A falta que faz

  • uNoite fria no Morumbi, ansiedade da torcida em ver como se comportaria o Tricolor após uma doída derrota no clássico contra o alviverde. Seria fogo de palha a boa campanha até então? Voltaríamos a vencer no campeonato? Qual seria o comportamento dos atletas?

   Sim, empatamos em zero com o Colorado. No momento em que você lê esse texto, você já dormiu frustrado e nervoso com o fraco futebol apresentado pelo time são paulino. Ora, apesar do momentâneo segundo lugar na tabela, temos que ser conscientes. O Tricolor não é um grande time como muitos achavam até semana passada, assim como também não é um time ruim; e muito de sua força está na obediência tática e garra que até a chegada de Aguirre não existiam.

   Você deve se perguntar: “mas o time não poderia ser mais ofensivo?” Sim, também acho. Mas até onde não podemos concluir que a colocação do time entre os primeiros da tabela também não são fruto do perfil cauteloso de Aguirre em suas escalações?

   Numa coisa, eu, você e Aguirre com certeza pensamos igualmente: que falta faz Nenê!  Porque jogador bom, protagonista, que põe a bola de baixo do braço não se discute, e é mais desses que o São Paulo precisa para voltar a fazer diferença no cenário nacional.

***Radialista desde 1987, Sombra passou por várias emissoras de São Paulo nas mais diferentes funções. Em sua primeira emissora, Jovem Pan 2 (89 a 90), iniciou como assistente de promoção e produtor do programa Radio Flight, então capitaneado por Julinho Mazzei, ícone do FM. Na sequência, ocupou o cargo de programador e coordenador de promoção das rádios Manchete (90 a 91) e Nova FM (92 a 94), transferindo-se para a então 97FM, nas mesmas funções. Em 1999, idealizou o programa Estádio 97 e no mesmo ano se tornou coordenador artístico da emissora, onde está até os dias atuais.

11 comentários em “A falta que faz

  1. Sombra, gosto da sua linha de raciocínio, sempre coerente e sempre sã (às vezes até demais).

    O que mais frusta o torcedor é não ter um time ofensivo enquanto vemos a base extremamente ofensiva.

    Concordo com a “retranca uruguaia” mas você não concorda que o Aguirre poderia, ao menos, nos brindar com doses homeopáticas de ofensividade?

    Parabéns pelo trabalho.

  2. O Nenê faz parte de um pequeno grupo de jogadores que dizem abertamente qual seu clube do coração. Embora isso não seja obrigatório, deveria ser um critério a mais na avaliação do jogador. Aloísio, Leandro Guerreiro, Hernanes, Grafite… mais recentemente Nene e MG me representaram em campo como torcedor. Acho interessante essa “liga” que se cria no jogador-torcedor que faz ele sofrer mais nas derrotas que os demais. E obviamente comemorar mais as vitórias também.

  3. Concordo! Hoje temos um time que briga por libertadores. A depender da janela do meio do ano (alguns concorrentes podem perder jogadores e talvez possamos nos fortalecer) e de até quando alguns concorrentes estarão comprometidos com libertadores, talvez dê pra sonhar mais alto.

  4. O Nenê é quem faz Diego Souza e até mesmo o Everton funcionarem no time. O elenco tem potencial, desde que tenha peças de reposição à altura. Nenê não é um garoto, por mais que ele tenha como meta participar de todos o jogos do brasileirão, uma hora vai falhar. Acho que ontem o trabalho defensivo do Aguirre fez a diferença, na temporada passada talvez perdêssemos um jogo assim. Se não ganhamos por falta de entrosamento e competência do ataque, pelo menos a defesa não comprometeu. É claro, à parte a atuação insegura do nosso goleiro. Jean precisa ter espaço nesse time.

  5. Aguirre faz um grande trabalho. Mas sabendo da importância do Nenê, tinha que ter entrado sábado com três volantes, e poupado Diego Souza e Nenê, pra tentar empatar com Palmeiras e vencer ontem. Teríamos mais chances

  6. É isso mesmo Sombra. Todos concordamos 100% nesse ponto. Nenê hoje é mais de meio time.
    Com mais dois desse nível lutaríamos pelo título.
    Eu critiquei a vinda dele e hoje sei que estava errado (ainda bem) 🙂

    • Infelizmente ainda não temos um time apto a brigar por objetivos maiores. Temos 12,13 jogadores e ponto. Do meio pra frente carecemos de protagonistas.

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