São Paulo perdeu com primeiro tempo digno e segundo covarde

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu de novo, de virada, e agora está há nove jogos sem vencer – oito no Brasileiro -. Dorival Jr tem em seu curriculum, nesta passagem no Brasileiro, apenas dois pontos conquistados, com dois empates e seis derrotas.

O time começou o jogo bem. Convenhamos que esse “bem” se insere no patamar atual do futebol, paupérrimo em técnica, com alguma sobra de suor. Mas o time não ficou lá atrás e jogou de igual para igual com o Grêmio.

A ausência de Arthur foi preenchida pela ótima partida de Lucas Ramon, que por mais que tenha aberto um corredor atrás de si, teve ótima produção ofensiva, não só indo à linha de fundo, mas puxando a diagonal, papel desempenhado por Arthur. Apesar do gol ter saído pela esquerda, em dobradinha de Ferreira e Luciano, com conclusão final contra, mas Marcos Antonio junto e Calleri ratificando o gol, nosso lado direito levou mais perigo. Mesmo pelo meio, as chegadas e Danielzinho e Marcos Antonio, algumas conclusões de fora da área, fizeram com que o São Paulo fosse para o vestiário com uma vitória parcial e merecedor do resultado.

Mas aí veio a síndrome do segundo tempo. Aliás, são duas síndromes: dos primeiros cinco minutos e dos últimos cinco minutos. Isso já está se tornando tradição no São Paulo. Tanto que sofremos o empate aos 2’30 e a virada aos 40′. Mas para isso acontecer, Dorival colaborou bastante e nossa defesa também.

Pablo Maia fez um bom primeiro tempo, tanto que foi ele quem roubou a bola que sucedeu a jogada do gol. Mas caiu vertiginosamente no segundo tempo, voltado a ser o jogador fraco de outros jogos. Arboleda, que já tinha errado em duas saídas de bola no primeiro tempo, se perdeu completamente na defesa, sobrando para o jovem Osório comandar o setor. Wendel, um verdadeiro horror. Atrapalha lá na frente e lá atrás. E Dorival acentua a bobagem ao tirar Calleri para colocar André Silva, sendo que Luciano era um inválido no campo.

Pior: assim que Calleri saiu o São Paulo parou de trocar bolas da defesa ao ataque e passou à ligação direta de Rafael para o meio. E os laterais passaram a alçar bolas na área. Desnecessário lembrar que esse é um jogo para Calleri, não para André Silva. Calleri saiu revoltado e apoio a revolta dele. Dorival foi muito incompetente.

Outro detalhe: falara em cansaço, mas o São Paulo ficou 53 dias sem jogar (Copa), fez dois jogos, parou mais 13 dias para fazer outro jogo. O Grêmio, somente nestes 13 dias, fez um jogo pelo Brasileiro, dois pela Copa do Brasil e esse contra o São Paulo. E quem cansou foi o São Paulo, num frio de dez graus em Porto Alegre.

Definitivamente tudo está errado no São Paulo. E ainda querem errar mais projetando um assediador sexual, corrupto “da iniciativa privada” para presidir o clube. Esses canalhas não tem noção do que o São Paulo representa para o mundo.

Cheguem logo 45 pontos. O coração está machucado.

O São Paulo consegui um resultado que pouquíssimos esperavam neste domingo contra o Flamengo, no Maracanã. Buscou um empate e conseguiu jogar de igual para igual com um dos dois melhores elencos do País. Se não deu na técnica, foi na raça. E há algum tempo temos alertado que se não houver cem por cento de concentração e muita doação, estaremos fadados a caminhar para a Série B.

Quando Dorival assumiu o São Paulo, tinha pleno conhecimento de que a fase dentro de campo não era boa e que fora, era pior ainda. Faltava sorte, apesar de haver empenho. Faltava técnica, mas sobrava raça. O vestiário estava rachado desde a saída de Crespo e os salários atrasados atrapalhavam ainda mais o desempenho do time.

Contra o Flamengo, o roteiro de azar parecia se repetir quando os cariocas marcaram um gol nos acréscimos do segundo tempo em lance de pura falta de sorte: um cruzamento em que a bola quase saiu, Lucas Ramon chega na recuperação para cortar, mas a bola bate na cabeça de De Arrascaeta e sobra para Samuel Lino marcar. Não havia um culpado, um erro cometido na jogada.

Foi então que a nova tecnologia do Brasileirão, o impedimento semiautomático, flagrou o pé de Wallance Yan em posição irregular no momento do primeiro passe da jogada. Uma “sorte” inédita para o clube no ano.

Mas se engana quem pensa que o resultado foi mera sorte do time de Dorival Júnior. Não foi.

A equipe são-paulina mostrou uma aplicação tática inquestionável para segurar o Flamengo no Maracanã. As tradicionais duas linhas de quatro de Dorival sem bola se mostraram afiadas para não dar paz aos cariocas durante o jogo todo.

O Tricolor não foi ao Maracanã com a ideia de dar a bola ao Flamengo e se defender atrás da linha. Pelo contrário. Terminou a partida com 49% de posse e marcando alto até os acréscimos do segundo tempo.

Ouso dizer que se o São Paulo saísse vencedor da partida não seria absurdo, não só pela equivalência no jogo, mas principalmente pelo sistema tático que funcionou e impediu o poderoso ataque carioca funcionar.

Arboleda e Ozório fizeram uma partida primorosa, anulando por completo Pedro e as entradas de outros pelo setor central da área, enquanto Lucas Ramon acabou com Bruno Henrique. Lá no ataque Calleri se desdobrava para ganhar – e ganhou – todas as quebradas de Rafael. E deu assistência para Wendel, grotescamente, chutar a bola quase fora do estádio. E fez o gol numa assistência perfeita de Ozório.

O empate não resolve a vida do São Paulo, longe disso. A equipe paulista segue sem vencer no Brasileirão há sete jogos: são três meses de jejum. Ainda assim, é um primeiro passo na direção certa. E mais um ponto somado.

São Paulo treina 45 dias para saber como ter um apagão e perder um jogo fácil de virada

O São Paulo voltou do intervalo com a vitória nas mãos, mas deixou o Estádio Cícero de Souza Marques derrotado por 2 a 1 pelo Athletico-PR, nesta quarta-feira. Pela forma como controlou a primeira etapa, o Tricolor tinha motivos para acreditar em um retorno positivo ao Campeonato Brasileiro. Bastaram, porém, seis minutos no início do segundo tempo para tudo desmoronar.

O time “apagou”, como definiu o próprio técnico Dorival Júnior, sofreu dois gols de Leozinho e transformou uma atuação convincente em mais um tropeço na competição.

Se havia expectativa para saber como o São Paulo voltaria após a pausa para a Copa do Mundo, os primeiros 45 minutos deixaram uma impressão positiva. A equipe dominou a posse de bola, circulou com qualidade, ocupou bem os espaços e praticamente não permitiu que o Athletico-PR ameaçasse o gol.

Marcos Antônio foi o responsável por ditar o ritmo no meio-campo e Artur voltou a ser decisivo ao marcar um belo gol de falta. Mesmo com a saída precoce de Rafael Tolói por lesão, o Tricolor manteve a organização e chegou ao intervalo com a sensação de que o placar era justo.

Mais do que o resultado parcial, o desempenho mostrava uma equipe que assimilou as ideias trabalhadas durante a intertemporada. A saída de bola funcionava, a pressão pós-perda aparecia em diversos momentos e o Athletico-PR encontrava dificuldades para criar.


Porém houve um intervalo, onde os técnicos conversam com seus jogadores para mudar algo ou manter como está. E o cenário mudou completamente.

Antes mesmo do relógio marcar um minuto, Leozinho já havia acertado a trave e, na sequência da jogada, empatado a partida. Cinco minutos depois, o atacante voltou a aparecer livre dentro da área para marcar o segundo gol e decretar a virada.

Foram seis minutos suficientes para apagar praticamente tudo o que o São Paulo havia construído durante a etapa inicial.

Não foi apenas uma queda de rendimento. Houve desorganização defensiva, falta de concentração e dificuldades para reagir imediatamente ao primeiro golpe. O Athletico-PR, que pouco havia produzido até então, aproveitou cada espaço concedido e mudou completamente o roteiro da partida.

A situação se torna desesperadora. A ideia era que conquistássemos três pontos obrigatórios “em casa”, contra o Athletico-PR, para assim fecharmos o primeiro turno com 28 pontos e respirarmos aliviados, tendo 19 jogos pela frente para conquistarmos os tão sonhados 45.

Com a derrota ficamos provisoriamente na nona posição, mas podendo terminar 12º lugar, hoje a cinco pontos, mas podendo ficar a quatro pontos do Z4, já que alguns times tem um jogo a menos que o São Paulo, caso, também, do Mirassol, que pode sair do Z4 e deixar o Grêmio com 21 lá.

Aí lembro que a primeira pergunta feita ao presidente Massis na coletiva com a mídia alternativa foi sobre o risco de rebaixamento. Ele se irritou e disse que essa palavra não faz parte de seu dicionário e que vamos brigar por vaga na Libertadores.

Mas o futebol demonstrado nesta quarta-feira escancarou o atual momento do São Paulo, afinal, jogamos com o que temos de melhor, considerado o time titular. E o time foi patético, deprimente. A somatória de atrasos de salários, volta de Arboleda depois de ter feito o que fez, desmando e descrédito na diretoria, um executivo de futebol que é só ex-atleta, apontam para a escrita final da cartilha, que poderá ser catastrófica no final do ano.

Será a premiação dos cinco anos e meio de gestão Casares, que dilapidou o patrimônio do clube, com envelopinhos de R$ 100 mil reais para o presidente, R$ 20 mil para outro, R$ 10 mil para outro, enfim, fizeram a farra com um dinheiro que não existia e afundaram o clube ainda mais em dívidas. Nos deu mais um transfer ban. Nos colocou na vala dos comuns. Pior. Na vala dos afogados.

A Copa acabou. Para nós, são-paulinos, depressão voltou.

Conselho Deliberativo fez sua parte na desratização do clube

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo decidiu expulsar o ex-diretor Social do São Paulo, Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, do clube Social. Foram 195 votos a favor da expulsão, 32 contrários e sete abstenções.

Dedé é o quarto integrante da quadrilha de Júlio Casares a ser expulso do clube. Anteriormente Douglas Schwartzmann, Mara Casares e Marcio Carlomagno já haviam sofrido a punição. Douglas e Mara no Conselho e Marcio na Comissão Disciplinar, por ser apenas sócio e não conselheiro.

O Conselho vem, aos poucos, dando a resposta que o são-paulino cobra. Não se dobrando aos maquiavélicos atos cometidos por todos esses seres que, por cinco anos, se julgaram donos do São Paulo. Acreditaram que a impunidade seria perene. Mais do que isso, não acreditaram que a mídia alternativa, que eu chamo de mídia são-paulina, aquela que não se dobra, faria o movimento que fez, trazendo a torcida com ela, juntando 22 milhões de apaixonados por essa instituição, que obrigaram a Conselho a acordar.

Nesse contexto preciso tecer um elogio à conduta de Olten Ayres de Abreu, na presidência do Conselho, pela maneira correta como conduziu esse processo. Se na deposição de Júlio Casares ele tentou o quanto pode causar tumulto para ajudar a safar o ex-presidente, de Douglas para cá ele seguiu o estatuto e não fez manobras para atrapalhar.

Porém a desratização, que passou esta semana pela dedétização, não acabou e não pode parar. Tem Casares e Belmonte pela frente. Estes dois seres, malignos para o clube, não podem permanecer no convívio da Nação São-Paulina. Devem ser expurgados para sempre e, se possível, impedidos de entrar até no Morumbi em jogos do nosso time.

A expulsão de Dedé, assim como as anteriores, me dá pela convicção que os ares estão mudando e que não devemos temer algo diferente quando o dia deste dois chegar. Nós não vamos dormir, estaremos cobrando o tempo todo, porque, alguém um da já disse que “se dormir, o cachimbo cai”. E não quero ouvir mais, com charuto e não cachimbo, que “caiu no meu papito, já era”.

O dia que Olten ganhou e o São Paulo perdeu

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bons tempos aqueles onde eu ia ao Morumbi assistir jogos do São Paulo, torcia, gritava, xingava, mas ia para casa curtir a vitória ou a ressaca da derrota, pois no dia seguinte tinha zoação ou azaração com os torcedores rivais. Eu não entrava de cabeça – nem de leve – na política do São Paulo. Eu era feliz e não sabia.

Hoje, entrando nos meandros de tudo o que acontece na podre política do clube, percebo que o São Paulo, que ostenta suas glorias, que vem do passado, ocupava os píncaros da glória pelas suas conquistas e hoje ocupa pela sua putrefação.

Quando Júlio Casares foi afastado da presidência do clube, depois de cinco anos de árdua campanha que desenvolvemos a partir do Tricolornaweb, nos unindo a centenas de canais ao longo dos tempos, trazendo 22 milhões de são-paulinos para a realidade, imaginei que o São Paulo iria mudar. Afinal, Casares deposto, Douglas e Mara expulsos do clube social, Dedé, o próprio Casares e Belmonte no mesmo caminho, Marcio Carlomagno expulso do clube, enfim, a decência retomando e o Conselho Deliberativo, degradado junto ao torcedor por aceitar tudo, aprovar tudo, com uma atuação de gala pelo fim do São Paulo, acordou, tirou as pantufas e começou a trabalhar pelo ressurgimento do clube.

Mas a terça-feira, 02 de junho de 2026, trouxe de volta a nossa realidade nua e crua: por maioria de dois votos – não importa o número – disse que Olten pode, sim, responder seu processo de expulsão presidindo o Conselho. Bem, estamos num País onde Alexandre de Moraes é relator de um processo onde ele é vítima. Então, qual o problema do Olten ser presidente do Conselho que vai julgar um processo onde ele é réu?

Ah, dizem os arautos da oposição, tivemos que engolir a seco esse sujeito pelo bem do São Paulo, para não entregarmos o clube aos desmandos de Patiños, Lanfredi e outros mais; de Pupo, Serafin, Leandro Alvarenga e afins.

E está evidente que um nome saiu fortalecido em toda essa guerra e, certamente, hoje é o nome mais forte, politicamente, no clube: Carlos Sadi. Do grupo de Olten, fez o que deveria fazer lutando pela salvação do cara (porque é do grupo, não que eu aprove). Mas pode começar a colher os louros de sua vitória e fazer o que disse que faria caso o afastamento não se concretizasse.

Mas eu pergunto: qual o preço que temos que pagar para manter um sujeito que foi o pior presidente da história do Conselho Deliberativo do clube? Um cara que expulsou conselheiros, exigiu a expulsão de ex conselheiros, então apenas sócios, fez opositores de luta, como Flávio Marques e Caio Forjaz, além de alguns outros, calarem a boca ao cortar o microfone. Um cara que foi ditador acima de tudo, que mentiu ao prometer ser transparente e transmitir todas as sessões do Conselho Deliberativo durante sua gestão, mas fez isso apenas duas vezes até hoje. Um cara que implantou a ditadura no CD (atenção, Olten: você já me processou por isso e perdeu. Não vai perder tempo de novo).

Esse é o cara que os conselheiros da oposição – Salve o Tricolor Paulista, Novo São Paulo, além do próprio grupo do Olten – salvaram. Esse é o retrato duro e cruel dos nossos conselheiros, que tiveram um momento de soberania contra Casares, Douglas e Mara, mas se dobraram ao cara que dirigiu um carro do São Paulo bêbado, mijou nas calças no banheiro feminino de um bar, teve 171 multas e gastou mais de 23 mil em reparos do Volvo por raspadinhas e batidinhas. Esse cidadão mereceu ser salvo “pelo bem do São Paulo”.

A retórica utilizada que tudo isso foi feito em prol do fortalecimento da oposição não para em pé, ou justifica o apelido que coloquei de pantufas, pois preferem o prato pronto do arregaçar as mangas e ir atrás do alimento.

Não admito. Não aprendi a fazer troca troca na política – nem fora dela -. Eu permaneço um torcedor inveterado pelo time, pelo clube, pela instituição, e pessoas desta larva não cabem no meu conceito.

E não venham me dizer que foi só o afastamento dele que foi aprovado e que lá na frente, quando for votada a expulsão, ela será ratificada. Sei. Conta outra para eu dormir.

Olten ganhou, a tal “democracia tricolor” ganhou, o São Paulo perdeu.

Catado do São Paulo perde mais uma. Agora para um que está no Z4

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o catado do São Paulo perdeu para o Remo, numa pixotada do grotesco Enzo Dias e que Rafael aceitou ( o chute era defensável).

Ah! mas o time era o titular. Um catado. Aliás, como tem sido o ano todo. Talvez o único que tenha conseguido extrair alguma coisa desse elenco mambembe foi Crespo, que inacreditavelmente nos deixou na liderança do Brasileiro, mas que a diretoria fez questão de mandar embora, já que ele poderia colocar a perder a estratégia traçada desde a era Juvenal, de nos levar para a série B.

A chegada de Roger Machado nos recolocou nesse caminho e Dorival veio dar sequência à cartilha.

Esse presidente non sense conseguiu ter três treinadores no prazo de um mês. Manteve Rui Costa e assim o fará durante parada da Copa. Não tem coragem de dar uma palavra. Se esconde mais do que avestruz.

O que foi o São Paulo deste jogo contra o Remo? Um time sem esquema tático, com jogadores mostrando uma qualidade digna de série B e já demonstrando que se a calamidade ocorrer, teremos sérios problemas, pois perdemos do Remo (que vai voltar para lá) e do Juventude (que deverá continuar lá).

Alan Franco tem alguma moral para dar a dura que deu no Osório (o melhor do time, ao lado de Arthurt)? O Enzo Dias, pior em campo, pode culpar o Osorio pelo gol, sendo que ele foi o único culpado? Podemos ter um meio de campo tão vazio e fraco como esse com Pablo Maia e Danielzinho? Podemos ter um André Silva como meia? Podemos ter um atacante como Ferreira que não completa uma única jogada?

André Silva como meia merece um parágrafo. Nessa posição de 10, em meu tempo de vida, vi Gerson, Pedro Rocha, Ailton Lira, Pita, Raí, Ganso – sim, até ele -, e mais recentemente Hernanes. Hoje temos André Silva. Sinal dos tempos.

Até outro dia entrava em depressão por saber que vou ficar quase dois meses sem ver um jogo do São Paulo, assistindo a Seleção da CBF. Hoje dou graças a Deus e busco esperança que algo será feito pelo Dorival. Porque pelo Rui Costa, qualquer coisa que seja feita, a tendência é piorar.

Salve o Tricolor Paulista, amado clube Brasileiro. Tuas glórias, vem do passado.

Vitória do São Paulo não apaga a péssima preparação física do elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo bateu o Boston River nesta terça-feira e garantiu a primeira posição em seu grupo da Sul-Americana. A vitória era uma obrigação. Um time com a camisa do São Paulo jogando com um time sem camisa, sem estádio, sem torcida. Formado numa esquina de Montevideo.

Entretanto, apesar da vitória, o time voltou a mostrar o mesmo quadro de partidas anteriores, quando voa no primeiro tempo, faz gol, cria e no segundo tempo desaparece, fruto de um preparo físico inexistente, completamente retrógrado, que além de não dar aptidão física, ainda tira jogadores por lesões.

Roger Machado foi embora, mas Paulo Paixão ficou. E com ele os revolucionários métodos de preparação física de 1980.

Quanto ao time, Dorval fez o futebol de Pablo Maia voltar a aparecer, Danielzinho se reencontrar e conseguiu achar uma posição menos sofrível para André Silva. Jogando ali atrás de Calleri, ele fez uma boa partida e até uma ótima assistência. É bem verdade que ele quis jogar no Calleri, mas acertou o Arthur e saiu o gol.

Aliás, que partida fez o Arthur. De novo. Fruto da volta de Lucas Ramon, que com suas descidas abertas permite a Arthur ir para o meio, onde seu futebol cresce muito.

Outro destaque é para o garoto Osorio. Que partida espetacular. Que lançamento para Arthur, que originou o segundo gol.

Como eu disse, foi um primeiro tempo exemplar, assim como houvera sido contra o Botafogo. Mas foi um segundo tempo, preocupante, como também fora contra o Botafogo.

Vamos esperar que durante a parada para a Copa do Mundo, depois de 20 dias de férias, o São Paulo possa entrar em ritmo para conseguir chegar aos 45 pontos no Brasileiro.

São Paulo teve primeiro tempo de Dorival e segundo de Roger

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez vivemos cenas dos últimos capítulos no Morumbi. O time começa bem, faz um logo no início da partida, desmonta qualquer estrutura defensiva que o adversário tivesse armado, tem domínio do jogo, não sofre lá atrás, consegue manter a bola na frente. Mas deixa tudo virar e se tornar um inferno no final.

Dorival mais um vez mandou a campo a escalação do Roger Machado. Com quatro na defesa, dois no meio e quatro na frente, teve amplo domínio do jogo. Wendel e Lucas Ramon apoiando muito bem o ataque, Arthur tendo liberdade para se movimentar por todos os lados do campo, Luciano ajudando o meio, Pablo Maia voltando a fazer boa partida. Foi um primeiro tempo dos sonhos.

Mas os incidentes continuam marcando o clube. Luciano se machuca ao marcar o gol, fica mais um pouco no campo para forçar um amarelo; aí é Sabino quem se machuca. E Dorival tem que queimar duas substituições em duas paradas ainda no primeiro tempo.

Com dois garotos em campo, Osório e Pedro Ferreira, o time se desestruturou. No segundo tempo o Botafogo veio para cima e o São Paulo ficou completamente acuado. A diferença foi tão gritante que a impressão que dava era que o São Paulo estava jogando com um jogador a menos.

Estava evidente que sofreríamos o empate. Foram dois gols (bem) anulados, e veio o gol. E quase tomamos a virada. Verdade que poderíamos ter feito 2 a 0 se Tapia não fosse tão ruim e chutasse reto, na placa de publicidade, uma assistência perfeita de Calleri. Poderíamos ter feito 2 a 1 se Tapia, de novo, não chutasse quase fora do estádio outra assistência perfeita de Calleri.

Isso nos remete à dedução de que se tem algum culpado pelo empate deste sábado, como da última terça-feira, não foi Dorival, como não foi Roger nas outras partidas: foi a diretoria. A sequência de contratações buscando comissões na era Casares/Belmonte/Rui Costa e a sequência deste último, que em nada mudou o procedimento na Barra Funda. Aliás, não me parece ter feito outros acordões, mas o time paga o preço de cinco anos de verdadeiros crimes cometidos contra a instituição. Elenco pobre (na técnica, não no salário), causando irritação e frustração em 22 milhões de verdadeiros torcedores.

Imaginem ser Roger Machado estivesse no banco terça-feira. E se estivesse neste sábado. Não defendo Roger. Acho um dos piores técnicos dos que passaram pelo Morumbi nos últimos tempos. Mas o problema não reside do banco, mas na alta cúpula.

Sobre Luciano, não posso concordar com críticas feitas a ele por forçar o cartão e se livrar do jogo em Belém. Não foi isso. Ele estava pendurado e a contusão dele vem de há dez dias. Ele não deveria ter jogado contra o Millonarios, pois agravou a situação. Ele não deveria ter entrado em campo contra o Botafogo, pois com quatro minutos, pelo simples toque na bola para empurrar para o gol, estourou o músculo. Ele terá que ficar, no mínimo 15 dias parado, entre tratamento fisioterápico e volta aos treinamentos. A previsão que se dá para esse tipo de contusão é de 25 a 30 dias. Ele forçou o amarelo inteligentemente para se livrar dos cartões, já que ele não iria de qualquer maneira a Belém e voltar zerado de pois da parada para a Copa do Mundo.

Aliás, essa parada será maravilhosa para nós. Para ajustar o elenco e para Dorival conhecer os jogadores e montar o melhor time possível para chegarmos aos 45 pontos. É o que nos resta neste ano.

Arbitragem e ruindade adversária salvaram o São Paulo de outro vexame

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo vai aumentando suas proezas dentro do Morumbi. A mais recente foi nesta noite de terça-feira, pela tétrica Sul-Americana. Conseguimos empatar com o Millonarios da Colômbia, com requintes de crueldade. Doria, não contente com a falha no gol, fez um pênalti para completar a noite de bobagens, mas o colombiano jogou na Praça Roberto Gomes Pedrosa. E o juiz resolveu encerra o jogo quando o Millonarios partia para um contra-ataque, dois contra um (Luan), chance de quase 100 por cento de marcar e virar o jogo,

Pior, muito pior do que o resultado e os fatos, foi o futebol apresentado pelo São Paulo. O time continua um amontoado em campo, sem saber o que fazer para furar uma defesa fechada, sem saber como variar uma jogada, enfim, com um futebol nível Sul-Americana, série B da Libertadores, e, consequentemente, nível Série B do Brasileiro, ainda que Rui Costa e Harry Massis façam discurso de título numa das Copas (só sobrou a Sul-Americana) e classificação para a Libertadores pelo Brasileiro.

E é bom que eu concorde com eles, porque se eu repetir Crespo, que afirmou ser nosso objetivo atingir os 45 pontos no Brasileiro, posso ser demitido do Tricolornaweb e da Rádio São Paulo.

Evidentemente não vou tecer críticas para Dorival. Não foi ele quem comandou o time, mas Milton Cruz. Ou então ele não teria colocado Wendel para fazer a dobra na esquerda com Enzo Dias. Não que Wendel tenha sido pior que Ferreira. Mas isso escancara nosso elenco, de qualidade medonha, montada com contornos interesseiros por Rui Costa, nunca nos esquecendo de Carlos Belmonte e Júlio Casares. Às vezes vamos batendo nas moscas de momento, deixando no lodo as que já saíram (de direito), mas não de fato.

Em três meses (porque só temos mais três jogos e aí tudo por 45 dias para para a “tão sonhada” Copa do Mundo), vamos chamar Dorival de burro. Mas ele não tem culpa. É um técnico mediano, porém fizemos isso com Rogerio Ceni, Zubeldia, Fernando Diniz, Carpini, Crespo, Roger e outros tantos. Pode vir o Guardiola. Enquanto esses seres continuarem orbitando a diretoria e esse elenco continuar montado à base de interesse de comissões de empresários, ninguém vai colocar o time no caminho das vitórias. E nossa meta sempre será chegar aos 45 pontos no Brasileiro, nos esquecendo das Copas, porque não temos competência para nada.

Falar de crise é redundância. De abandono, redundânia ao quadrado. De time horrível e derrota, redundância ao cubo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, você não sabe o quanto é difícil eu escrever meus editoriais, comentários, em virtude do que estamos vivendo. Quando você pensa que há um fio de esperança para que as coisas melhorem, elas pioram a cada momento.

Quanto Carlos Miguel Aidar foi afastado (renunciou, e depois foi expulso do Conselho Deliberativo) e assumiu Leco, achávamos que seria o início de um novo horizonte. Vimos o que foi a gestão Leco. Aí chegou Júlio Casares, com ideias renovadoras, mostrando uma visão incrível de marketing e governança. Só que o fez tudo em benefício próprio. Dele e de sua corja. Ai entrou Massis. Agora vai. E está indo. Para o fundo do poço. Aliás, um poço sem fundo.

Que time foi esses que vimos em campo contra o Fluminense? Três laterais em campo, dois do mesmo lado. Wendel, que não é bom nem como lateral, sua verdadeira posição, foi colocado como meia, ou então como atacante pela esquerda para fechar o corredor. E tomamos um baile por ali, porque nem Wendel correspondeu, nem Enzo Dias segurou. Foi um horror.

Do outro lado um Lucas Ramon que voltou visivelmente sem as melhores condições, tendo que ser ajudado por Arthur o tempo todo para dar conta, e também não deu. O miolo de zaga numa disputa acirrada: Doria e Sabino tiraram no par ou ímpar quem seria o pior. Acho que acabou empatado em ruindade.

Danielzinho e Cauly são duas piadas de mau gosto. Aliás, Danielzinho até foi bem na mão de Crespo, formando o tripé com Bobadilla e Marcos Antonio. Mas agora está dando raiva vê-lo jogar. Diga-se de passagem, o paraguaio está surpreendendo e a diretoria está rezando para todos os santos para que ele faça uma grande Copa do Mundo pela Seleção do Paraguai e represente uma boa venda para os cofres do clube.

Falar de André Silva é perder tempo e mais uma redundância. Aí entram Ferreira, Tapia, Luan, Cedric (os 52 minutos). O que muda? Apenas os jogadores, porque o futebol continua sofrível

O Fluminense poderia ter aplicado uma sonora goleada no Maracanã. Perdeu contra ataques com chances claras, por tentativa de perfeccionismo, ou por pena do São Paulo.

Ah, claro, não posso deixar de falar de Milton Cruz. Pelos lados da Barra Funda, certamente uma das pessoas mais nocivas ao clube em todos os tempos. Mas continua sendo paparicado por essa diretoria funesta, cujo presidente – e isso descobri ontem – é são-paulino simpatizante, porque o coração é santista.

Realmente, o São Paulo virou terra de ninguém, largado à própria sorte, fadado a um melancólico fim. O que abnegados fizeram em 25 de janeiro de 1930 e, junto a outros, lutaram por 80 anos para construir e manter como um gigante, teve nos últimos 15 anos uma destruição total, a partir de Juvenal Juvêncio, passando pelos demais, chegando até hoje.

Torcer para o São Paulo é uma grande dureza.