Base – Profissional

Um certo sentimento de frustração e indignação toma conta do torcedor são-paulino. Nossa base é campeã de tudo, sinal que o trabalho em Cotia vem sendo bem feito. Ganhamos tudo no sub-20, sub-17, sub-15, sub-13, sub-11. Sempre nos iludimos com o que poderemos ter na Barra Funda oriundo de Cotia. Mas no profissional não ganhamos nada. Pior: raras são as revelações que efetivamente “viram”. Onde está o problema. O debate está aberto.

 

Paulo Pontes

13 comentários em “Base – Profissional

  1. A base de um time como o SPFC deveria ter por objetivo principal formar atletas para o profissional, e não o de ganhar títulos nas categorias menores.

    Hoje nossos times de base focam a vitória. Jogar para ganhar nem sempre significa jogar bem.

    Desenvolver a técnica e os princípios de organização tática nos jovens exige um conjunto de competências mais elevado dos treinadores do que simplesmente montar um time para ganhar campeonatos da base.

    Vejam o exemplo do Santos FC – sua base não é tão vencedora, mas produz mais atletas de ponta, principalmente meias e atacantes.

    • Concordo com vc Flávio , ganha-se títulos na base que o torcedor não comemora e quando revelam-se jogadores bons ou acima da média estes pouco ou quase nada jogam e ganham algo pelo SPFC.
      Sem contar os quê saem birrentinhos e achando que foram injustiçados pelo clube como o oscariotes.

  2. O futebol esta em franco processo de enganacao.
    Ja nao temos mais os craques forjados como antigamente, os tempos sao outros.
    Esses garotos formados na base nao tem a mesma qualidade tecnica dos de antigamente formados em campos de varzea, praias e nos terroes da vida, sao apenas paparicados.
    O futebol brasileiro caiu de quatro por delapidacoes e roubos de inescrupulos que tomaram de assalto o poder, geracoes vindas a partir de havelanges.
    Hoje, nosso time e fruto desse mesmo poder e nao consegue armar um time condizente com nossas conquistas, fomos, nao somos protagonistas, temos uma diretoria repugnante que comeca uma outra temporada ja jogando no lixo nossas possibilidades de uma futura reacao, vide primeiras contratacoes, se nem a base tem jogadores dessa qualidade para que entao uma Kotia com todo esse charme.

  3. 1º – Se o São Paulo investe tanto em Cotia, por que não investir mais em OLHEIROS? Um bom olheiro é melhor que muito técnico.

    2º – Formamos Militões e Luans e, no entanto, somos incapazes de forjar um lateral direito que preste. Por quê? Será que é porque não existe ninguém na base competente suficientemente para ensinar um cruzamento? É preciso priorizar o time profissional; de que adianta título na base se a equipe principal vive com carências crônicas?

    3º – Quando é que vão chamar os ex-craques do clube para auxiliarem na formação dos atletas? É lá que eles podem fazer a diferença. Ensinando fundamentos e passando experiências vividas em campo. Por que não fazer direito as coisas?

  4. A base é uma enorme fonte de renda para o SPFC(ou para quem se beneficia dela), mas infelizmente não abastece o time de futebol profissional .
    A transição base/profissional é difícil no mundo todo, nem os maiores times do mundo a fazem com maestria, muitas vezes cedendo estes atletas para times menores e depois os recompra como o Real fez com o Casemiro.
    Para cada 1 Lucas surgem 300 Sérgio Motta, para cada Hernanes 500 Lucão e aí por diante.
    Algumas vezes escaparão jogadores que mais à frente se tornarão reconhecidos mundialmente como Ederson, David Luis e Hulk que passaram pela base e apenas “passaram” sem nem render uma grana ou um ganho esportivo.
    O único time que montou um elenco de garotos e foi campeão foi o próprio SPFC em 1994 com o expressinho do Muricy , mas num contexto aonde tínhamos um time profissional que tinha ganhado 15 títulos em 3 anos (Libertadores, Mundial, Brasileiro, Paulista, Supercopa… e tinha competição de sobra para colocar o expressinho mas com alguns titulares do profissional que precisavam de recuperação física e ritmo de jogo , e a história todos sabem.
    Não acredito em elenco com mais de 3 jogadores da base como titulares, salvo se os 3 forem acima da média como eram Muller, Silas e Sidney (bom jogador) quando entraram num time que tinha um Pita, Oscar e Dario na zaga, Careca como centro avante e por aí vai.
    Se fosse fácil essa transição o mundo todo teria 300 garotos na base só esperando pelas cifras milionárias ou montando esquadrões multicampeões.

  5. A base do SP é excelente…

    Reclamar da qualidade da base é complicado já que vendemos varios jogadores que seriam titulares com certeza por alguns anos. Lyanco, Militao, David Neres e Luís Araújo. Ainda tem o Cipriano que nem estreou… e foi direto pro Shaktar.

    Obviamente sem considerar a personalidade deles, somente a questão futebol, poderíamos ter um time competitivo inteiro montado na base.

    Perri; Militao, Lyanco, RCaio, Jr Tavares; Luan, Liziero, Igor Gomes; Luiz Araújo, David Neres e Brenner.

  6. Independente dos moleques que sobem serem bons o suficiente, acho que o São Paulo faz mal a transição. Acredito que deveria haver um departamento que cuidasse dessa transição (se já houver, renove os profissionais que não está dando certo).
    Assim como em grandes estrangeiros, acho importante o São Paulo ter parcerias com clubes menores e emprestar a molecada que está subindo para adquirir experiência, não importando o quão bom acham que o moleque seja. O campeonato Paulista seria um bom laboratório para testar a base também, enquanto o time profissional realiza a pré temporada. Não acho que cairíamos se tivéssemos um time montado com 60% da base mesclando 40% de profissionais, testando as ideias de jogo do treinador e dando ritmo de jogo para os profissionais enquanto serve ao mesmo tempo como experiência profissional aos garotos.

  7. Futebol de base é um esporte completamente diferente do futebol profissional, na base é muita pelada, meninada correndo feito louca, muito espaço, é mais correria e pouca rigidez tática. Lá é uma turma de 17, 18 anos contra outra turma de 17, 18 anos. Chega no profissional é um menino correndo e tentando partir para cima de zagueiros formados, é uma situação completamente diferente.

    Menino jamais entra um bando no time, primeiro que se o time não estiver encaixado, nem coloca menino para jogar pq a probabilidade de dar certo é muito pequena, se pegar um menino e colocar em um time muito bem encaixado, as chances são muito maiores, e jamais colocar um bando para jogar junto, é um ou outro que está se destacando nos treinos, voando, não adianta fazer do time profissional um laboratório para ver quem vai virar, até o torcedor conhece quando vai dar alguma coisa ou quando é um caso perdido, nos treinos o treinador consegue enxergar isso muito melhor, não adianta forçar a barra.

    Parece que a diretoria comprou essa ideia de 2019 é com a base, caso contrário o Jardine não seria o treinador, vai ser trágico, espero que vejam o erro e ainda dê para corrigir na janela do meio do ano, caso contrário é lutar para não cair, e parem com esse negócio de time grande não cai, se ficar testando a paciência dos deuses, um dia cai sim.

    Vão queimar uma geração de meninos inteirinha, dessa turma aí o que dá para lapidar é Helinho, Lizieiro e Luan, talvez o Brenner, mas jamais lançá-los como titulares, ir colocando a meninada nos jogos fáceis, deixa os meninos sentirem confiança, se sentirem à vontade, isso leva tempo, vai uns 2 ou 3 anos até podermos considerá-los maduros. Não adianta essa afobação toda, vai matar toda a geração e afundar o tricolor.

    • Sobre o Helinho, ontem ele foi abduzido pelo fraco lateral da Chape. Em seu primeiro lance, balançou, perdeu a bola e fez falta. No segundo lance a mesma coisa. Já sem nenhuma moral, passou o restante do jogo tocando a bola de primeira, com medo do marcador. Você colocou bem. Não adianta se mostrar craque na base. Nos jogos da base o futebol é diferente mesmo. Muita correria e nenhum respeito pelo adversário que tem a mesma idade. Já no profissional o buraco fica bem mais embaixo. Além de alguma habilidade, há que se ter forma mental. Ora, garotos são garotos e devem esperar o tempo necessário para sua maturação. Lembro-me do Casimiro… saiu pela porta dos fundos, acusado de baladeiro, etc.. Em seu primeiro ano no Madrid, atuou no time B. Depois foi emprestado ao Porto e, somente depois, alçou a titularidade do Madrid. Assim como ocorreu com ele, é indispensável um período de maturação. Junta-se 6 ou 7 garotos da base num time profissional, e teremos um resultado similar ao de ontem. E para finalizar, como agravante, ainda temos um treinador inexperiente, sem currículo e decidido a morrer abraçado com os garotos. Esse é o desenho do acontecerá com o SOBERANO (sic)…

      • É isso, Waldir. Tem que dar tempo para essa meninada amadurecer, não tem ninguém maduro ainda, estão todos crus, vão oscilar muito ainda. O mais adiantado é o Liziero, mas ainda acho precipitado contar com ele para o time titular.

      • A base não pode ser a solução, e sim uma parte dela. Precisamos de contratações de peso que estejam no auge ou próximos, os veteranos nos já temos. Única exceção de veterano a ser contratado seria o Hernanes.

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