Empate ridículo, nos deixa na briga do G-6. Tchau título!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate deste domingo com o CSA, no Morumbi, coloca o São Paulo, definitivamente, na briga pelo G-6 e fora do título.

Antes do São Paulo jogar contra o Santos eu escrevia aqui que aquele era o jogo que marcaria o objetivo do Tricolor: uma vitória apontaria nossa nau para a briga pelo título; qualquer outro resultado nos deixaria na briga pelo G-6. Ganhamos do Santos, do Atlético-PR, enfim, embalamos boas vitórias, mas aí começamos a tropeçar: Vasco, Grêmio (reserva em casa), Inter (reserva fora) e o incrível CSA dentro de casa.

Esse resultado, estando o São Paulo com o time completo, não pode indicar outra coisa se não a despedida da disputa pelo título. Aliás, o próprio técnico Cuca admitiu que as coisas ficaram difíceis.

Fosse outro o líder do Brasileiro, tipo aqueles costumeiros e conhecidos “cavalos paraguaios”, dez pontos seriam perfeitamente “tiráveis”. Já fizemos isso, outrora, com o Grêmio na liderança. Ainda perdemos o primeiro jogo do returno para eles, ficando a 11 pontos, faltando, portanto, 18 jogos. Sei que hoje são dez e faltam 19 jogos. Mas o líder é o Flamengo, com um time redondo, sobrando em campo contra todos. Salvo a aparição do “imponderável da silva”, que é o próprio futebol, e não teremos chance alguma

O time é o que estava em campo ontem no segundo tempo. Thiago Volpi; Daniel Alves, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Tchê Tchê, Liziero (Luan) e Hernanes; Antony, Pablo e Pato. Se esse time não conseguir ir bem e chegar dentro do G6, então não vou entender mais nada. Vai ter mesmo que desenterrar o sapo que está no Morumbi.

O São Paulo teve 30 chutes a gol. Marcou um num bate-rebate. Acho que é preciso treinar um pouco mais de pontaria. Não há outra explicação.

E que fique claro: não defendo a demissão do Cuca. Acho que o preço que pagamos por tanto tempo sem título está no fato de trocarmos tantos técnicos. São dois ou três por temporada. Temos que dar o devido tempo. Foram só cinco meses. Concordo que com esse time tinha que estar rendendo muito mais. Entretanto quero esperar para ver onde ele pode chegar. Ainda confio no trabalho dele.

Mesmo assim sei que o desânimo é grande. Por mais otimista que eu seja, entendo que não será possível conquistar o título em 2019. Que venha, então, ao menos a Libertadores. De preferência sem pré, direto na fase de grupos.

São Paulo tem um time, não um elenco

Amigo são-paulino, não é chorar pelos cantos, mas é constatar a realidade. O São Paulo tem um time, não um elenco. A sequência de resultados negativos, motivado pelos desfalques, provam que conseguimos montar um time titular muito forte para disputar o Brasileiro, mas que o elenco não responde à altura, quando é chamado.

Nosso departamento médico tem que ser cobrado por tudo isso. E foi tema central do meu editorial passado.

Dito isso, entendo ter explanado meu pensamento sobre o resultado de Porto Alegre. Convenhamos que jogar sem Daniel Alves, Hernanes, Antony, Pablo e Pato não é para qualquer um. Além deles, jogamos sem os primeiros reservas: Toró, Igor Gomes e Rojas.

Para piorar, Cuca, ao invés de fazer o simples, inventou colocando três volantes e deixando o time sem armador. No primeiro tempo esse sistema até funcionou um pouco, com a marcação pressão que foi feita e com Everton, muito bem no jogo, ganhando jogadas, indo á linha de fundo e cruzando para trás. Numa dessas jogadas, ele deu uma verdadeira assistência para Tchê Tchê que “isolou” a bola.

O “se” não faz parte do jogo, mas se fizéssemos esse gol, as coisas poderiam ser diferentes. Assim como “se ” o VAR não atrapalhasse, talvez saíssemos de lá com um empate. Até porque não foi pênalti, em hipótese alguma, o marcado pela arbitragem. Mas, de novo o VAR nos atrapalhou.

É fato, também, que o São Paulo não jogou nada no segundo tempo. Como sempre o ar acabou, o time foi dominado e viveu de contra-ataques, que não saíram.

E no fim a rodada foi horrível para nós. Se tinha sido boa, pelo empate do Corinthians pela manhã, ficou terrível com as vitórias do Flamengo e do Palmeiras.

A recuperação tem que começar contra o CSA domingo, para buscarmos os pontos perdidos de maneira tola no segundo turno.

Algo inexplicável ocorre onde sempre fomos referência

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, aquele setor que um dia foi referência mundial hoje nos deixa completamente intrigados pela atuação pífia: o Refis.

Não é de hoje que nossos jogadores tem lesões que, ou são mal curadas, ou levam uma eternidade para que isso ocorra. Mesmo assim, alguns que ficam longo tempo no Refis voltam sem a verdadeira condição física.

Temos tido exemplos constantes dentro do elenco. Se pararmos para analisar, alguns jogadores jogam três, quatro partidas e sentem lesão. Everton, Liziero, Hernanes, são alguns dos exemplos.

Outros ficam três meses para se recuperar de uma cirurgia – e nesse caso me refiro a Pablo -, voltam, por uma infelicidade cai em cima da perna, e fica parado mais um longo tempo. Já vamos para dois meses. Ele voltaria contra o Inter. Mas foi vetado pelo departamento médico.

Outro dia, após o jogo contra o Santos, Pato não treinou. Toró idem. O departamento médico do São Paulo disse que era algo à tôa, e que nenhum dos dois preocupava para o jogo contra o Ceará. Não jogaram contra o time do Nordeste, nem contra o Atlhetico-PR, nem contra o Vasco, nem contra o Grêmio e não jogarão contra o Internacional.

Hernanes ficou um tempão parado por conta de uma distensão. Voltou contra o Santos. Jogou 15 minutos e teve nova distensão. E já vamos para mais de um mês com ele parado. Pior: não se sabe quando ele volta.

Rojas, que sofreu uma contusão muito séria ano passado, exatamente em outubro, teve que passar por uma cirurgia e deveria retornar em março ou abril. Não voltou. Teve que fazer outra intervenção, por conta de um pino que estava em seu joelho e o incomodava. Então deveria voltar em setembro. Não voltou. Teve que fazer outra cirurgia e, quem sabe, volte a jogar entre fevereiro e abril do ano que vem. Ou seja: um ano e meio parado.

Depois de muitas críticas, o dr. Sanches, médico do São Paulo, deu entrevista ao Globo Esporte e explicou a lesão do Pato. Mas teve que “apanhar” muito da imprensa e da torcida para vir a público e explicar alguma coisa. E os demais jogadores? O que de fato tem acontecido? Por que não há transparência?

O São Paulo não é um órgão público que tenha obrigação de dar satisfação das coisas, mas por lidar com uma paixão profunda, que é o futebol, tem, sim, que dar explicação aos seus torcedores sobre o que ocorre no clube. Afinal, são esses torcedores que se viram, gastam o que não tem, arrumam um jeito de ir ao jogo, levar mais de 45 mil pessoas, em média, por jogo, no Morumbi, para apoiar o time. Esse torcedor merece, sim, explicação do que está acontecendo.

Houvesse um pouco de transparência, talvez todos nós entendêssemos o que de fato está acontecendo no Refis. E aqui englobo não só a Fisioterapia, mas também a preparação física e a equipe médica.

Não teremos Pablo, nem Pato, nem Hernanes, nem Toró, todos numa longa internação no Refis. Teremos Everton e Liziero. Se até sábado não sofrerem nenhuma contusão.

Alguma coisa está errada, e muito errada. E alguém tem que vir a público para dar uma explicação satisfatória a toda nação são-paulina.

Partida sofrível, de resultado catastrófico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo do São Paulo contra o Grêmio neste sábado, no Morumbi, foi sofrível, de um nível técnico melancólico e com resultado final catastrófico para nossas ambições. Jogando contra o time reserva do Grêmio, nossa obrigação de ganhar, que já existe por si só nos jogos em casa, quadruplicou de tamanho. Eu falava na transmissão, assim como no Jornal Tricolornaweb em toda esta semana, que usaria o dialeto “dilmês” para falar que nossa obrigação era ganhar ou ganhar. Se não ganhássemos, deveríamos ganhar. E se não desse para ganhar, então teríamos que ganhar. E não fizemos isso.

Cuca continuou mantendo na zaga Arboleda e Anderson Martins, quando eu entendo que seria melhor Bruno Alves. Mas o time não tomou gol. Então isso é o que menos importa nesse momento. Nosso problema está no meio e no ataque. Daniel Alves não fez uma boa partida. Aliás, pouco podemos exigir dele, que estava em férias até outro dia e não poupou esforços para jogar todas as partidas.

No ataque, originalmente, Vitor Bueno foi escalado como falso 9. Mas por ali apareceram o próprio Daniel Alves, Everton, Tchê Tchê. Entretanto faltou o algo a mais, aquele centro-avante que empurrasse a bola para dentro do gol. Com Pablo machucado, Raniel suspenso e Pato, que até poderia ser uma alternativa, também contundido, ficamos sem esse jogador. Falto a referência na área.

Quero deixar um parágrafo para falar de Antony. Jovem promisso valor do clube, desde que voltou da Seleção não rendeu mais nada. Não parte para cima do marcador, afunila todas as jogadas, nunca chega à linha de fundo. Cuca justificou, na entrevista pós-jogo, que há um turbilhão passando pela cabeça dele. Propostas do Exterior, filho que vai nascer, Seleção Brasileira e outras coisas mais. Ora, então se ele não está com seu emocional em dia, talvez fosse melhor deixá-lo no banco e colocá-lo durante a partida.

Bem, mas quem começaria? Toró foi para o Morumbi, mas sem condição de jogo; Helinho é uma piada. Então, não há que falar.

Não jogo a toalha, nem vou dos 8 aos 80 em fração de segundos; não acho que vamos lutar só pela Libertadores e tenho o título em mente. Mas reconheço que o resultado foi catastrófico para nossas intenções no Brasileiro. A recuperação terá que vir na próxima rodada, contra o Inter. Doa a quem doer. Só quero lembrar que iremos sem Antony (suspenso), Daniel Alves e Igor Gomes (com a Seleção Brasileira), quase certeza sem Hernanes, muito provavelmente sem Pablo e Pato. Então, não é doa a quem doer, mas seja o que Deus quiser.

Derrota tem a assinatura de Daronko, mas também da incompetência.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu um jogo, digamos, “perdível”, mais pela vitória que tivemos em Curitiba no meio de semana do que pelo adversário propriamente dito. Não jogamos bem, é fato, mas a arbitragem foi danosa demais e ajudou consideravelmente o Vasco a vencer.

Até o momento da expulsão o jogo vinha bem equilibrado. Se o São Paulo não jogava bem, ao menos impunha uma boa marcação que não deixava o Vasco ter as melhores ações.

Com 30 minutos de jogo, sem um jogador (Raniel expulso), Cuca deixou, num primeiro momento, Everton centralizado à frente e formou duas linhas de quatro. A primeira tinha Antony e Tchê Tchê pelo lado direito; Daniel Alves e Liziero pelo lado esquerdo. No primeiro contra-ataque, Daniel serviu Everton que quase marcou o gol do São Paulo.

Não entendi a razão, mas Cuca mudou a linha de quatro e adiantou Daniel Alves, trazendo Everton para compor essa linha. Isso aumentou a velocidade pelos lados, mas reduziu pelo meio.

No segundo tempo essa formação foi mantida. A única diferença foi que Antony, provavelmente orientado por Cuca, começou a partir para cima do marcador e dar boas opções ao time. Mas Anderson Martins, já amarelado, falhava muito; Leo, também amarelado, não atacava e errava na marcação. E foi exatamente numa jogada aérea, o forte de Anderson Martins, que sofremos o primeiro gol.

Para piorar as coisas, Antony sofreu uma entrada dura e saiu machucado. Em seu lugar entrou Vitor Bueno, que não conseguiu render nada pelo lado. Aí ele foi colocado como centro-avante e Daniel Alves passou a fazer aquele lado. Mas não demorou para o Vasco fazer o segundo gol, o que mataria de vez o jogo.

Como eu disse, não jogamos nada nem antes da expulsão, mas não posso tirar a assinatura de Anderson Daronko dessa derrota.

O mundo, no entanto, não está perdido. O Santos estava ganhando de 3 a 0 do Fortaleza, na Vila Belmiro, e cedeu o empate. Portanto, continua a apenas três pontos de distância. O campeonato está aberto e nós vamos brigar pelo título. Perder faz parte da competição, mas essa é apenas a segunda derrota que temos em 16 jogos. Continuo olhando o copo pela metade entendendo que ele está metade cheio, não metade vazio.

Na escuridão das imagens, uma vitória contra tudo e contra todos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, jogar contra o Patético Paranaense em Curitiba sempre é sinônimo de suspense. Nós sempre sabemos que alguma coisa poderá acontecer.

Lembram-se do que esses imbecis, que se acham um time grande, mas não conseguem ser médios, fizeram com Kaká? Lembram-se das armadilhas causadas para o São Paulo? Lembram-se da final da Libertadores, que queriam fazer lá, mesmo contra as regras? E depois de tomarem de 4 no Morumbi ficaram tentando impugnar o título? Lembram-se que por dois anos (os dois últimos) proibiram torcida do São Paulo lá e exigiram torcida única? Agora foi a escuridão, o jogo que só quem estava lá viu, com ingressos a R$ 150,00. Ou quem adotou uma estratégia, como eu, que não tive garantia de cabo de rede de internet para transmitir o jogo de lá e fui obrigado a “armar” com um amigo para ligar a câmera de seu celular por uma rede social privada e transmitir para mim o jogo. Assim pude transmitir na Rádio Tricolornaweb.

Esse mesmo Patético Paranaense, que tem no tal de Petraglia seu mentor intelectual, que pressiona tudo e todos, mais ou menos nos moldes que Eurico Miranda fazia em São Januário, para ganhar a qualquer custo. Talvez aí a explicação para não assinar com o Premiere e o jogo em que estava perdendo ir até 51, depois 53, depois 55 minutos.

Foi contra tudo isso que conseguimos trazer três pontos de lá. Se ficamos tantos anos sem conseguir vencer na Arena, agora já faz alguns anos que eles não conseguem ganhar de nós dentro do campo deles.

Cuca fez o que se previa: manteve Juanfran no banco, porque ele está fora de forma, e colocou Vitor Bueno no lugar de Pato/Everton/Toró. E Vitor Bueno acabou sendo o nome do jogo. Sem posição fixa, ele jogou aberto, no meio, como meia, como centro-avante, enfim, ocupou várias posições.

O Patético levou perigo no primeiro minuto de jogo. Depois o São Paulo equilibrou e passou a dominar a partida até marcar o gol. É bom que se diga que o Patético bateu muito. No primeiro tempo foram 15 faltas deles contra cinco do São Paulo. Mesmo assim o árbitro deu apenas um cartão amarelo para o zagueiro deles e um cartão para Reinaldo.

No segundo tempo o São Paulo continuou melhor, mas a entrada de Vitinho mudou o panorama do jogo. O Patético passou a fazer três contra dois pelos lados, pois sua jogada praticamente única é o cruzamento, e ganhar todas as jogadas sobre Igor Vinicius/Antony, Reinaldo/Vitor Bueno.

Cuca se viu obrigado a reforçar a marcação. Não adiantava mais sair para cima deles e deixar campo livre para os contra-ataques. Assim ele colocou William Farias para fechar o meio com Tchê Tchê; depois colocou dois laterais: Leo e Juanfran, tirando Liziero e Antony. Isso matou boa parte dos ataques deles, além do que, nos poucos cruzamentos que ainda conseguiam fazer, encontravam Arboleda e Anderson Martins muito bem posicionados, cortando tudo, ou Thiago Volpi em grande noite mais uma vez.

Dessa forma o São Paulo saiu de Curitiba com três pontos improváveis, pelo time que mandamos para lá e pelo histórico, mas que nos colocou definitivamente na briga pelo título, a apenas dois pontos do líder.

Efetivamente, ligamos a seta para o lado esquerdo e não pedimos passagem. Simplesmente passamos!

Na estreia, Dani já dá a vitória ao São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um domingo diferente no Morumbi. Não por causa do sol, do dia bonito, do jogo às 16h, do estádio lotado. Nada disso. Foi mesmo pelas estreias de Daniel Alves e Juanfran.

Apesar da infeliz ideia de lançar o terceiro uniforme bem no dia em que o mundo estaria vendo Daniel Alves de volta ao futebol brasileiro, a festa foi completa, incluindo a vitória sobre o Ceará por 1 a 0. Aliás, a ideia foi por demais infeliz mesmo. A imagem de Daniel Alves é tão forte e sua estreia foi tão importante – fez o gol que nos deu a vitória – que a camisa ficou em segundo plano.

Daniel começou nervoso – e confessaria isso após o jogo -, errando passes, perdendo domínio de bola, nada a ver com o jogador que aprendemos a admirar na Seleção da CBF.

Juanfran, por sua vez, mostrou que está sem ritmo, mas que será o dono da posição e nos fará um bem danado, pois marca certo e sabe ir ao ataque, além de contar com uma experiência invejável.

O São Paulo não jogou bem, apenas o suficiente para ganhar de 1 a 0. Teve uma defesa sólida, principalmente pela ótima partida de Anderson Martins. Tchê Tchê não conseguiu dar, à frente da zaga, a segurança que Luan dá. Liziero, retornando de longo tempo parado, também não foi bem.

Mas a decepção maior ficou por conta de Antony. O garoto pareceu inibido pela presença de Daniel Alves e, no início, tentou poucas jogadas agudas, preferindo sempre recuar a bola para o meia; depois, quando tentou partir para cima do marcador, perdeu todas as jogadas. Arriscou alguns chutes ridículos para o gol. Tem crético. E muito. Mas neste domingo ficou devendo bastante.

O gol de Daniel Alves foi bem trabalhado. Juanfran coloca a bola na diagonal para a área, o zagueiro falha, Raniel, o pivô, recebe de costas para o gol e arruma para Dani. Ele dá um toque, limpa a defesa e coloca no canto. Ou seja: mesmo nervoso, errando muito, fez o gol e nos deu a vitória.

Quero destacar aqui, também, Thiago Volpi. Mais uma vez ele foi fundamental, com três grandes defesas. Uma delas lembrou a de Rogério Ceni, na cobrança de falta de Gerard na final do Mundial de 2005. Mas, como dizem, um grande time tem que começar por um grande goleiro. E nós começamos.

Resumindo, Daniel Alves e Juanfran, que seriam o foco no jogo deste domingo, mostraram que chegaram para elevar o status do São Paulo. Com eles voltamos a nos agigantar. E sermos muito respeitados. Aliás, basta olhar na tabela. Mesmo com um jogo a menos que os demais, estamos em quinto, empatados com o Atlético-MG, mas perdendo por uma vitória. Estamos a três pontos do segundo colocado e a cinco do líder. O que quer dizer que se ganharmos do Athlético-PR quarta-feira, em Curitiba, chegaremos ao quarto lugar, empatados com Flamengo e Palmeiras, tendo desvantagem no número de vitórias para o time carioca e de saldo de gols para o Palmeiras. E ficaremos a dois pontos do líder Santos.

Para quem não conseguia ver uma luz no fim do túnel, parece que a claridade surgiu. E com muita força.

Vitória de um time sobre um time líder, com V maiúsculo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o que vimos no Morumbi neste sábado foi um jogo entre dois times que procuram jogo, que tem organização tática, variam seus esquemas no decorrer da partida e brilham, fazem o torcedor sair satisfeito do estádio. Melhor ainda quando a vitória sorri para o São Paulo. E, convenhamos, uma vitória com V maiúsculo.

Entendo que a torcida deve vaiar quando as coisas vão mal. Deve apoiar integralmente durante o jogo e, se for o caso, demonstrar sua opinião no intervalo e no final com vaias, se esse for o caso. Entretanto não entendi as vaias no final do primeiro tempo. Talvez tenha sido mais pelo fato de o São Paulo ter sofrido gol nos últimos minutos, do que propriamente pelo jogo.

O Santos teve mais chances que o São Paulo. Thiago Volpi fez uma defesa gigante; algumas bolas passaram raspando a trave. Mas o São Paulo também criou oportunidades. Mais do que isso, impôs uma marcação severa, praticamente dentro da área santista, impedindo que a saída de bola foi eficiente, como gosta Sampaoli. Algumas vezes estivemos muito perto de roubar a bola e fazer o gol.

Mas acho que Cuca entrou com o time errado. Por mais que eu tenha feito a leitura que ele queria velocidade com Toró e Everton e presença ofensiva com Pato e Raniel, entendo que Toró na direita não rende o que dele se espera e seria muito mais benéfico ter entrado com Hernanes.

O resultado negativo do primeiro tempo obrigou Cuca a ousar um pouco mais. Ele tirou Luan, recuou Tchê Tchê e colocou Hernanes. Adiantou o time e, em dez minutos, o São Paulo já tinha virado o jogo. Foi avassalador. Futebol digno de um time que quer disputar o título do Brasileiro.

Pato, num segundo tempo mais do que inspirado, além de ter feito um bonito gol (o primeiro), ainda nos brindou com um golaço, roubando a bola no meio de campo, partindo contra três, com arranque e técnica e fazendo o terceiro gol, praticamente definindo a partida.

Inegável que Raniel tentou dar emoção ao jogo, ao marcar um gol contra. Mas o São Paulo foi adulto e soube administrar a partida. Mais do que isso, o São Paulo foi um time que ganhou de um time que lidera o Brasileiro. E os dois apresentaram um futebol digno de um clássico San-São dos bons tempos.

Contratação de Daniel Alves é sinônimo de resgate do pensamento grandioso do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Daniel Alves é do São Paulo. Algo que poderia ser impensável há uma semana, se tornou real. E tenho convicção de que essa contratação é sinônimo de resgate do pensamento grandioso, gigante e vencedor do São Paulo. Voltamos aos bons tempos.

Para que o acordo fosse fechado, muita água rolou por debaixo da ponte. A partir de uma viagem detonada por muitos torcedores e conselheiros da oposição (e os muristas também), pela foto que Raí postou com a namorada em Roland Garros, passando pelo silêncio providencial de toda a diretoria para que nada vazasse, os encontros no CT da Barra Funda durante a estada da Seleção Brasileira ali para o treinamento na Copa América, os conselhos de Casemiro, Miranda, Militão e David Neres, a presença gigantesca de Raí, que é respeitado em todos os cantos do mundo.

Vi algumas pessoas questionando o tempo de contrato. Três anos e meio para um jogador com 36 anos é muita coisa. Ele vai acabar o contrato com 40 anos. Lembro que Zé Roberto foi contratado pelo Palmeiras com 39, jogou até os 42 em altíssimo nível. Por isso, não me afeto com essa questão.

Daniel Alves foi eleito o melhor jogador da Copa América. E não tenho dúvida em afirmar: é o melhor lateral direito em atividade no futebol mundial. Consequentemente, é o melhor lateral direito que o São Paulo terá depois de Cafu.

Não vou aqui dizer, com alguns afirmaram, que é a maior contratação da história do São Paulo. Se voltarmos ao passado – que não vi -, termos Leônidas da Silva, Zizinho; se voltarmos ao passado – que eu vivi – veremos Gerson, Toninho Guerreiro, Pedro Rocha. E por aí vamos. Épocas que o São Paulo tinha uma mentalidade vencedora. E vencia. Depois que passamos a ter mentalidade de vira-latas, nos tornamos alvo de chacota de torcedores rivais.

Não há como criticar essa diretoria neste ano de 2019. Trouxe Cuca, um técnico de ponta, que 98% dos torcedores brasileiros gostariam de ter em seus times; trouxe Thiago Volpi, o melhor goleiro que tivemos depois de Rogerio Ceni; trouxe Hernanes, unanimidade dos torcedores são-paulinos; trouxe Alexandre Pato, que se não era unanimidade, era vontade de imensa e massacrante maioria. E segurou as promessas. Agora traz Daniel Alves. É atitude de pensamento campeão.

Alguns reclamam do alto valor que será pago para um jogador de 36 anos. Prefiro que o São Paulo dispenda valores altos para Daniel Alves do que para alguns perebas aí que ganham 300, 400 mil reais por mês e não saem do Reffis. Quando saem, ficam no banco.

Contratar Daniel Alves significa dizer: queremos ser campeões. Voltamos a pensar como time grande, vencedor. Por isso, seja bem vindo, Daniel Alves. Obrigado Leco. Obrigado Raí. Vocês pensaram como deve pensar um dirigente do São Paulo. A torcida vai retribuir, podem ter certeza.

Depois da vitória obrigatória, veio a vitória importante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um grande resultado neste sábado, no Rio de Janeiro, ao ganhar do Fluminense por 2 a 1. Quando digo que temos, no Campeonato Brasileiro, obrigação de ganhar os jogos em casa e de empatar fora para pensarmos em título, coloco alguns que são “ganháveis” fora para compensar os “perdíveis” longe do Morumbi.

O jogo contra o Fluminense era um destes que tínhamos condição de ganhar. E ganhamos. Não foi do jeito que o são-paulino quer; não foi do jeito que um torcedor brasileiro exigente quer. Mas valeu pelos três pontos e isso é o que vai contar lá no final do campeonato.

Jogar contra times dirigidos por Fernando Diniz requer inteligência. Sabendo marcar e não caindo na arapuca que ele arma, a presa fica fácil. O São Paulo não fez o “abafa” no início para forçar o erro na saída de bola. Permitiu que o Fluminense fizesse o jogo dele, de toques de bolas, muitas vezes envolventes.

Mesmo assim saímos na frente do marcador. O gol de Reinaldo, com a colaboração do goleiro carioca, colocou o Fluminense em desespero. Ele já entrou na rodada na zona de rebaixamento e a derrota seria catastrófica.

Ao invés de ir para cima, se aproveitando da situação, o time voltou a recuar e deu muito espaço para o adversário. Em outras palavras, repetiu o que aconteceu no jogo contra o Palmeiras. O castigo veio. Depois de duas oportunidades, onde Thiago Volpi salvou o time, o empate aconteceu.

Cuca não mudou no intervalo, mas com dez minutos do segundo tempo sacou Hernanes e Pato e colocou Toró e Everton. O time voltou a ter velocidade e ganhou contra-ataques, sempre puxado por Everton.

Thiago Volpi ainda fez mais uma grande defesa, mas o São Paulo passou a ter mais domínio das ações e deixou de correr tantos riscos. E foi num contra-ataque, mais uma vez armado por Everton, que a sorte sorriu para nós. O pênalti marcado pelo VAR e convertido por Reinaldo não coroou uma grande apresentação, mas premiou a luta dos jogadores, que em nenhum momento desistiram do jogo. Apenas recuaram por determinação óbvia do técnico. Parece que os últimos acontecimentos na saúde de Cuca tiraram dele a vontade de vencer e encheram de medo seu modo se ser.

Entretanto, dormimos no G4, na pior das hipóteses acabaremos a rodada na quinta posição, ou seja, na mesma colocação que entramos. E, se olharmos a tabela, veremos que não perdemos há oito jogos. E mais: temos apenas uma derrota no Brasileiro. Então acho melhor abaixarmos um pouco as cornetas e olharmos o time com visão mais positiva.