Olten pode ter dado início a um golpe ao destituir Conselho de Ética

O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, pode ter dado início a um novo golpe no clube. Ao destituir os membros do Conselho de Ética, pode ter agido a serviço de Júlio Casares e seus comparsas para anular tudo o que já foi e o que será feito. E sabemos que golpe é uma coisa que essa corja ama.

O ofício justificando a destituição cita como justificativa que ela ocorreu “pelas insistentes manobras de condução processual, especial mas não limitadamente, a negativa do direito de apresentação de defesa nos termos estatutários, contrariando o princípio basilar do contraditório.”

Por mais que tenha afirmado que fica “ressalvado que todos os seus atos até agora perpetrados permanecem válidos, inclusive o relatório emitido em meu desfavor sobre meu afastamento provisório, bem como as demais instruções em curso”, a decisão, por constar a questão política, abre uma enorme brecha para a judicialização do tema.

Dedé, que foi ouvido nesta segunda-feira, véspera das destituições, Júlio Casares, Carlos Belmonte e Harry Massis, que além de terem relatores trabalhando nos processos, estão em estado bastante adiantado, já se mobilizam para pedir a anulação de tudo o que foi feito até agora o recomeço, protelando prazos e, com isso, ganhando tempo para articulações. Afinal, todos continuam sócios do clube e conselheiros.

Já do lado externo, Douglas Schwartzmann e Mara Casares já informaram que vão recorrer à Justiça pedindo anulação das suas expulsões, pelo mesmo fato constante no ofício de Olten, ou seja, de julgamento político.

O que se deduz é que Olten fez algo, em total desespero, para se salvar, e com isso pode salvar todos que estão envolvidos nessa lama toda. Afinal, essa corja sempre está unida e se merece.

Ainda tenho certeza que o novo Conselho de Ética vai pedir a expulsão de todos eles. É composto de nomes de minha estrita confiança, como Kalil Rocha Abdalla (Presidente), José Rubens de Macedo Soares Sobrinho, Luiz Augusto Lia Braga, Caio Forjaz e Carlos Sadi (membros). Mas já não tenho essa certeza se será ratificado pelo Conselho Deliberativo. Se antes se fazia a leitura de que um afastamento de Olten levaria seu grupo para apoiar a hipotética candidatura de Adilson, em represália à oposição, hoje se vê que a atitude do presidente do Conselho Deliberativo pode causar revolta em quem está ao lado dos grupos de Chapecó, Pupo, Legião e o ex do Dedé e todos votarem pelo arquivamento das ações.

Derrota para Corinthians teve a marca de Roger por não saber escalar o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho evitado ao máximo depositar no treinador a culpa de alguns maus resultados do time. Não só de Roger, mas de Zubeldia, Crespo e daí por diante, por não terem culpa das 64 contratações que essa gestão (sim, a gestão bandida continua) com apenas dois nomes absolutamente incontestáveis: Calleri e Arthur.

Só que desta vez não dá para poupar o técnico. Você não pode admitir que o time vai jogar na casa do adversário, uma panela de pressão, e tenha o meio de campo escancarado. Os pontas não fecham, o time fica penso, correndo todo o mundo para um lado só ou para o outro. Desorganização total e time aberto. Só não fomos goleados porque o Corinthians é muito ruim também.

Mesmo assim, eles fizeram os cindo gols do jogo. Os três deles, um nosso e o outro, bem foi um presente de Fernando Diniz para nós, nesse esquema suicida que ele insiste em manter inalterado desde que começou sua carreira como técnico e já lhe causou vários reveses.

Aí, depois do jogo, ouço os treinadores falando suas habituais abobrinhas. Roger diz que o primeiro gol do São Paulo só saiu porque fez marcação alta e conseguiu recuperar a bola. Diniz justificando o gol com o “só não erra quem não faz”. A conclusão, para o lado de Diniz, é que ele sempre vai errar e do lado de Roger é que, mais uma vez, ele não sabe o que está falando.

Voltando ao nosso time, não dá para aguentar Cauly jogando. Ele colocou o Ferreira desde o início. Aí notamos que não dá para aguentar Ferreira jogando. O drible desconcertante que ele tomou do Matheuzinho no segundo gol foi de doer a costela. E não ganhou uma única bola lá na frente. Sentimos falta do Cauly. Danielzinho não acerta passe de dois metros. Sentimos falta de quem? Não sei. Não tem mais ninguém. Ah! em o Marcos Antonio. Deus do céu!

Vou repetir: desde que Rui Costa chegou no São Paulo e se uniu a Carlos Belmonte (que neste final de semana optou por passar num Resort em Taubaté ao invés de assistir a mais um vexame contra o Corinthians), foram 64 contratações, com muitos empresários ganhando poupudas comissões, dando até, se quisessem, pagar um final de semana de Resort em Taubaté, e o São Paulo padecendo em campo, sendo motivo de piada de todos – não só de corinthianos – porque, afinal de contas, viramos, mesmo, motivo de piada.

Time reserva sofre, mas sai do Chile com dever cumprido

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo entrou com um time completamente reserva para enfrentar o O’Higgins e conseguiu um empate, apesar de jogo sofrível e uma grande defesa de Coronel.

Roger agiu corretamente ao colocar jovens em campo, não tanto para serem testados, mas para começarem a ganhar experiência internacional no time profissional. Igor Felisberto, por exemplo, tem vasta experiência internacional, mas em seleções de base. No time de cima tudo muda. E foi importante a decisão de escalar os jovens.

Por falar em Igor Felisberto, ele não foi bem. Sentiu o peso da camisa. Mas Osorio surpreendeu e jogou como se estivesse na base, com cabeça alta, antecipações perfeitas, condução de jogadas com seriedade. Teve uma falha no final e quase causou o gol do adversário, mas absolutamente admissível. E teve problemas no jogo aéreo, talvez tenha que ser melhor trabalhado nesse quesito. Diga-se de passagem, Dória, com toda sua experiência, também não ganhou uma bola pelo alto.

Enzo Dias caiu muito de produção. Ele não tem mais aquela qualidade no ataque e tem tido problema no setor defensivo. Esse é um grande exemplo da involução de alguns jogadores na mudança Crespo – Roger. Jogadores que tinham desempenho acima do possível, casos de Enzo Dias, Bobadilla, Danielzinho e Calleri, caíram muito com o novo posicionamento e sistema tático aplicado por Roger.

Mas não vou criticar o técnico pela partida desta quinta-feira. O sofrimento do time reservas reflete exatamente o elenco que temos. Um ataque composto por Tapia, André Silva e Ferreira não pode produzir algo diferente do que fez: nada. Pensar que pagamos 32 milhões de reais por André Silva, 28 por Ferreira e 20 por Tapia. São 80 milhões de reais por três jogadores que não produzem absolutamente nada. E a culpa é do técnico. Entreguem esse trio nas mãos de Abel Ferreira e vejam se ele vai resolver alguma coisa.

Enfim, o empate era o objetivo. Conseguiu com o time suplente, poupou os titulares para domingo e o gerenciamento do elenco, digamos assim, está indo bem. Só não precisava ter levado os titulares para o Chile. De resto, nada a reclamar.

Devemos a Rafael e Roger os dois pontos perdidos contra o Bahia

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empato com o Bahia de forma bisonha neste domingo, perdendo dois pontos “imperdíveis” para quem almeja disputar o título, ainda que seja algo utópico, brigar pelo G4 ou, ainda, fugir totalmente do Z4. CAlleri ficou quase cinco minutos dos acréscimos do segundo tempo com a bola perto da bandeira de escanteio. Ganhou faltas, tomou “ombrada” no queixo, caiu, arrumou confusão. Para em 40 segundos o Bahia ganhar um tiro de meta e marcar o gol.

O São Paulo esteve melhor em boa parte do jogo. Marcou o gol, tirou os espaços do Bahia e, mesmo recuado, teve três contra ataques que poderiam ter matado o jogo com uma bela goleada. Mas não temos jogadores de velocidade (só o Arthur) nem lançadores (só o Arthur). Não dá para assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. Não existe jogador que bata escanteio e vá na área cabecear.

Quando o Bahia empatou, até ameaçou virar. Mas Calleri acertou uma assistência perfeita para Ferreira marcar e aí tudo parecia ter acabado.

Mas vamos voltar um pouquinho no jogo. Roger não fez nenhuma alteração no intervalo, porque não deveria mesmo. O time estava bem. Aí com cinco minutos do segundo tempo perde Lucas Ramon contundido. Queima a primeira colocando Cedric.

Qualquer torcedor menos entendido de futebol sabe que Lucas só estava no banco para sentir de novo o clima no estádio e que se entrasse, só seria com o jogo ganho, para jogar 15 minutos. Mas Roger queima a segunda substituição colocando Lucas com 15 minutos. Para piorar, queima as outras três – claro, só tinha mais uma parada – com 27 minutos. E Lucas se machuca logo em seguida e ficamos com dez em campo.

Ah, dirão alguns, mas quem poderia imaginar que o Lucas iria se machucar? Em primeiro lugar, técnico tem que ser precavido e inteligente na hora de mudar. Roger só colocou Lucas por questões de pressão e de politica. Na cabeça dele (e de Rui Costa) passou o filme de Lucas entrando, voltando dois meses antes do previsto, todos os méritos para o novo Departamento de Excrecência Médica -, faz um gol, a torcida vai ao delírio e todos viram heróis. Só que o filme não contava que, ao invés de uma epopeia, traria conteúdos shakespeariano no fim. Mostrou, sim, absoluta incompetência do treineiro. Nunca, eu disse NUNCA se coloca um jogador que está voltando de uma lesão grave em campo quando você já fez uma alteração por contusão e vai ficar com apenas mais uma parada.

Aí, para completar o quadro de Shakespeare, tiro de meta batido (depois de Calleri segurar a bola quase cinco minutos na bandeira de escanteio), um lateral recebe, vira para o outro, a bola é cruzada na área, Sabino desvia para cima e nosso goleiro, ao invés de fazer o óbvio, que é espalmar para fora (junto ao travessão), tenta agarrar e cai dentro do gol. Ou seja: ele recolocou uma bola que estava quase fora em jogo e deu o gol ao Bahia.

Time mal montado, jogando com dez, ganhando o jogo e consegue a peripécia de tomar um contra-ataque aos 56 minutos do segundo tempo.

Realmente é o retrato do São Paulo. Que passa por toda a corja que o administrou por cinco anos (80 por centro dela continua lá) e desagua no campo, com plena incompetência de muitos que vestem nossa camisa.

Roger acerta na escolha, poupa time e traz um empate da Colômbia

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo trouxe um empate da pequena altitude de Bogotá, com Roger poupando todos os titulares e colocando os reservas para jogar.

Verdade que o jogo foi horrível, certamente o pior deste ano. Mas não poderíamos esperar muito de um time com Dória, Cedric, Luan, André Silva, Tápia, Cauly, dois garotos que se borraram nas fraldas e um goleiro que é, no mínimo, folclórico. Se bem que ele é muito melhor que o carequinha do Millonarios. Mas assustador.

Com tanta mediocridade, o São Paulo conseguiu não deixar o time colombiano jogar. E nas poucas oportunidades que teve, o ataque do Millonarios mostrou porque está 15 pontos atrás do líder do campeonato local, na décima segunda posição.

Chama a atenção a falta de uma boa produção de Cotia. Levo muita esperança em Nicolas. Mas é sua sétima partida no profissional, e eu sinto um alívio quando Roger coloca Wendel no lugar dele. Sim. Wendel. Djhordney dá uma linda assistência para Tapia (que perde o gol), sofre uma entrada normal – nem falta foi – e vai jogar atrás de Coronel, se escondendo do jogo.

Mas não só dos mais novos viveu a ruindade do time. Também os mais veteranos, como Cedric e Doria. O português foi rigorosamente, e com sobra, o pior em campo. Errou absolutamente tudo: passes, marcação, cruzamentos. Nada se salvou em Cedric. Doria, por sua lentidão, foi o responsável pelo cartão recebido por Nicolas. E deu trabalho para Alan Franco e Sabino, porque além do ataque adversário, tiveram que “marcar” Doria.

Passamos ilesos, sem sofrer gol. Lá na frente havia certeza que não faríamos. Um ataque que tem Tapia e André Silva, com Cauly servindo, não pode dar muita coisa. André Silva ainda acertou uma boa cabeçada em escanteio cobrado por Cauly. Mas Tapia teve momentos que beiraram o ridículo.

Mas encerro afirmando que gostei da escolha de Roger pelo time reserva. Além de ter mostrado para nós, mais uma vez, a qualidade do nosso elenco, manteve a liderança do grupo na Sul-Americana, um campeonato deprimente de se ver, pois é a série B da Libertadores. Foco no Brasileiro e, se possível, na Copa do Brasil.

Faltou pontaria, mas vieram os três pontos contra o fatídico Mirassol

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo bateu o fatídico Mirassol em Campinas e se manteve no G4 do Brasileiro. Fatídico porque nos últimos três jogos contra eles (sem Roger no banco) sofremos oito gols e não fizemos nenhum.

Ah, mas o Mirassol é o antepenúltimo colocado do Brasileiro e mudou todo o time do ano passado para cá. Porém ganhou do Internacional, no Beira Rio, semana passada e empatou com o RB Bragantino em Bragança, pela Copa do Brasil. Ah, ganhou uma e perdeu uma na Libertadores.

O problema é que temos uma imensa mania de menosprezar o adversário quando ganhamos e uma estratosférica dificuldade em mudar de opinião em relação a algo que colocamos na cabeça como única resposta correta.

Não defendi a vinda de Roger para o São Paulo, principalmente nas condições em que aconteceram, após uma demissão estapafúrdia e desonesta do Crespo, que bem ou mal nos colocou na liderança do Brasileiro. Mas o que estão fazendo contra esse técnico é de extrema perversidade. E não pensem que não me incluo nesse ato, porque também não quero esse cidadão dirigindo o São Paulo.

Mas já contra o Juventude elogiei Roger. Afinal, criamos mais de uma dezena de oportunidades e ele não pode ser culpado pelo gol perdido por Cauly, pelo pênalti perdido por Calleri. Neste sábado, de novo, oportunidades foram criadas e os chutes todos para fora. Talvez ele possa ser acusado de erro nos treinamentos, não aprimorando finalizações.

Mas colocou em campo o que tinha de melhor. Aí decidiu abrir o time, porque pelo meio estava difícil. Tirou o inoperante Cauly para colocar Lucca. Depois tirou Bobadilla (que jogaria, no máximo, 70 minutos) e colocou Lua, recompondo o meio. E foi chamado de burro.

Pois Luan rouba a bola no meio de campo, entrega a Lucca, que vê Wendel passando pelo corredor. O lateral recebe e dá uma assistência perfeita para uma mais perfeita ainda cabeçada de Luciano. Cadê o burro?

Alguns vão falar que foi pura sorte. Talvez se fossem substituições feitas pelo Abel Ferreira, diríamos que o português é fera.

Perguntei semana passada no Jornal Tricolornaweb e sexta-feira e vou colocar a questão aqui: se ganhar do Mirassol (já ganhou) e do Bahia, empatar com Milionários na Colômbia e Corinthians em Itaquera (ou ate ganhar um dos dois jogos), trocaremos o “Fora Roger” pelo “Ficar Roger” ?

Ontem, depois do “burro” vieram os gritos de Roger. Futebol é resultado. Se eles vierem, tudo começa a ficar mais tranquilo. Eu, por minha vez, até aceito sua permanência até a Copa do Mundo (e me parece inevitável que isso ocorra), mas o Rui Costa…Esse eu continuo não engolindo.

São Paulo joga para golear, mas fica no 1 a 0

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez uma partida contra o Juventude que deveria ter terminado em goleada, mas ficamos num magro 1 a 0, jogando contra dez jogadores o segundo tempo inteiro.

Alguns detalhes nos separaram da goleada: Calleri deixa Cauly na cara do gol, e esse grotesco jogador consegue perder a oportunidade, chutando em cima do goleiro; Calleri deixa Arthur de frente para o gol, mas o jogador escorrega e não alcança a bola; Calleri – sempre ele – perde um pênalti. Anda ocorreram outras oportunidades, mas me prendo nestas três: seria uma goleada por 4 a 0 e classificação antecipadamente assegurada.

Mais um detalhe: tivemos cruzamentos e bolas aéreas? Sim, tivemos. Mas também ocorreram várias jogadas trabalhadas, com ultrapassagens pelo lado, penetrações, isso apesar de ter Cauly em campo. Mais de dez escanteios cobrados, e nada a se aproveitar. Rafael não cobrou nem tiro de meta. E os zagueiro jogaram truco na frente da área.

Não sou defensor de Roger Machado. Acho que não é técnico para o nível do São Paulo. Fui contra sua vinda e mais ainda contra a demissão de Crespo. Mas pergunto: que culpa teve o técnico no resultado magro desta terça-feira?

Não foi ele quem bateu o pênalti, nem quem perdeu os gols de frente para o goleiro (as jogadas foram criadas, isso sim sua obrigação). Ele colocou Lucca para deixar o time mais ofensivo. E o que Lucca fez? Ele colocou André Silva (aí para mim um erro), e o que ele fez? Ele colocou Pedro Ferreira, e o que ele fez? E quem mais ele poderia colocar para mudar o jogo? Tete? Tapia? Negrucci? Cedric?

É muito simples descarregar a ira sobre um treinador que, apesar de fraco e incompetente, nesta terça-feira não teve culpa alguma pelo placar pífio.

Por que essa ira não se volta contra Rui Costa, esse, sim, o grande culpado? Por que a ira não se volta contra Pupo, Serafim e Massis, outros culpados? É muito simples descarregar num técnico que só está ali porque estava desempregado e foi trazido por Rui Costa. E nem quero imaginar que essa histeria da torcida contra Roger possa estar inflada por preconceitos e ideologias políticas.

Perdemos, é fato, a chance de matar a classificação e começo a ver dificuldade em mantermos o resultado no jogo de volta, em Caxias. Talvez a última partida de Roger e Rui Costa no comando do São Paulo. Basta ser eliminado para tudo ruir de vez.

Mais uma noite para esquecer, que se juntam a tantas outras para esquecimento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, eu até pensei que teríamos um noite de sábado para curtir muito. Afinal, no sábado à noite as emoções fluem com intensidade. Logo de cara Luciano marca um gol, com linda jogada de Calleri. Ah seriam só emoções na noite de sábado. E detalhe: o time estava jogando bem.

Bastou marcar o gol e o Vasco ficar uma barata tonta para decidirmos colocar nosso adversário no jogo mostrando a ele que temos um técnico covarde, que está fazendo do nosso time covarde. Todos os jogadores se posicionaram dentro da área e o mais avançado, Calleri, estava na intermediária. Luciano jogava na posição de quarto zagueiro, à frente de Sabino. Lucca que deveria ajudar Enzo Dias, não o fez e mais atrapalhou do que ajudou. Arthur que deveria ajudar Cedric o fez, mas não foi ajudado pelo português.

Enquanto isso Alan Franco se esmerava em perder todas as bolas pelo alto e errar quase todas as saídas e Danielzinho me fez sentir saudade – e não foi pouca não – do Marcos Antonio.

O São Paulo me lembrou o Juventus dos velhos tempos. Com uma diferença: o Juventus de Milton Buzetto se fechava lá atrás, fazia um gol, e virava um ferrolho. Ninguém entrava na defesa. No nosso caso, só não tomamos uma goleada porque o ataque do Vasco é horrível.

Aliás, eu não sabia que existia frango em pênalti. Pois Rafael tomou um verdadeiro peru. Foi de braços encolhidos e a bola passou perto dele. Era defensável, porque o pênalti foi pessimamente cobrado.

Chamamos tanto o Vasco para cima que sofremos a virada. E saímos com uma derrota, nada que fosse esperado, mas com uma apresentação pífia, igual a tantas outras que temos visto ao longo dos anos.

De novo eu volto ao discurso: que culpa tem Roger Machado de ter o elenco que tem ? Que culpa tem o técnico de ter um jogador de Reffis (Ferreira) e que, para substituí-lo coloca uma joia da base: Lucca, e vendo o jogador ir mal, coloca outra joia da base: Tete. E vê que ele é pior ainda.

Quero Roger técnico do São Paulo ? Evidente que não. Mas nós estamos há décadas imputando ao técnico a responsabilidade por maus resultados, time jogando mal, nos esquecendo que eles estão pegando um elenco pronto, que foi montado por um presidente deposto e uma diretoria prestes a ir para a cadeia. Por um diretor de Futebol que gira em torno de comissão. Por uma diretoria que soube guardar 11 milhões de reais debaixo do colchão, mas não conseguiu honrar os pagamentos de direitos de imagem em dia.

Portanto vivemos um acumulado de coisas, que passam, sim, pelo atual técnico, mas que nos farão ter muitas outras noites e outros dias para esquecermos.

São Paulo ganhou, mas não jogou

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o O’Higgins no Morumbi, pela Copa Sul-Americana, mas não jogou. Roger colocou o time titular em campo para manter seu emprego (e do Rui Costa), e mesmo assim o placar foi enganoso e totalmente injusto.

Verdade que fizemos o gol logo no começo e tudo se encaminhava até para uma goleada na noite de terça-feira. Ledo engano. O O’Higgins, que aparentemente vinha para se defender, partiu para cima e acabou transformando Rafael num dos grandes nomes da noite.

Só no primeiro tempo foram duas intervenções sensacionais. Tivesse falhado, ou não conseguido fazer as grandes defesas, sairíamos do primeiro tempo perdendo por 2 a 1. Detalhe: o São Paulo não criou mais nada na primeira fase.

Time vaiado, você espera que alguma coisa mude no segundo tempo. Não mudou. Nem jogadores, nem esquema, nem o ritmo do jogo. Foi o O’Higgins quem continuou em cima, explorando falhas defensivas do São Paulo, com dois laterais em jornada ruim e Rafael Toloi no seu normal, ou seja, errando, e um meio de campo que perdeu qualidade com a saída de Marcos Antonio.

A sorte é que temos Calleri. Aliás, se existe alguma coisa de bom que Carlos Belmonte fez enquanto diretor de Futebol do São Paulo foi ter conseguido trazer Calleri de volta para o Morumbi. Em noite mágica (de novo), já tinha dado a assistência para o Luciano no primeiro gol, participa de jogada linda com Luciano e Arthur e termina em assistência para Arthur marcar seu primeiro gol pelo clube.

Na noite em que a metade de trás do time foi muito mal (exceção a Bobadilla, Rafael e Alan Franco), o trio de ataque salvou o São Paulo, mesmo com o time fazendo uma partida horrível, tendo sido amplamente domiado pelo modesto time chileno.

Para encerrar, o placar eletrônico do Morumbi mostrou o descaso com que nossos dirigentes continuam tratando o clube e a torcida, principalmente o setor de Comunicação: quando passou a escalação, anunciou Crespo como técnico. Não sei se foi por vontade de tê-lo ali, ou incompetência mesmo. Acredito mais na segunda hipótese.

Perdemos de 2. Poderia ter sido de mais. Bem mais.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que partida grotesca o São Paulo fez em Salvador neste sábado. Perdemos de 2 a 0 de um time que deverá ser rebaixado – o Vitória é muito ruim – e ficou barato. Não fosse Rafael e uma arbitragem, no mínimo, tendenciosa a nosso favor, e a humilhação estaria completa.

Falo de arbitragem porque Marcos Antonio deveria ter sido expulso no primeiro tempo, Lucas Ramon foi bem expulso e Tolói também deveria ter sido mandado para fora no final do jogo. Um time bagunçado, defesa sofrível, com a dupla de zaga não se entendendo e os dois laterais com síndrome de Wellington, errando todos os cruzamentos e tomando um baile dos seus adversários. Enzo Dias conseguiu tomar olé de Erick. Pára, né.

Roger Machado disse que o resultado foi ilusório, que o time dominou o Vitória e perdeu pelos seus erros. Vou acreditar que ele só assistiu os primeiros 15 minutos de jogo, quando o São Paulo realmente jogou alguma coisa, foi até melhor. Porém a partir daí mergulhou na sua mediocridade, que comprova a cada jogo que nosso elenco é absolutamente sofrível.

Jogamos sem Calleri e Bobadilla (sim, o paraguaio fez falta), e aconteceu tudo isso. Ah, jogamos sem Luciano e Sabino (sim, o zagueiro fez muita falta) e Rafael teve que se virar.

André Silva, o que substituiu Calleri, como diz meu amigo André Naves, é o “inimigo do gol”. Aliás, não só foi inimigo lá na frente como teve uma participação bisonha no primeiro gol do Vitória. Ele tinha que acompanhar Cacá. Só que ele não conseguiu virar o corpo para ir atrás do zagueiro. Foi um típico “casados x solteiros”.

Tolói, que jogou no lugar de Sabino, é um ex-zagueiro em atividade. Tomou dribles desconcertantes de Eric e outro que nem me lembro o nome, o famoso “quem”.

Nossa defesa é o ponto de maior preocupação para mim. Durante nove anos tivemos um titular absoluto que dividiu zaga com outros e ajudou, por exemplo, Beraldo virar o que virou. E outros medíocres que cresceram com ele. Mas Arboleda é coisa do passado. E não pode, nem de graça, vestir de novo a camisa do São Paulo. Com isso hoje o nosso titular absoluto é Sabino. Só que ele não tem a qualidade que Arboleda tinha de liderar a área. Então estamos fadados a sofrer muito.

E o nosso meia ? Cauly. Aquele que veio de graça, dando argumento para Rui Costa dizer que é um grande gestor, que consegue contratações sem gastar nada. Assim foi com Cauly, Doria, Tolói. Para um time da Série B, Rui Costa ser daria mais ou menos. Para um da série, de jeito nenhum. Para um São Paulo, que já ostentou o título de maior e mais bem organizado clube do Brasil, Rui Costa não poderia passar nem na porta.

Mas a gestão ineficiente de Harry Massis, onde quem manda é o casal 20 (Pupo e Serafim), nada vai acontecer e nós vamos ficar contando os pontos para chegar aos 45. Com direito a Roger Machado dizendo que o time dominou o jogo quando perdeu de 2 a 0 e o placar moral foi 5 a 0. Triste.