Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, se temos algo a comemorar neste domingo é que continuamos no G4, apesar do desastre de Itaquera. A situação ficou um pouco mais complicada porque o Internacional ganhou e agora, empatado em pontos com o São Paulo, tem apenas cinco gols a menos de saldo do que o Tricolor. Digo “apenas” porque um time que toma de seis dos reservas do Corinthians não pode considerar uma diferença destas alta, ainda que nossos próximos adversários sejam o Figueirense, no Morumbi, e o quase já rebaixado Goiás, em Goiânia.
Tudo o que elogiei Milton Cruz na quinta-feira ruiu neste domingo. Sei que ele não tem culpa do Ganso ter sentido uma contusão. Mas por que o Wesley? Não era a hora de vermos o Daniel? E por que, apesar de estar perdendo por 3 a 0 no primeiro tempo, voltou para o segundo com Luis Fabiano no lugar de Rogério, que era o atacante que fazia alguma coisa que preocupasse a defesa corinthiana?
Também escrevi, lá atrás, que Rodrigo Caio e Lucão formavam a melhor dupla de área do São Paulo – claro, pelos jogadores que tempos no elenco e considerando Breno machucado -. Mas hoje fiquei me indagando: o Lugano que é muito velho e não pode jogar nesta defesa ou o Lucão que é muito novo e não pode jogar no time titular?
E o Carlinhos, um dos jogadores mais criticados pela torcida – não por mim -, acaba sendo o melhor do time, marcando o gol e sofrendo o pênalti. Não sei se Luis Fabiano pipocou ou se Kardec foi muito incisivo para fazer a cobrança. Mas se foi a segunda opção, que fosse incisivo até o fim, não desse aquele chutinho nas mãos do goleiro.
Uma coisa é certa: Ganso faz falta ao time. Pode ser morto, lento, pouco participativo, mas com ele em campo o time cria alguma coisa. O que foi criado neste domingo? Ficamos na dependência de Michel Bastos e Wesley para isso. E foi o que vimos. Um horror. Por isso sou radicalmente contra a saída de Ganso. Ele pouco participativo é melhor e mais útil que todos estes que estão aí.
Depois desta goleada a situação do vice-presidente de Futebol, Ataíde Gil Guerreiro, também ficou delicada. Já há quem diga no clube que ele fica somente até o final do ano. Tem como meta entregar o time classificado para a Libertadores. Eu era defensor de sua presença no cargo, mas a esta altura já acho que seu prazo de validade está vencido. Então, se o fim está próximo, que não seja ele o responsável pela contratação do novo técnico. Deixe com Leco, pois não podemos nos dar ao luxo de ter um técnico com apoio do vice-presidente, que virará ex-vice, e não contar com a simpatia do presidente. Será outro Doriva da vida, só que em papéis trocados.
Sei que estou chato, cheio de perguntas e cobranças, mas também não posso deixar de fazer alguns agradecimentos pelo 2015 que tivemos: ao ex-presidente Carlos Miguel Aidar, responsável maior por este ano trágico, com corrupção, comissões, namorada, e outras coisas. Aqui incluo seus principais vice-presidentes. Também ao ex-presidente Juvenal Juvêncio, que rasgou o regimento interno, se perpetuou no poder, fez o São Paulo descer do degrau em que estava, acima dos nossos rivais e para completar a lambança fez de Carlos Miguel Aidar presidente, o pior, certamente, da história do São Paulo. E aos conselheiros que aceitaram passivamente tudo isso, dando, inclusive, seus votos para eleger Aidar. Os senhores, muitos que viraram oposição e hoje voltaram ao poder, também são responsáveis.
Mas não vou deixar de fora o elenco. Um time que num ano toma de 3 e de 4 do Palmeiras, duas vezes de 3 do Santos e de 6 do Corinthians vai ficar marcado por ter feito parte das maiores vergonhas do nosso clube. Rogério Ceni não merecia isso. Melhor seria ter parado ano passado para não se misturar a certos jogadores que tem sangue de barata nas veias.
Para encerrar, como gigante é gigante, tudo isso aconteceu e nós continuamos no G4. Esse elenco não merece ir para a Libertadores. Mas a instituição merece. E, por ser gingante, ainda acredito que iremos. Vou torcer muito para isso, pois não é hora de torcer contra para termos mudanças. Elas terão que acontecer, de uma forma ou de outra. E estaremos aqui, torcendo muito, mas cobrando mais ainda.