Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não há como não aceitar que os dois últimos resultados do São Paulo foram ruins. Pior foi domingo, em casa. O deste quarta-feira, ainda podemos aceitar. Afinal, foi fora de casa. E basta lembrar que o Atlético-MG, líder do Brasileiro, empatou semana passada com o Ceará no Castelão.
O que me preocupa, no entanto, é o nível do futebol do São Paulo. Esse sim muito instável. Em alguns momentos dos jogos somos insuperáveis; em outros presa fácil.
Os primeiros 20 minutos deste jogo contra o Ceará foram dignos de um time que luta pelo título. Com 10 minutos já estávamos ganhando por 1 a 0 e pressionando muito o adversário. Depois abandonamos o jogo e curtimos uma praia.
O empate foi merecido. Mas quero abrir aqui outra discussão: a atuação do árbitro.
A anulação do gol de Pablo teria sido natural, pois ele estava impedido no primeiro lance. Mas a regra não permite que o VAR entre em ação se o juiz der reinício ao jogo. Por exemplo: houve um pênalti numa área. o time que estava se defendendo sai com a bola, vai para o ataque e acontece um escanteio, ou falta, ou algo que paralise a partida.O árbitro deve ser orientado pelo VAR a aguardar para reiniciar a partida e, se o pênalti foi confirmado, volta toda a jogada. Por outro lado, se o árbitro der reinício ao jogo, com a cobrança do lateral, escanteio ou falta, o VAR fica inutilizado.
O que ocorreu no castelão? O árbitro foi orientado pelo VAR que o gol foi legítimo. Ele reiniciou a partida. Depois parou, deu cartão amarelo a um jogador do Ceará. Tornou a reiniciar a partida (lembrando que ele fez a sinalização do VAR para dar o gol, pois o bandeira havia marcado impedimento). Então parou de novo o jogo e retirou o gol do São Paulo.
Isso não existe. Isso é erro de direito e cabe pedido de anulação da partida.
Mas isso vai acontecer? Tenho quase absoluta certeza que não. Fosse o Flamengo o prejudicado, certamente teríamos a anulação. Mas sendo o São Paulo, já sabemos o resultado.
Em suma, continuamos na briga, mesmo sendo prejudicados. E eu continuo confiante.