São Paulo treina 45 dias para saber como ter um apagão e perder um jogo fácil de virada

O São Paulo voltou do intervalo com a vitória nas mãos, mas deixou o Estádio Cícero de Souza Marques derrotado por 2 a 1 pelo Athletico-PR, nesta quarta-feira. Pela forma como controlou a primeira etapa, o Tricolor tinha motivos para acreditar em um retorno positivo ao Campeonato Brasileiro. Bastaram, porém, seis minutos no início do segundo tempo para tudo desmoronar.

O time “apagou”, como definiu o próprio técnico Dorival Júnior, sofreu dois gols de Leozinho e transformou uma atuação convincente em mais um tropeço na competição.

Se havia expectativa para saber como o São Paulo voltaria após a pausa para a Copa do Mundo, os primeiros 45 minutos deixaram uma impressão positiva. A equipe dominou a posse de bola, circulou com qualidade, ocupou bem os espaços e praticamente não permitiu que o Athletico-PR ameaçasse o gol.

Marcos Antônio foi o responsável por ditar o ritmo no meio-campo e Artur voltou a ser decisivo ao marcar um belo gol de falta. Mesmo com a saída precoce de Rafael Tolói por lesão, o Tricolor manteve a organização e chegou ao intervalo com a sensação de que o placar era justo.

Mais do que o resultado parcial, o desempenho mostrava uma equipe que assimilou as ideias trabalhadas durante a intertemporada. A saída de bola funcionava, a pressão pós-perda aparecia em diversos momentos e o Athletico-PR encontrava dificuldades para criar.


Porém houve um intervalo, onde os técnicos conversam com seus jogadores para mudar algo ou manter como está. E o cenário mudou completamente.

Antes mesmo do relógio marcar um minuto, Leozinho já havia acertado a trave e, na sequência da jogada, empatado a partida. Cinco minutos depois, o atacante voltou a aparecer livre dentro da área para marcar o segundo gol e decretar a virada.

Foram seis minutos suficientes para apagar praticamente tudo o que o São Paulo havia construído durante a etapa inicial.

Não foi apenas uma queda de rendimento. Houve desorganização defensiva, falta de concentração e dificuldades para reagir imediatamente ao primeiro golpe. O Athletico-PR, que pouco havia produzido até então, aproveitou cada espaço concedido e mudou completamente o roteiro da partida.

A situação se torna desesperadora. A ideia era que conquistássemos três pontos obrigatórios “em casa”, contra o Athletico-PR, para assim fecharmos o primeiro turno com 28 pontos e respirarmos aliviados, tendo 19 jogos pela frente para conquistarmos os tão sonhados 45.

Com a derrota ficamos provisoriamente na nona posição, mas podendo terminar 12º lugar, hoje a cinco pontos, mas podendo ficar a quatro pontos do Z4, já que alguns times tem um jogo a menos que o São Paulo, caso, também, do Mirassol, que pode sair do Z4 e deixar o Grêmio com 21 lá.

Aí lembro que a primeira pergunta feita ao presidente Massis na coletiva com a mídia alternativa foi sobre o risco de rebaixamento. Ele se irritou e disse que essa palavra não faz parte de seu dicionário e que vamos brigar por vaga na Libertadores.

Mas o futebol demonstrado nesta quarta-feira escancarou o atual momento do São Paulo, afinal, jogamos com o que temos de melhor, considerado o time titular. E o time foi patético, deprimente. A somatória de atrasos de salários, volta de Arboleda depois de ter feito o que fez, desmando e descrédito na diretoria, um executivo de futebol que é só ex-atleta, apontam para a escrita final da cartilha, que poderá ser catastrófica no final do ano.

Será a premiação dos cinco anos e meio de gestão Casares, que dilapidou o patrimônio do clube, com envelopinhos de R$ 100 mil reais para o presidente, R$ 20 mil para outro, R$ 10 mil para outro, enfim, fizeram a farra com um dinheiro que não existia e afundaram o clube ainda mais em dívidas. Nos deu mais um transfer ban. Nos colocou na vala dos comuns. Pior. Na vala dos afogados.

A Copa acabou. Para nós, são-paulinos, depressão voltou.

Conselho Deliberativo fez sua parte na desratização do clube

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo decidiu expulsar o ex-diretor Social do São Paulo, Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, do clube Social. Foram 195 votos a favor da expulsão, 32 contrários e sete abstenções.

Dedé é o quarto integrante da quadrilha de Júlio Casares a ser expulso do clube. Anteriormente Douglas Schwartzmann, Mara Casares e Marcio Carlomagno já haviam sofrido a punição. Douglas e Mara no Conselho e Marcio na Comissão Disciplinar, por ser apenas sócio e não conselheiro.

O Conselho vem, aos poucos, dando a resposta que o são-paulino cobra. Não se dobrando aos maquiavélicos atos cometidos por todos esses seres que, por cinco anos, se julgaram donos do São Paulo. Acreditaram que a impunidade seria perene. Mais do que isso, não acreditaram que a mídia alternativa, que eu chamo de mídia são-paulina, aquela que não se dobra, faria o movimento que fez, trazendo a torcida com ela, juntando 22 milhões de apaixonados por essa instituição, que obrigaram a Conselho a acordar.

Nesse contexto preciso tecer um elogio à conduta de Olten Ayres de Abreu, na presidência do Conselho, pela maneira correta como conduziu esse processo. Se na deposição de Júlio Casares ele tentou o quanto pode causar tumulto para ajudar a safar o ex-presidente, de Douglas para cá ele seguiu o estatuto e não fez manobras para atrapalhar.

Porém a desratização, que passou esta semana pela dedétização, não acabou e não pode parar. Tem Casares e Belmonte pela frente. Estes dois seres, malignos para o clube, não podem permanecer no convívio da Nação São-Paulina. Devem ser expurgados para sempre e, se possível, impedidos de entrar até no Morumbi em jogos do nosso time.

A expulsão de Dedé, assim como as anteriores, me dá pela convicção que os ares estão mudando e que não devemos temer algo diferente quando o dia deste dois chegar. Nós não vamos dormir, estaremos cobrando o tempo todo, porque, alguém um da já disse que “se dormir, o cachimbo cai”. E não quero ouvir mais, com charuto e não cachimbo, que “caiu no meu papito, já era”.

O dia que Olten ganhou e o São Paulo perdeu

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bons tempos aqueles onde eu ia ao Morumbi assistir jogos do São Paulo, torcia, gritava, xingava, mas ia para casa curtir a vitória ou a ressaca da derrota, pois no dia seguinte tinha zoação ou azaração com os torcedores rivais. Eu não entrava de cabeça – nem de leve – na política do São Paulo. Eu era feliz e não sabia.

Hoje, entrando nos meandros de tudo o que acontece na podre política do clube, percebo que o São Paulo, que ostenta suas glorias, que vem do passado, ocupava os píncaros da glória pelas suas conquistas e hoje ocupa pela sua putrefação.

Quando Júlio Casares foi afastado da presidência do clube, depois de cinco anos de árdua campanha que desenvolvemos a partir do Tricolornaweb, nos unindo a centenas de canais ao longo dos tempos, trazendo 22 milhões de são-paulinos para a realidade, imaginei que o São Paulo iria mudar. Afinal, Casares deposto, Douglas e Mara expulsos do clube social, Dedé, o próprio Casares e Belmonte no mesmo caminho, Marcio Carlomagno expulso do clube, enfim, a decência retomando e o Conselho Deliberativo, degradado junto ao torcedor por aceitar tudo, aprovar tudo, com uma atuação de gala pelo fim do São Paulo, acordou, tirou as pantufas e começou a trabalhar pelo ressurgimento do clube.

Mas a terça-feira, 02 de junho de 2026, trouxe de volta a nossa realidade nua e crua: por maioria de dois votos – não importa o número – disse que Olten pode, sim, responder seu processo de expulsão presidindo o Conselho. Bem, estamos num País onde Alexandre de Moraes é relator de um processo onde ele é vítima. Então, qual o problema do Olten ser presidente do Conselho que vai julgar um processo onde ele é réu?

Ah, dizem os arautos da oposição, tivemos que engolir a seco esse sujeito pelo bem do São Paulo, para não entregarmos o clube aos desmandos de Patiños, Lanfredi e outros mais; de Pupo, Serafin, Leandro Alvarenga e afins.

E está evidente que um nome saiu fortalecido em toda essa guerra e, certamente, hoje é o nome mais forte, politicamente, no clube: Carlos Sadi. Do grupo de Olten, fez o que deveria fazer lutando pela salvação do cara (porque é do grupo, não que eu aprove). Mas pode começar a colher os louros de sua vitória e fazer o que disse que faria caso o afastamento não se concretizasse.

Mas eu pergunto: qual o preço que temos que pagar para manter um sujeito que foi o pior presidente da história do Conselho Deliberativo do clube? Um cara que expulsou conselheiros, exigiu a expulsão de ex conselheiros, então apenas sócios, fez opositores de luta, como Flávio Marques e Caio Forjaz, além de alguns outros, calarem a boca ao cortar o microfone. Um cara que foi ditador acima de tudo, que mentiu ao prometer ser transparente e transmitir todas as sessões do Conselho Deliberativo durante sua gestão, mas fez isso apenas duas vezes até hoje. Um cara que implantou a ditadura no CD (atenção, Olten: você já me processou por isso e perdeu. Não vai perder tempo de novo).

Esse é o cara que os conselheiros da oposição – Salve o Tricolor Paulista, Novo São Paulo, além do próprio grupo do Olten – salvaram. Esse é o retrato duro e cruel dos nossos conselheiros, que tiveram um momento de soberania contra Casares, Douglas e Mara, mas se dobraram ao cara que dirigiu um carro do São Paulo bêbado, mijou nas calças no banheiro feminino de um bar, teve 171 multas e gastou mais de 23 mil em reparos do Volvo por raspadinhas e batidinhas. Esse cidadão mereceu ser salvo “pelo bem do São Paulo”.

A retórica utilizada que tudo isso foi feito em prol do fortalecimento da oposição não para em pé, ou justifica o apelido que coloquei de pantufas, pois preferem o prato pronto do arregaçar as mangas e ir atrás do alimento.

Não admito. Não aprendi a fazer troca troca na política – nem fora dela -. Eu permaneço um torcedor inveterado pelo time, pelo clube, pela instituição, e pessoas desta larva não cabem no meu conceito.

E não venham me dizer que foi só o afastamento dele que foi aprovado e que lá na frente, quando for votada a expulsão, ela será ratificada. Sei. Conta outra para eu dormir.

Olten ganhou, a tal “democracia tricolor” ganhou, o São Paulo perdeu.

Catado do São Paulo perde mais uma. Agora para um que está no Z4

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o catado do São Paulo perdeu para o Remo, numa pixotada do grotesco Enzo Dias e que Rafael aceitou ( o chute era defensável).

Ah! mas o time era o titular. Um catado. Aliás, como tem sido o ano todo. Talvez o único que tenha conseguido extrair alguma coisa desse elenco mambembe foi Crespo, que inacreditavelmente nos deixou na liderança do Brasileiro, mas que a diretoria fez questão de mandar embora, já que ele poderia colocar a perder a estratégia traçada desde a era Juvenal, de nos levar para a série B.

A chegada de Roger Machado nos recolocou nesse caminho e Dorival veio dar sequência à cartilha.

Esse presidente non sense conseguiu ter três treinadores no prazo de um mês. Manteve Rui Costa e assim o fará durante parada da Copa. Não tem coragem de dar uma palavra. Se esconde mais do que avestruz.

O que foi o São Paulo deste jogo contra o Remo? Um time sem esquema tático, com jogadores mostrando uma qualidade digna de série B e já demonstrando que se a calamidade ocorrer, teremos sérios problemas, pois perdemos do Remo (que vai voltar para lá) e do Juventude (que deverá continuar lá).

Alan Franco tem alguma moral para dar a dura que deu no Osório (o melhor do time, ao lado de Arthurt)? O Enzo Dias, pior em campo, pode culpar o Osorio pelo gol, sendo que ele foi o único culpado? Podemos ter um meio de campo tão vazio e fraco como esse com Pablo Maia e Danielzinho? Podemos ter um André Silva como meia? Podemos ter um atacante como Ferreira que não completa uma única jogada?

André Silva como meia merece um parágrafo. Nessa posição de 10, em meu tempo de vida, vi Gerson, Pedro Rocha, Ailton Lira, Pita, Raí, Ganso – sim, até ele -, e mais recentemente Hernanes. Hoje temos André Silva. Sinal dos tempos.

Até outro dia entrava em depressão por saber que vou ficar quase dois meses sem ver um jogo do São Paulo, assistindo a Seleção da CBF. Hoje dou graças a Deus e busco esperança que algo será feito pelo Dorival. Porque pelo Rui Costa, qualquer coisa que seja feita, a tendência é piorar.

Salve o Tricolor Paulista, amado clube Brasileiro. Tuas glórias, vem do passado.

Vitória do São Paulo não apaga a péssima preparação física do elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo bateu o Boston River nesta terça-feira e garantiu a primeira posição em seu grupo da Sul-Americana. A vitória era uma obrigação. Um time com a camisa do São Paulo jogando com um time sem camisa, sem estádio, sem torcida. Formado numa esquina de Montevideo.

Entretanto, apesar da vitória, o time voltou a mostrar o mesmo quadro de partidas anteriores, quando voa no primeiro tempo, faz gol, cria e no segundo tempo desaparece, fruto de um preparo físico inexistente, completamente retrógrado, que além de não dar aptidão física, ainda tira jogadores por lesões.

Roger Machado foi embora, mas Paulo Paixão ficou. E com ele os revolucionários métodos de preparação física de 1980.

Quanto ao time, Dorval fez o futebol de Pablo Maia voltar a aparecer, Danielzinho se reencontrar e conseguiu achar uma posição menos sofrível para André Silva. Jogando ali atrás de Calleri, ele fez uma boa partida e até uma ótima assistência. É bem verdade que ele quis jogar no Calleri, mas acertou o Arthur e saiu o gol.

Aliás, que partida fez o Arthur. De novo. Fruto da volta de Lucas Ramon, que com suas descidas abertas permite a Arthur ir para o meio, onde seu futebol cresce muito.

Outro destaque é para o garoto Osorio. Que partida espetacular. Que lançamento para Arthur, que originou o segundo gol.

Como eu disse, foi um primeiro tempo exemplar, assim como houvera sido contra o Botafogo. Mas foi um segundo tempo, preocupante, como também fora contra o Botafogo.

Vamos esperar que durante a parada para a Copa do Mundo, depois de 20 dias de férias, o São Paulo possa entrar em ritmo para conseguir chegar aos 45 pontos no Brasileiro.

São Paulo teve primeiro tempo de Dorival e segundo de Roger

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez vivemos cenas dos últimos capítulos no Morumbi. O time começa bem, faz um logo no início da partida, desmonta qualquer estrutura defensiva que o adversário tivesse armado, tem domínio do jogo, não sofre lá atrás, consegue manter a bola na frente. Mas deixa tudo virar e se tornar um inferno no final.

Dorival mais um vez mandou a campo a escalação do Roger Machado. Com quatro na defesa, dois no meio e quatro na frente, teve amplo domínio do jogo. Wendel e Lucas Ramon apoiando muito bem o ataque, Arthur tendo liberdade para se movimentar por todos os lados do campo, Luciano ajudando o meio, Pablo Maia voltando a fazer boa partida. Foi um primeiro tempo dos sonhos.

Mas os incidentes continuam marcando o clube. Luciano se machuca ao marcar o gol, fica mais um pouco no campo para forçar um amarelo; aí é Sabino quem se machuca. E Dorival tem que queimar duas substituições em duas paradas ainda no primeiro tempo.

Com dois garotos em campo, Osório e Pedro Ferreira, o time se desestruturou. No segundo tempo o Botafogo veio para cima e o São Paulo ficou completamente acuado. A diferença foi tão gritante que a impressão que dava era que o São Paulo estava jogando com um jogador a menos.

Estava evidente que sofreríamos o empate. Foram dois gols (bem) anulados, e veio o gol. E quase tomamos a virada. Verdade que poderíamos ter feito 2 a 0 se Tapia não fosse tão ruim e chutasse reto, na placa de publicidade, uma assistência perfeita de Calleri. Poderíamos ter feito 2 a 1 se Tapia, de novo, não chutasse quase fora do estádio outra assistência perfeita de Calleri.

Isso nos remete à dedução de que se tem algum culpado pelo empate deste sábado, como da última terça-feira, não foi Dorival, como não foi Roger nas outras partidas: foi a diretoria. A sequência de contratações buscando comissões na era Casares/Belmonte/Rui Costa e a sequência deste último, que em nada mudou o procedimento na Barra Funda. Aliás, não me parece ter feito outros acordões, mas o time paga o preço de cinco anos de verdadeiros crimes cometidos contra a instituição. Elenco pobre (na técnica, não no salário), causando irritação e frustração em 22 milhões de verdadeiros torcedores.

Imaginem ser Roger Machado estivesse no banco terça-feira. E se estivesse neste sábado. Não defendo Roger. Acho um dos piores técnicos dos que passaram pelo Morumbi nos últimos tempos. Mas o problema não reside do banco, mas na alta cúpula.

Sobre Luciano, não posso concordar com críticas feitas a ele por forçar o cartão e se livrar do jogo em Belém. Não foi isso. Ele estava pendurado e a contusão dele vem de há dez dias. Ele não deveria ter jogado contra o Millonarios, pois agravou a situação. Ele não deveria ter entrado em campo contra o Botafogo, pois com quatro minutos, pelo simples toque na bola para empurrar para o gol, estourou o músculo. Ele terá que ficar, no mínimo 15 dias parado, entre tratamento fisioterápico e volta aos treinamentos. A previsão que se dá para esse tipo de contusão é de 25 a 30 dias. Ele forçou o amarelo inteligentemente para se livrar dos cartões, já que ele não iria de qualquer maneira a Belém e voltar zerado de pois da parada para a Copa do Mundo.

Aliás, essa parada será maravilhosa para nós. Para ajustar o elenco e para Dorival conhecer os jogadores e montar o melhor time possível para chegarmos aos 45 pontos. É o que nos resta neste ano.

Arbitragem e ruindade adversária salvaram o São Paulo de outro vexame

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo vai aumentando suas proezas dentro do Morumbi. A mais recente foi nesta noite de terça-feira, pela tétrica Sul-Americana. Conseguimos empatar com o Millonarios da Colômbia, com requintes de crueldade. Doria, não contente com a falha no gol, fez um pênalti para completar a noite de bobagens, mas o colombiano jogou na Praça Roberto Gomes Pedrosa. E o juiz resolveu encerra o jogo quando o Millonarios partia para um contra-ataque, dois contra um (Luan), chance de quase 100 por cento de marcar e virar o jogo,

Pior, muito pior do que o resultado e os fatos, foi o futebol apresentado pelo São Paulo. O time continua um amontoado em campo, sem saber o que fazer para furar uma defesa fechada, sem saber como variar uma jogada, enfim, com um futebol nível Sul-Americana, série B da Libertadores, e, consequentemente, nível Série B do Brasileiro, ainda que Rui Costa e Harry Massis façam discurso de título numa das Copas (só sobrou a Sul-Americana) e classificação para a Libertadores pelo Brasileiro.

E é bom que eu concorde com eles, porque se eu repetir Crespo, que afirmou ser nosso objetivo atingir os 45 pontos no Brasileiro, posso ser demitido do Tricolornaweb e da Rádio São Paulo.

Evidentemente não vou tecer críticas para Dorival. Não foi ele quem comandou o time, mas Milton Cruz. Ou então ele não teria colocado Wendel para fazer a dobra na esquerda com Enzo Dias. Não que Wendel tenha sido pior que Ferreira. Mas isso escancara nosso elenco, de qualidade medonha, montada com contornos interesseiros por Rui Costa, nunca nos esquecendo de Carlos Belmonte e Júlio Casares. Às vezes vamos batendo nas moscas de momento, deixando no lodo as que já saíram (de direito), mas não de fato.

Em três meses (porque só temos mais três jogos e aí tudo por 45 dias para para a “tão sonhada” Copa do Mundo), vamos chamar Dorival de burro. Mas ele não tem culpa. É um técnico mediano, porém fizemos isso com Rogerio Ceni, Zubeldia, Fernando Diniz, Carpini, Crespo, Roger e outros tantos. Pode vir o Guardiola. Enquanto esses seres continuarem orbitando a diretoria e esse elenco continuar montado à base de interesse de comissões de empresários, ninguém vai colocar o time no caminho das vitórias. E nossa meta sempre será chegar aos 45 pontos no Brasileiro, nos esquecendo das Copas, porque não temos competência para nada.

Falar de crise é redundância. De abandono, redundânia ao quadrado. De time horrível e derrota, redundância ao cubo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, você não sabe o quanto é difícil eu escrever meus editoriais, comentários, em virtude do que estamos vivendo. Quando você pensa que há um fio de esperança para que as coisas melhorem, elas pioram a cada momento.

Quanto Carlos Miguel Aidar foi afastado (renunciou, e depois foi expulso do Conselho Deliberativo) e assumiu Leco, achávamos que seria o início de um novo horizonte. Vimos o que foi a gestão Leco. Aí chegou Júlio Casares, com ideias renovadoras, mostrando uma visão incrível de marketing e governança. Só que o fez tudo em benefício próprio. Dele e de sua corja. Ai entrou Massis. Agora vai. E está indo. Para o fundo do poço. Aliás, um poço sem fundo.

Que time foi esses que vimos em campo contra o Fluminense? Três laterais em campo, dois do mesmo lado. Wendel, que não é bom nem como lateral, sua verdadeira posição, foi colocado como meia, ou então como atacante pela esquerda para fechar o corredor. E tomamos um baile por ali, porque nem Wendel correspondeu, nem Enzo Dias segurou. Foi um horror.

Do outro lado um Lucas Ramon que voltou visivelmente sem as melhores condições, tendo que ser ajudado por Arthur o tempo todo para dar conta, e também não deu. O miolo de zaga numa disputa acirrada: Doria e Sabino tiraram no par ou ímpar quem seria o pior. Acho que acabou empatado em ruindade.

Danielzinho e Cauly são duas piadas de mau gosto. Aliás, Danielzinho até foi bem na mão de Crespo, formando o tripé com Bobadilla e Marcos Antonio. Mas agora está dando raiva vê-lo jogar. Diga-se de passagem, o paraguaio está surpreendendo e a diretoria está rezando para todos os santos para que ele faça uma grande Copa do Mundo pela Seleção do Paraguai e represente uma boa venda para os cofres do clube.

Falar de André Silva é perder tempo e mais uma redundância. Aí entram Ferreira, Tapia, Luan, Cedric (os 52 minutos). O que muda? Apenas os jogadores, porque o futebol continua sofrível

O Fluminense poderia ter aplicado uma sonora goleada no Maracanã. Perdeu contra ataques com chances claras, por tentativa de perfeccionismo, ou por pena do São Paulo.

Ah, claro, não posso deixar de falar de Milton Cruz. Pelos lados da Barra Funda, certamente uma das pessoas mais nocivas ao clube em todos os tempos. Mas continua sendo paparicado por essa diretoria funesta, cujo presidente – e isso descobri ontem – é são-paulino simpatizante, porque o coração é santista.

Realmente, o São Paulo virou terra de ninguém, largado à própria sorte, fadado a um melancólico fim. O que abnegados fizeram em 25 de janeiro de 1930 e, junto a outros, lutaram por 80 anos para construir e manter como um gigante, teve nos últimos 15 anos uma destruição total, a partir de Juvenal Juvêncio, passando pelos demais, chegando até hoje.

Torcer para o São Paulo é uma grande dureza.

Crise sem fim: eliminação na Copa do Brasil, segundo técnico demitido em menos de um semestre. Esse é o nosso São Paulo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bobagem e redundância eu ficar falando aqui que estamos no fundo do poço, que esse poço tem um fundo mais intenso por isso que ainda não atingimos, que estamos em crise, que sofremos nova humilhação. Tudo que tenho dito e vocês te reverberado nos últimos anos.

Nos acostumamos a passar vexames e tratar isso como natural. As coisas quando acontecem para nós, temos a tendência natural de reagir. Mas a casta que tomou conta do nosso clube, absolutamente nefasta e criminosa, está fazendo com que tenhamos como normal sermos eliminados por um time da série B, sermos goleados por um time que não faz parte da primeira prateleira do futebol – e enfrentamos esse time sábado, de novo -, trocarmos as páginas esportivas pelas policiais, assistirmos a manobras políticas para alguns se salvarem dentro do Conselho.

Do lado do futebol temos – ou tínhamos – uma comissão técnica digna de clubes da Série B, com um preparador físico que conseguiu em pouco mais de um mês, deixar seis jogadores com lesão muscular, com um técnico que não sabe nem de longe o que é um esquema tático, com jogadores sem receber, percebendo que a corja que se instalou no clube continua presente, ou de corpo ou de mente, com seus representantes. Não ha´ Calleri que aguente. Ele, inclusive, teve que se controlar na entrevista pós jogo de ontem para não falar algumas verdades, pois teria o mesmo caminho do Luiz Gustavo. No São Paulo é assim: se você falar a verdade, é demitido sumariamente. Porém, se falar bem da diretoria, pode levar o time a Série B, a humilhações, que nada vai acontecer e você será elogiar por esse presidente ultrapassado e grotesco, que se comunica, provavelmente, por telegrama ou fax.

Alias, ontem o tal Baby postou em suas redes sociais diversas ameaças a Massis. Será que ele vai fazer um BO ou isso só serve contra a Amanda Nunes, lider da torcida PCD Tricolor, que teve BO contra registrado por ter chamado Massis de mentiroso?

É, Massis, você, além de incompetente é um grande covarde. Perseguidor de jornalistas e advogados da mídia alternativa, que te colocam o dedo na cara e apontam as irregularidades.

Não canso de agradecer Júlio Casares e seus comparsas pelo que fizeram ao São Paulo. É um mal duradouro, sem fim. Ao menos pelos próximos meses.

Quanto a Roger, era inevitável sua demissão. Aliás, não deveria nem ter vindo. Só espero que o novo técnico não nos faça pedir “Volta Roger”.

Olten pode ter dado início a um golpe ao destituir Conselho de Ética

O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, pode ter dado início a um novo golpe no clube. Ao destituir os membros do Conselho de Ética, pode ter agido a serviço de Júlio Casares e seus comparsas para anular tudo o que já foi e o que será feito. E sabemos que golpe é uma coisa que essa corja ama.

O ofício justificando a destituição cita como justificativa que ela ocorreu “pelas insistentes manobras de condução processual, especial mas não limitadamente, a negativa do direito de apresentação de defesa nos termos estatutários, contrariando o princípio basilar do contraditório.”

Por mais que tenha afirmado que fica “ressalvado que todos os seus atos até agora perpetrados permanecem válidos, inclusive o relatório emitido em meu desfavor sobre meu afastamento provisório, bem como as demais instruções em curso”, a decisão, por constar a questão política, abre uma enorme brecha para a judicialização do tema.

Dedé, que foi ouvido nesta segunda-feira, véspera das destituições, Júlio Casares, Carlos Belmonte e Harry Massis, que além de terem relatores trabalhando nos processos, estão em estado bastante adiantado, já se mobilizam para pedir a anulação de tudo o que foi feito até agora o recomeço, protelando prazos e, com isso, ganhando tempo para articulações. Afinal, todos continuam sócios do clube e conselheiros.

Já do lado externo, Douglas Schwartzmann e Mara Casares já informaram que vão recorrer à Justiça pedindo anulação das suas expulsões, pelo mesmo fato constante no ofício de Olten, ou seja, de julgamento político.

O que se deduz é que Olten fez algo, em total desespero, para se salvar, e com isso pode salvar todos que estão envolvidos nessa lama toda. Afinal, essa corja sempre está unida e se merece.

Ainda tenho certeza que o novo Conselho de Ética vai pedir a expulsão de todos eles. É composto de nomes de minha estrita confiança, como Kalil Rocha Abdalla (Presidente), José Rubens de Macedo Soares Sobrinho, Luiz Augusto Lia Braga, Caio Forjaz e Carlos Sadi (membros). Mas já não tenho essa certeza se será ratificado pelo Conselho Deliberativo. Se antes se fazia a leitura de que um afastamento de Olten levaria seu grupo para apoiar a hipotética candidatura de Adilson, em represália à oposição, hoje se vê que a atitude do presidente do Conselho Deliberativo pode causar revolta em quem está ao lado dos grupos de Chapecó, Pupo, Legião e o ex do Dedé e todos votarem pelo arquivamento das ações.