconexa desse senhor, com uma oposição desse tipo, a situação nadará de braçada por décadas.

    Um abraço e parabéns pela entrevista

    • Prezado Gledson,

      Respeito sua opinião, e tenho a minha sobre sua pessoa, pois o conheço.

      Voltando ao tema da entrevista, o que seria na sua opinião, uma conversa conexa!!

      O que você não entendeu!!

      Saudações Tricolores

      Newton Ferreira

      • Prezado Newton,

        Desculpe, não faço valor do caráter de quem não conheço pessoalmente, só nas ideias, desculpe se pareceu ataque pessoal. Respeito sua pessoa.

        Sobre o que escrevi, o texto desconexo que escrevi é sobre a posição do senhor em ser a favor ou contra a separação do Social/Futebol, o que eu compreendi de seu texto foi uma campanha política apenas, pois todos sabemos da falta de qualidade do Leco e sua turma.

        O fato do ex-presidente Pimenta ter sido o escolhido para tomar conta do processo, me cria mais dúvidas sua posição sobre o tema do que esclarece, insisto, na minha opinião.

        Se o senhor aceitar um palpite, insisto numa coisa que escrevo nas redes sociais. A articulação da oposição para tomar o lugar do Leco precisa ser mais bem planejada, com uma estratégia clara e objetiva. Nas vezes que o senhor apareceu tentando liderar o movimento de oposição, nada concreto surgiu efeito, por isso, acho, humildemente escrevo, que o senhor deveria reconsiderar as estratégias.

        Um abraço e boa sorte.

        PS.: não sou sócio do SPFC, nem conheço ninguém de diretoria, conselheiro ou sequer associado. Não tenho lado político, só lado SPFC.

  11. Paulo, parabéns pelo tema inserido. O assunto permite várias trajetórias e bifurcações. Alguém comentou que o Presidente do SPFC deveria ser escolhido pelos associados, esquecendo-se do fato de que existem muitos sócios que não são sãopaulinos (dizem que existem até torcedores de outros clubes no Conselho Deliberativo). Se houvesse uma maneira de separar os sãopaulinos (natos) dos chamados não sãopaulinos (alguns chamados convertidos, por interesse), aí talvez fosse a fórmula ideal. Sou de opinião de que houvesse um questionário para que todos os sócios afirmassem o “time” de sua predileção. Aqueles que não fossem adeptos do SPFC, não poderiam e não deveriam votar e escolher o Presidente. Fica a sugestão, para melhorar a tese.

    • Meu caro e velho amigo Ovídio, saudações. Assim como eu, você sabe bem que existe “convertidos” ocupando até diretorias. Aliás, e infelizmente, isso ocorre há muito tempo no Tricolor. Sem me estender muito, e você sabe bem, nos anos 80, o Celso Grellet – torcedor do Santos – foi nosso representante na fundação do Clube dos Treze, nomeado pelo CM Aidar. Na atual diretoria – você sabe – contamos com diretor que professava uma fé anterior por outro clube. O mais curiosos é que, assim como você, assinamos um “atestado de fé tricolor”, quando da formalização da candidatura a uma vaga no Conselho Deliberativo. Em alguns casos, sei, fica muito difícil identificar o joio no meio do trigal, até porque esse atestado de fé, na prática, se torna meramente subjetivo. Abraços e deixo registrado que até me convencerem do contrário, sou contrário a instituição de uma S/A para assumir o futebol.

  12. Discordo da criação de uma empresa, mas defendo, incondicionalmente, a separação administrativa dos dois segmentos, até porque o know how necessário para administrar o futebol e o social, que naturalmente possuem naturezas distintas de receitas e despesas, deve ser específico de cada área de atuação.
    A meu ver, seria mais fácil e menos oneroso criarem esta divisão interna com a vice presidência de futebol e a vice presidência do social, ou, ainda, criarem a diretoria social, assim como existe a do futebol, sendo que ambas prestariam contas a uma diretoria financeira, que controlaria os gastos e créditos de ambas.
    Enfim, creio que existam formas mais simples de resolver a questão da separação, do que a criação de uma empresa.

    • Juliana,
      Na verdade hoje funciona exatamente como você descreveu. O orçamento (previsão de receitas e gastos) é feito de forma independente para Futebol e Clube Social e os gestores de cada unidade de negócios prestam contas separadamente. Os dados estão disponíveis para sócios e torcedores no site do SPFC – Balanço 2017.
      E para esclarecer qualquer dúvida, há muitos anos o Social é superavitário, gerando lucro e não drenando recursos do futebol.

      • Na teoria pode ser separado, mas na prática não é, senão as mensalidades dos associados não serviriam de garantia pra pagamento de multa de jogador. Infelizmente, a verdade é que está tudo bagunçado, ninguém faz girar dinheiro em prol do SPFC, seja social, seja futebol. O que impera há anos lá dentro é a lei de Gerson e do mínimo esforço, em todos os setores. Já ouvi de conselheiro, após sugerir um modo de fazer entrar mais dinheiro pro SPFC, que daria muito trabalho administrar. Assim é difícil, seja SA, ou seja lá o que for..

  13. Não posso entender como um sócio patrimonial do São Paulo Futebol Clube ou mesmo um torcedor da equipe possa ser a favor da criação dessa empresa.
    Empresas tem por objetivo gerar lucros. Clube de Futebol tem por objetivo ganhar títulos. Esses objetivos são conflitantes.
    O que necessitamos todos nós – sócios patrimoniais, sócios torcedores e torcedores – é de uma diretoria competente e responsável na gestão do futebol, que busque o êxito esportivo sem descuidar da sobrevivência da instituição no longo prazo.
    Não existimos para dar lucro, mas não podemos afundar o clube em dívidas. Ao contrário do que defendem os “separatistas” existem muitas oportunidades de aumentar a geração de receita do São Paulo FC.

    • Não vejo conflito em gerar lucro e ganhar títulos. Aliás vejo o contrário, quem ganha títulos gera mais lucro. Você deve estar dizendo sobre distribuição de dividendos poder fazer faltar recurso para o time, logo perder em performance. Mesmo assim não faz sentido, o acionista sempre quer ser campeão para gerar mais receitas. Empresas de qualquer segmento passam por essa estratégia de retenção ou distribuição dos dividendos.

      • Juliana,
        Na verdade hoje funciona exatamente como você descreveu. O orçamento (previsão de receitas e gastos) é feito de forma independente para Futebol e Clube Social e os gestores de cada unidade de negócios prestam contas separadamente. Os dados estão disponíveis para sócios e torcedores no site do SPFC – Balanço 2017.
        E para esclarecer qualquer dúvida, há muitos anos o Social é superavitário, gerando lucro e não drenando recursos do futebol.

      • Rodolfo,

        O ponto é exatamente esse. Por definição o superávit de uma Associação Desportiva pode ser revertido 100% em favor da própria instituição – reforçar elenco, investir na estrutura – enquanto em uma S.A. o objetivo é de distribuir esse lucro, ou ao menos boa parte dele, para os acionistas na forma de dividendos.

        • Flavio o assunto é polêmico. Mas qualquer empresa funciona assim, e não sei por que uma entidade tão grande e com fins comerciais como o SP não seria. Exigimos uma gestão profissional, mas com um estatuto e quadro societário antigo, que inviabiliza muitas práticas de boa gestão. Obviamente quase todos clubes brasileiros sofrem desse mal.

        • O acionista tem direito de receber dividendos conforme resultados da empresa(clube) que pode definir como regra um percentual pré estabelecido de distribuição. Esse percentual vai ajudar na definição do preço alvo da ação, ou seja quanto mais se prometer de dividendos maior o preço a ser pago pelas ações do SP. Inicialmente seria um arrecadação gigantesca para o Clube…

          Além dos benefícios de ser obrigado a ter transparência e sofrer processos de auditoria ( não sei se vcs lembram, mas o Abilio Diniz ofereceu para pagar a Auditoria e o Leco recusou, porque será?).

          Pra mim como torcedor seria fantástico ter um futebol forte com muita grana pra montar uma seleção e ganhar títulos….

  14. Paulo Pontes,

    Parabéns pela iniciativa de trazer esse tema para o debate e principalmente por levantar temas de importância para a Instituição e dar voz aos dois lados.
    Jornalismo com “J” maiúsculo, imparcial e incentivando a reflexão e o diálogo.

    Deixo uma sugestão de tema para próximas semanas: eleições diretas de Presidente pelos sócios patrimoniais (e sócios torcedores?).

  15. Eu pergunto: sou sócio do São Paulo FC há mais de 50 anos. Eu vou participar desta S/A? Esta S/A vai ser igual as da Europa que permite que um árabe, que não entende nada de futebol, compre um clube tradicional e depois, quando ele estiver de saco cheio, rifa o clube?

  16. Isso interessa a quem pretende administrar uma empresa de futebol, já de alto nível, sem investir nela. O patrimônio é do corpo associativo. não tem cabimento um grupo se apossar da administração de parte desse patrimônio, como se fosse algo à parte

    • ApoiAdo , meu amigo Paulo! . Estão desviando o assunto do Futebol que está em decadência por incompetência e inventando essa de separar a social do futebol! Tenho certeza que os Saopaulinos de verdade não querem isso!

    • Perfeito Paulo Saes. Fica muito fácil agora “criar” uma empresa recebendo todo o patrimônio – tangível e intangível – construído em 88 anos.

      • O correto deveria ser comprar, mas quem pagaria o preço justo do maior ativo intangível – a torcida, história, reconhecimento de marca? Precisaríamos ler a proposta para entender como esses intangíveis serão avaliados e precificados.

        • O assunto é polêmico mas seria precificado teoricamente pelo mercado, pela capacidade de geração de caixa. Nas ligas mais ricas do mundo, não apenas futebol, os clubes possuem donos. Inclusive as ligas possuem donos. Faz parte do movimento do esporte se tornar profissional.

  17. O Mansur se posiciona e age, como um advogado dessa causa e não como um associado e verdadeiro torcedor do São Paulo. O nossa da instituição deixa claro que a proposta era e continua sendo a de ter o FUTEBOL e o CLUBE indivisíveis.

    • Digo: O NOME da Instituição é SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE… Sou associado patrimonial e não vou aceitar passivamente a criação de um empresa para gerir o clube. O que precisamos nessa altura é de gestores CAPAZES e EFICIENTES.

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