Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bastaram 15 minutos para o São Paulo aplicar uma goleada na Chapecoense na noite desta segunda-feira, no Morumbi. Para quem não assistiu ao jogo e só ficou sabendo do resultado, vai imaginar que foi uma partida dos sonhos. Digamos que em partes sim.
Vi muitas críticas ao técnico Cuca pela apatia do time no primeiro tempo. E mais: que fez substituições para corrigir os erros que cometeu na escalação. Mas pergunto: deixasse, de início, Pato no banco para entrar com Everton ou Toró, não seria chamado de burro?
Cuca entrou com o que, entendo, o São Paulo tem de melhor. Exceção a Pablo, que está no departamento médico, o time é este que ele colocou em campo. A única surpresa foi a entrada de Igor Vinicius na lateral no lugar de Hudson. Mas houve explicação de Cuca após o jogo: “Hudson pediu para não ser fixado na lateral, pois é volante e é ali que quer jogar”. Mas acho que com isso perdeu a posição de titular, pois é apenas marcador e Luan vai muito bem e é o dono do posto de primeiro volante.
Pato e Antony passaram 45 minutos fazendo a diagonal errada, pois já a faziam na intermediária. A Chapecoense colocava todos os seus jogadores à frente da área e congestionava tudo por ali. Enquanto as laterais ficavam abandonadas, o jogo era truncado pelo meio. A Chapecoense teve mais domínio de bola que o São Paulo e chegou a ameaçar. Thiago Volpi foi exigido numa grande defesa.
Cuca percebeu a lentidão e os erros. Tirou Pato e Luan, recuou Tchê Tchê para primeiro volante, deu mais liberdade para Hernanes colocando Everton ao seu lado e Toró aberto na esquerda.
Foi um espetáculo. Em 15 minutos já estava 3 a 0. As substituições perfeitas: Everton faz a jogada para o primeiro gol de Antony; Toró marca um golaço; Raniel marca pressão, a defesa falha e ele marca o terceiro. Para coroar, no fim, Cuca coloca Vitor Bueno que marca o quarto gol. Ou seja: Cuca venceu a partida.
Mas será que é difícil jogar em alto nível a partida toda? Contra o Palmeiras fizemos 15 minutos de sonhos, marcando um gol, perdendo outros. Depois paramos. Contra a Chape fizemos 15 minutos de sonhos, depois de uma apatia coletiva. Depois, com consciência, administramos o resultado.
Se o time pode apresentar esse futebol que apresentou em pouco espaço de tempo, é porque tem o que evoluir. E isso me dá esperança que podemos, sim, chegar longe. Afinal, estamos apenas ultrapassando a metade do primeiro turno. Tem muita água para rolar embaixo desta ponte.
E meu destaque final para a estreia das transmissões dos jogos do São Paulo na Rádio Tricolornaweb. Os ouvintes que nos acompanharam entenderam que não queríamos competir com as narrações tradicionais. A ideia era nos posicionar ao lado dos ouvintes, que estavam assistindo o jogo no Premiere para bater papo, comentar o jogo. E o retorno da audiência foi gigante. Só posso agradecer e falar que é apenas o começo. Vem mais por aí.
Vamos São Paulo!