Em 15 minutos, São Paulo mostra que “pode”, se quiser.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bastaram 15 minutos para o São Paulo aplicar uma goleada na Chapecoense na noite desta segunda-feira, no Morumbi. Para quem não assistiu ao jogo e só ficou sabendo do resultado, vai imaginar que foi uma partida dos sonhos. Digamos que em partes sim.

Vi muitas críticas ao técnico Cuca pela apatia do time no primeiro tempo. E mais: que fez substituições para corrigir os erros que cometeu na escalação. Mas pergunto: deixasse, de início, Pato no banco para entrar com Everton ou Toró, não seria chamado de burro?

Cuca entrou com o que, entendo, o São Paulo tem de melhor. Exceção a Pablo, que está no departamento médico, o time é este que ele colocou em campo. A única surpresa foi a entrada de Igor Vinicius na lateral no lugar de Hudson. Mas houve explicação de Cuca após o jogo: “Hudson pediu para não ser fixado na lateral, pois é volante e é ali que quer jogar”. Mas acho que com isso perdeu a posição de titular, pois é apenas marcador e Luan vai muito bem e é o dono do posto de primeiro volante.

Pato e Antony passaram 45 minutos fazendo a diagonal errada, pois já a faziam na intermediária. A Chapecoense colocava todos os seus jogadores à frente da área e congestionava tudo por ali. Enquanto as laterais ficavam abandonadas, o jogo era truncado pelo meio. A Chapecoense teve mais domínio de bola que o São Paulo e chegou a ameaçar. Thiago Volpi foi exigido numa grande defesa.

Cuca percebeu a lentidão e os erros. Tirou Pato e Luan, recuou Tchê Tchê para primeiro volante, deu mais liberdade para Hernanes colocando Everton ao seu lado e Toró aberto na esquerda.

Foi um espetáculo. Em 15 minutos já estava 3 a 0. As substituições perfeitas: Everton faz a jogada para o primeiro gol de Antony; Toró marca um golaço; Raniel marca pressão, a defesa falha e ele marca o terceiro. Para coroar, no fim, Cuca coloca Vitor Bueno que marca o quarto gol. Ou seja: Cuca venceu a partida.

Mas será que é difícil jogar em alto nível a partida toda? Contra o Palmeiras fizemos 15 minutos de sonhos, marcando um gol, perdendo outros. Depois paramos. Contra a Chape fizemos 15 minutos de sonhos, depois de uma apatia coletiva. Depois, com consciência, administramos o resultado.

Se o time pode apresentar esse futebol que apresentou em pouco espaço de tempo, é porque tem o que evoluir. E isso me dá esperança que podemos, sim, chegar longe. Afinal, estamos apenas ultrapassando a metade do primeiro turno. Tem muita água para rolar embaixo desta ponte.

E meu destaque final para a estreia das transmissões dos jogos do São Paulo na Rádio Tricolornaweb. Os ouvintes que nos acompanharam entenderam que não queríamos competir com as narrações tradicionais. A ideia era nos posicionar ao lado dos ouvintes, que estavam assistindo o jogo no Premiere para bater papo, comentar o jogo. E o retorno da audiência foi gigante. Só posso agradecer e falar que é apenas o começo. Vem mais por aí.

Vamos São Paulo!

São Paulo empatou pela covardia do time em campo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a extrema covardia do time em campo fez com que o Palmeiras encontrasse um resultado, ainda que através de um gol “cagado”, mas fruto de sua insistência em campo.

O começo do São Paulo no clássico foi avassalador. O time foi para cima, mostrou jogadas que demonstravam práticas em treinos, com infiltrações pelos lados, pelo meio. Antony tinha descidas agudas, Hernanes municiava o ataque, Reinaldo apoiava pela esquerda, trocando de posição do Tchê Tche, Pato e Pablo alternavam posição na frete. Enfim: era um time jogando.

Tanto é que com 10 minutos abrimos o placar, em jogada de Hudson para Hernanes que cruzou para Pablo marcar. Antes já houvera ocorrido jogada semelhante, só que pelo lado esquerdo e envolvendo Pato.

Deu a impressão que aquele bom time que sabemos que temos e que está no papel sairia para a realidade. O tal quarteto mágico, com Hernanes, Pato, Pablo e Antony iria arrebentar.

Mas com 15 minutos o time começou a recuar, colocar a marcação atrás da linha de meio de campo e dar espaço para o Palmeiras. O adversário, por sua vez, passou a mandar no jogo. Começou a criar chances. Thiago Volpi defendendo. Viveu de contra-ataques, mas aí Pablo se machucou. Acabou o São Paulo.

A substituição feita por Felipão no intervalo, colocando Carlos Eduardo para jogar aberta, desmontou nosso sistema defensivo. Cuca tinha colocado Tchê Tchê para jogar pela esquerda, auxiliando a marcação, já que Pato não costuma voltar. Mas Hudson ficou vulnerável e, por mais que Antony se esforçasse para cobrir seu setor, o Palmeiras continuou envolvendo o São Paulo.

O São Paulo ainda teve duas chances: uma com Raniel, no comecinho do segundo tempo e outra com Pato. A primeira, gol absolutamente perdido; a de Pato, uma defesa gigantesca de Weverson. Fora isso, sobraram alguns contra-ataques, mas erramos todas as saídas.

Aliás, Thiago Volpi rifafa a bola para o meio do campo e, com um ataque completamente baixo, perdíamos todas. O Palmeiras envolveu, tentou, Volpi defendia. Mas uma infelicidade, Dudu chuta,a bola prensa com Reinaldo, sobe, cai de repente, Volpi falha e a bola bate na trave e entra. Nós somos vítimas de gols “cagados” do Palmeiras.

Mas aí fica a seguinte questão: onde estão os 21 dias de treinos? O que foi feito nesse período? O Palmeiras jogou quarta-feira pela Copa do Brasil, poupou cinco jogadores, e acabou o jogo voando, enquanto o São Paulo acabou o jogo morrendo Cadê a preparação física? Cadê o embasamento técnico/tático?

Meu Deus, até quando vamos ter que aguentar essa incompetência generalizada? O que acontece no São Paulo? Temos um ótimo time no papel, um dos melhores técnicos do País, e o time não anda.

Eu disse que não aceitaria outro resultado que não a vitória. E não aceito. A incompetência continua imperando e, se a coisa continuar assim, nem vaga para a Libertadores nós vamos conseguir.

Chegou a hora. Agora só aceito a vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, neste sábado, depois de mais de um mês, o São Paulo volta a campo. E terá pela frente um adversário que está diretamente na posição oposta a nossa: enquanto não vencemos há sete jogos, o Palmeiras ganhou as últimas sete partidas (estou me referindo só a Campeonato Brasileiro). Portanto, é o jogo do líder contra o nono colocado. Um time com 25 pontos e outro com 14.

Mesmo assim, com todos esses dados, não aceito outro resultado que não a vitória nesta sábado. Claro que há fatores que podem mudar minha opinião, tipo gol mal anulado do São Paulo, pênalti não dado a nosso favor, expulsão de jogadores do Tricolor, gol irregular do Palmeiras, enfim, são fatores que não podemos administrar.

Mas levando-se em conta que tudo vai correr normalmente, que a arbitragem será boa, que o VAR vai funcionar direitinho para os dois lados, só a vitória vai me convencer de que o trabalho começa a ser bem feito.

Entendia, após o jogo contra o Atlético-MG, que o São Paulo não deveria dar folga para os jogadores. Cuca deveria usar esse período da Copa América para treinar o grupo. Mas a justificativa de que jogadores seriam dispensados nesse período e outros chegariam para criar a Família São Paulo acabou me convencendo. Cuca disse que 20 dias seriam suficientes para isso.

Então tá. Não chegou o lateral que ele queria, mas Hudson cobre bem o setor. Chegou o centro-avante que ele pediu – Raniel -, mas entendo que Pablo e Pato farão melhor a função ali na frente, se revezando. Portanto, digamos, o time que ele tem nas mãos não é dos piores. Garanto que o São Paulo, se não tem o melhor elenco do País – e está longe disso – tem um time competitivo. E conta com a vantagem de disputar apenas o Brasileiro, enquanto outros tem que se preocupar com mais campeonatos.

Assim sendo, jogo no Morumbi, com torcida única, depois de 20 dias de muito treino, só pode ter um resultado: vitória. Se não ganhar, afastados os fatores que citei acima, serei um corneteiro a bradar meu instrumento por aqui.

Precisamos buscar o novo. Estamos fartos de oportunistas de plantão.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos a um ano e meio da eleição presidencial, mas a movimentação nos bastidores da política do clube são gigantescos. Nomes e mais nomes começam a surgir. Muitos são postulantes, poucos – ou nenhum – pode mudar alguma coisa caso venha ser eleito.

Tenho sido questionado aqui no nosso portal, ou nas redes sociais, em público ou por mensagens diretas, sobre o que penso de novas forças políticas, novas lideranças dentro do São Paulo. Tenho respondido a todos que hoje não consigo enxergar no horizonte algum nome que possa mudar esse quadro. Não por não haver alguém, no Conselho Deliberativo – só conselheiro pode ser candidato à presidência – em condição de encarar uma candidatura maior e ser uma cabeça nova à frente do clube. Mas por não ter visto até esse momento alguns nomes em quem deposito extrema confiança manifestarem esse desejo.

Perdoem a falta de modéstia, mas vou começar a usar a força que o Tricolornaweb exerce entre conselheiros para sugerir a algumas pessoas a candidatura. Não quero correr o risco de chegar em dezembro de 2020 e ver algum oportunista de plantão, político de raiz, assumir a presidência do clube.

Existem, sim, pessoas de ambos os lados, ou seja, da situação e da oposição, jovens de idade e de pensamento, que podem arejar aquela sala de vidros do Morumbi e resgatar o São Paulo que sempre quisemos ver de volta. E notem que nesse momento não estou me importando se é da situação ou da oposição. Como eu disse, há bons nomes, no terreno que procuro, para assumir a condução do clube.

Não podemos mais ficar nas mãos de pessoas que só querem se aproveitar do clube, que em algum momento tenham se envolvido em alguma operação duvidosa e que venham trazer mais vergonhas ao clube.

Tenho, sim, repito, nomes dos dois lados. Não vou falar, pois, como já disse, não me constam que sejam candidatos e poderia, se tornasse público, causar algum mal-estar a eles. Mas estarei de olho na movimentação política dos bastidores, torcendo para que alguns captem minha mensagem telepática e comecem a pensar nessa possibilidade. Chega da mesmice. Chega de incompetência.

Mudanças esperadas, mas o “novo” ainda está distante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o elenco se reapresentou nesta segunda-feira e algumas decisões foram tomadas: Biro Biro teve seu contrato rescindido; Nenê, Jucilei e Bruno Peres foram liberados para procurar clubes. Atitudes tomadas nesta segunda-feira, mas que poderiam ter sido feitas há dez dias. Afinal, para quem está com dificuldade para pagar as contas e até atrasando direito de imagem de alguns jogadores (informação da Folha de São Paulo), ter dez dias a menos de salários – altos, diga-se de passagem – já ajuda.

Mas esses afastamentos não se traduzem em novidade. Não era segredo para ninguém que estes jogadores não estavam nos planos de Cuca, assim como não estão Willian Farias, Everton Felipe e alguns outros que deverão ter o destino longe do São Paulo.

Mas onde está o “novo”? Não me refiro a alguma venda ou dispensa de jogador, mas de contratação. Ninguém chegou. Enquanto do outro lado do muro do CT, onde sobram dinheiro e jogador, ainda assim trouxeram Ramires, do lado de cá continuamos com o mesmo elenco, só um pouco mais fraco. Sim, pois acredito que Nenê poderá fazer falta, já que tem entrado em alguns jogos e ajudado o São Paulo com assistências.

Aliás, quero voltar em Biro Biro. Que contratação, heim Raí? Que visão de futebol! Contrata um cara que, em seis meses, jogou 49 minutos. Essa daí vai ter que ser muito bem explicada. Se é que existe algum argumento par tal.

Com isso quero dizer que as promessas não vingaram. Aquela história de dar folga ao elenco para formar a família São Paulo, ou seja, na volta os excluídos já teriam seus destinos fixados, além de que os reforços pedidos por Cuca se apresentariam junto dos demais jogadores, não foi concretizada. A tal reformulação no departamento de futebol se prendeu a três nomes: preparador físico, analista de desempenho e funcionário agressor de torcedor. E só.

Mas, como disse no editorial anterior, torcedor que sou do clube da fé, continuo vendo aquela luz no fim do túnel. Ainda que quase apagada, tenho óculos para vê-la. Espero que não seja o farol do trem.

A folga dos jogadores acabando e nada mudou no São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a inércia se manteve e o São Paulo permaneceu imutável. Segunda-feira o elenco estará de volta e tudo aquilo que se falou quando foi decidido o período de folga do elenco, não se cumpriu.

Na última entrevista coletiva de Cuca, após o empate frente o Atlético-MG por 1 a 1, em Belo Horizonte, foi usado o termo “família São Paulo”, dando sentido a essa pausa. Mais do que o descanso, o que se interpretou é que a diretoria faria os ajustes no elenco durante a pausa para a Copa América. Cuca, inclusive, foi repreendido quando deixou escapar que alguns jogadores, cientes que sairiam, estavam desgostosos e isso contaminava o elenco.

O que se imaginava era que uma grande reformulação seria feita no departamento de futebol, incluindo, principalmente, saída de jogadores. Nomes como Bruno Peres, Jucilei e Nenê eram dados como certos. Biro Biro, William Farias também estavam na mira da porta da rua.

Mas o que mudou? Carlinhos Neves pediu demissão e saiu. Pedro Campos, que já estava no clube, assumiu. O analista de desempenho, Romildo Lopes, foi demitido. Aliás, isso serviu para esquentar os bastidores políticos, pois colheram fotos e publicações dos analistas que ficaram, principalmente Luis Felipe Batista, jurando amor ao Corinthians. Apostam que os outros dois que ficaram também são corinthianos e que Romildo era o único são-paulino no departamento.

Aliás, vou abrir um parênteses nessa questão. Sequer levei a sério esse barulho. Afinal, se no Conselho Deliberativo há corinthianos, palmeirenses e santistas, por que razão num lugar onde o ambiente é profissional não pode ter?

Voltando ao tema principal, segunda-feira as portas do CT de Cotia se abrirão e o elenco estará de volta. Sem qualquer mudança significativa. Como eu disse no começo, a inércia continua se fazendo dominante pelos lados do São Paulo. E isso faz aquela pequena luz que eu teimo em enxergar lá no fim do túnel fique cada vez mais fraca, quase sumindo. Que tristeza!

Parada será importante para remontar o São Paulo e pararem as desculpas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate do São Paulo em Belo Horizonte não pode ser tido como um resultado ruim. Quantas vezes, em boa situação, conseguimos ganhar do Atlético-MG no Independência? No atual estágio, com o time completamente desfigurado, trouxemos um ponto importante.

E poderíamos ter ganho o jogo. Deixando de lado o golaço que Pato iria marcar, mas a bola passou raspando; deixando de lado, também, uma grande defesa de Thiago Volpi; vou me prender às duas bolas que entraram: a do Atlético-MG triplo impedimento; a de Pato, jogada normal. Inacreditável que o VAR encontrou um raspão da bola em Toró para validar o gol. Pior ainda o comentário do tal Sálvio Espíndola – que tantas e tantas vezes prejudicou o São Paulo quando era árbitro – dizendo que o Toró fez o movimento de quem ia dar um chutão e isso já caracterizava um passe e, portanto, nova jogada. Impressionante como encontram explicações esdrúxulas para justificarem o roubo contra o São Paulo.

Portanto, não houvesse ocorrido esse assalto, o São Paulo até poderia ter saído de BH com a vitória. E, convenhamos, não jogou tão mal quanto nas últimas partidas. Teve um início de muito equilíbrio, foi dominado a partir do final do primeiro tempo, mas recuperou-se no segundo.

Cuca mexeu bem no time, tirando o infrutífero Toró (assalto ou não, ele nunca poderia ter furado aquela bola do gol) e o já sabidamente fraquíssimo Igor Vinicius, voltando com Igor Gomes e Everton felipe. Hudson foi para a lateral, Hernanes ficou um pouco mais atrás, como segundo volante, e Igor Gomes ocupou a posição de meia.

O time ficou mais leve e rápido. Mas o crescimento veio com a entrada de Nenê. Jogando como um verdadeiro meia, aproximou-se de Pato, fez a jogada perfeita com assistência para o centro-avante marcar o gol de empate.

Depois do jogo, na entrevista coletiva, Cuca disse que dará férias de nove dias aos jogadores, pois isso fará com que o grupo fique mais familiarizado com ele e entre os próprios jogadores. E que 20 dias serão absolutamente suficientes para treinar e entrosar o time. Lembrou que é a primeira vez que terá tempo de planejar algo, desde que chegou ao São Paulo.

Espero que ele esteja certo. Deposito minha total confiança em seu trabalho. Continuo avaliando Cuca como um dos melhores – se não o melhor – técnicos do País. Não desaprendeu a trabalhar. E, ao dar férias para os jogadores e entender que o tempo restante será suficiente para o trabalho, não terá mais condição de dar desculpas.

Nosso elenco não é dos piores; nosso time titular está entre os melhores. Estou confiante que a volta da Copa América trará um São Paulo diferente, pronto para a recuperação no Brasileiro. Ainda dá tempo. Apesar da longa distância para o líder, estamos apenas na nona rodada, ou seja, antes da metade do primeiro turno. Vamos ter fé!

A mesmice do São Paulo não tem fim

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a mesmice do São Paulo é algo patente, que parece infinita. E sempre para o lado negativo. Vamos adicionando “proezas” em nossa caminhada de 2019. Depois de sermos eliminados pelo Talleres (quem?) na primeira rodada da pré-fase da Libertadores, dentro do Morumbi; depois de sermos eliminados pelo “forte” Bahia na primeira rodada da Copa do Brasil e termos ficado apenas com o Brasileiro, conseguimos empatar com o Avaí, lanterna isolado do campeonato.

Alguém pode até argumentar: “conseguimos um ponto fora de casa”. Mas vou lembrar que só conseguimos um ponto dentro de casa contra o tal Bahia. E mais: vou afirmar que só não perdemos, de novo, graças a Thiago Volpi, com duas grandes defesas.

Do outro lado, que me lembre, um único chute na direção do gol, de Reinaldo, aos 33 minutos do segundo tempo. E nada mais.

A característica do time não muda. Toró e Everton (depois Calazans), que devem jogar abertos, afunilam; Reinaldo afunila; Hudson quase não desce, mas quando o faz, também vem para dentro. É um time que não joga pelos extremos do campo, o que pode explicar a dificuldade que tem para furar retrancas.

Pato, que deveria ser o cara pelo lado, tem que ser usado pelo meio, porque não temos centro-avante. Pablo talvez seja esse cara, mas só saberemos disso depois da Copa do Brasil. Então Pato luta com suas dificuldades, tentando encarar os zagueiros ou fazer a barreira, jogando de costas para arrumar para alguém chegar batendo. Mas quem é esse alguém? Seria Hernanes, que não estava em campo. Vitor Bueno, Tchê Tchê e Luan não deram um único chute, mesmo que fora do gol. Então não existe esse alguém.

Não vou entrar na seara dos que defendem a demissão de Cuca. O cara não teve tempo para nada. Ficar demitindo técnico após dez jogos sem vitória justifica essa diretoria falida, que se esconde nessas demissões para colocar uma blindagem na sua incompetência. É sinal de time pequeno, que fica trocando técnico toda hora para evitar o rebaixamento. O São Paulo ainda não é isso.

Acho que vamos perder do Atlético-MG na quinta-feira, mas já nem estou mais ligando para isso. Espero que a Copa América seja altamente benéfica para Cuca e a diretoria se acertarem, contratarem os tais lateral e centro-avante, dispensarem os excessos e ajustar o time para a volta do Brasileiro. E nosso retorno será contra o Palmeiras, no Morumbi. Já aviso: não vou aceitar outro resultado que não a vitória. Pois não haverá mais justificativa para fracasso.

Mais uma partida ruim. Mais um resultado horrível.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a sina não para, a fase não passa. Quem assistiu apenas o início da partida deste domingo no Pacaembu achou que o São Paulo iria ganhar com facilidade do Cruzeiro. Começou jogando bem, com boa movimentação na frente, uma ótima enfiada de Reinaldo para o gol de Pato.

Mas foi instantâneo: marcou o gol, recuou e parou de criar. Inexplicavelmente o time deixou de jogar e permitiu ao Cruzeiro, como dizem os boleiros, “gostar do jogo”. Enquanto o São Paulo não conseguia fazer mais nada, o Cruzeiro começou a criar oportunidades. Não fosse a presença de Thiago Volpi em ao menos dois lances, e já teríamos tomado o empate no primeiro tempo.

Pato era o único que conseguia produzir alguma coisa. Hernanes uma figura morta em campo; Toró, como sempre, um cemitério de jogadas; Vitor Bueno até fez alguma coisa, mas muito pouco para ser destaque; Luan e Tchê Tchê não se entendiam na cabeça de área e deixara Bruno Alves e Anderson Martins vulneráveis.

Cuca tentou mudar alguma coisa, tirando Hernanes no intervalo e colocando Igor Gomes. Não adiantou muito. Por mais que o garoto tivesse mais movimentação e um pouco mais de participação no jogo, não foi aquilo que todos esperavam e o time ficou carente de um meia, de um jogador que pudesse colocar a bola nos pés, acalmar o jogo quando necessário, acelerar quando é preciso.

O gol de empate do Cruzeiro saiu quando Thiago Volpi já tinha feito uma outra grande defesa. A falta, cometida por Hudson perto da meia lua (ele era lateral), foi espetacularmente bem cobrada por Thiago Neves, indefensável para Volpi.

Cuca tirou Vitor Bueno e Hudson para colocar Calazãns e Igor Vinicius. Para mim errou, pois deveria ter tirado Toró. Igor Vinicius foi colocado para dar mais ofensividade na lateral. Ele realmente foi para a frente. Tanto que tomou uma bola nas costas e teve que apelar para a falta, sendo expulso com justiça.

E o São Paulo, um catado em campo, não conseguiu vencer de novo, dentro de casa. A torcida, pouco mais de oito mil pagantes, vaiou, xingou Leco, continuou protestando. Legitimamente.

E Cuca diz que vai buscar duas vitórias lá fora, contra Avaí e Atlético-MG. Eu vou torcer, vou acreditar, mas é claro que ele está jogando para a torcida. A esperança que eu tinha de estar no G4 até a parada para a Copa América, já estou perdendo. E assim caminhamos, com um campeonato só, não conseguindo ganhar de quem joga três torneios e poupa alguns jogadores. Triste sina do São Paulo, que existe há 11 anos e, ao que parece, vai continuar.

Já tínhamos a derrota. Fomos em busca da humilhação. Conseguimos. Vergonha!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo vai colecionando humilhações, uma atrás da outra. Conseguimos a segunda este ano (para ser bonzinho): jogamos apenas duas partidas na pré-fase da Libertadores e duas na primeira fase que participamos da Copa do Brasil. Agora, enquanto nossos adversários jogam três competições (Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores ou Sul-Americana), nós só teremos o Campeonato Brasileiro para disputar.

Não faz muito tempo ouvi nos corredores do Morumbi a preocupação com a questão das finanças. O clube projetou chegar longe na Libertadores e ganhar muito dinheiro. Caiu logo de cara e teve que se readequar. Projetou ir longe na Copa do Brasil e caiu de cara. O que vai fazer agora? Vender as promessas?

Mas vamos ao jogo desta quarta. Cuca errou de novo. Já errou semana passada e voltou a fazer bobagem. Apostar num ataque com Helinho, Toró e Everton só pode ser piada de mau gosto. Pato é o cara para jogar aberto, mas foi ele mesmo, Cuca, quem disse que ele seria o 9. Aí deixa Pato no banco para coloca Toró que, como centro-avante, não pegou na bola. Helinho ainda deu dois chutes a gol. E foi só. Perdeu as demais jogadas. Aliás, Helinho entra cansado em campo. Depois sai chorando.

Aí no intervalo Cuca mexe no time e coloca Pato no lugar de Everton, que sentiu tontura. Toró passa pelo lado esquerdo e consegue piorar sua participação. Se pelo meio não pegou na bola, pelo lado do campo pegou bastante, mas perdeu todas as jogadas.

As mexidas de Cuca foram para colocar o time para a frente, eu entendo isso. Mas ele não pode entrar com Igor Vinicius, que é horrível. Ele mata Hudson que é um jogador burocrático como volante, mas que se encaixou bem na lateral direita.

Arboleda fez, talvez, sua pior partida com a camisa do São Paulo. Se foi sua despedida, foi melancólica. Perdeu todas para Gilberto e ainda foi expulso por tomar um drible do “agil” Fernandão. Bruno Alves mergulhou ladeira abaixo acompanhando seu companheiro de zaga.

Hernanes, que outrora foi um craque, esqueceu de jogar. Ou está em posição errada. Mas o fato é que o Profeta que aprendemos a admirar ficou no passado e nessa volta ainda não deu as caras.

Enfim, como eu disse no título, a derrota nós já tínhamos e iríamos em busca da humilhação. Ela foi alcançada. Mais uma no ano. Obrigado presidente. Obrigado diretoria. Obrigado comissão técnica. Obrigado elenco. Obrigado todos que fazem o São Paulo por nos darem essa humilhação vergonhosa como presente.

Ah!, em tempo. Por favor, nem pensem em demitir o Cuca. Ainda é o melhor do País. Qualquer outro que pudesse vir seria pior do que ele.