Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, passamos mais uma vergonha. Depois de Collon, Defensa Y Justicia, Penapolense e outros que tais, agora foi a vez do Mirassol, time que trocou 18 jogadores e perdeu oito na pandemia, nos eliminar em pleno Morumbi.
Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não defendo a demissão de Fernando Diniz e que reconheço que o São Paulo tem um bom time, não um bom elenco.
Porém, a nova vergonha tem que ser direcionado a quem comanda. E nesse caso, em primeiro lugar, ao presidente Leco. Cinco anos à frente do clube e só o que fez foi fazer crescer nossa dívida sem conquistar um único título. É um presidente perdedor, incompetente, despreparado para o cargo. Aliás, disse um dia Juvenal Juvêncio que não indicaria Leco para sua sucessão pois ele não serviria nem para síndico de condomínio. Eu não chegaria a tanto, mas as evidências mostram que o errado sou eu
Também direciono essa responsabilidade a Raí, diretor Executivo de Futebol, que ganha um salário considerável (até onde sei perto de R$ 180 mil mensais), e Alexandre Pássaro (até onde sei R$ 130 mil mensais) para não darem um único título ao São Paulo.
Essa diretoria fez com que o São Paulo continuasse mergulhando no caos, no pântano, algo que começou com a eternização de Juvenal Juvêncio, passou pelo nefasto Carlos Miguel Aidar e culminou com o incompetente e perdedor Leco.
No pós jogo da Web Rádio São Paulo disse, e vou cravar aqui. Não vejo a hora de dezembro chegar, mas temo que não haverá mudança nos rumos. Júlio Casares, que hoje se diz independente, está no Conselho de Administração indicado por Leco e sempre votou a favor do presidente. Roberto Natel, que hoje se diz oposição, é vice-presidente. Ou seja, não abriu mão do cargo. Marco Aurélio Cunha, outro que se intitula como opositor, votou em Leco em 2017. Sobra Sylvio de Barros, que até onde sei, sempre atuou na oposição, mesmo sendo desconhecido do público.
Não estou com isso me contradizendo. Tenho afirmado – e depois que falei isso todos vieram na minha sombra – que nessa eleição não haverá situação nem oposição. Todos estão misturados. Mas os cabeças desta eleição não podem fugir da responsabilidade de em algum momento ter dado amparo e suporte para a administração Leco.
Agora, como temos feito nos últimos 12 anos, é hora de juntar os cacos e começar tudo de novo. Até quando viveremos essa sina?