Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo mostrou em Rosário que sua camisa entorta varal. Segurou a pressão, uma arbitragem caseira – no primeiro tempo -, jogou com um a menos desde os 36 minutos do primeiro tempo, e saiu com um empate. Não seria nada injusto se conseguisse a vitória, pois não se acovardou em nenhum momento e teve chances de gol.
Quando, no começo da semana, vieram as notícias que Diego Aguirre escalaria três zagueiros e três volantes, fiquei um tanto decepcionado, pois odeio esquemas defensivos. Mas entendi que nosso momento, que já vem de dez anos, é tão cruel e difícil, que precisamos urgentemente de um título, por menor expressão que tenha, para voltar a nos dar força e moral. Então aceitei a tese, jogando por um empate em Rosário para decidir aqui no Morumbi.
Aguirre posicionou bem o time, com tudo muito definido. Arboleda era o líbero, ficava lá atrás, enquanto Militão e Rodrigo Caio arriscavam algumas descidas. Regis e Reinaldo abertos e avançados, com Jucilei sendo o leão de chácara da defesa, tendo Petros ao seu lado e Liziero liberado para ir à frente. Essa postura permitiu que o São Paulo segurasse a pressão natural do dono da casa, que vai para o abafa nos primeiros 15 ou 20 minutos.
Então os problemas começaram a acontecer. A contusão de Reinaldo logo a 16 minutos quebrou o sistema que Aguirre havia desenhado para o time. Ele, então, passou Liziero para fazer a ala esquerda e Lucas Fernandes entrou no lugar de Reinaldo. Li algumas críticas à substituição no momento que ela foi feita. Alguns torcedores entenderam que Cueva deveria ter entrado. Errado. Cueva não marca ninguém e ali precisávamos de alguém que pudesse fazer a função que vinha sendo desenvolvida por Liziero.
Após a expulsão absolutamente injusta de Rodrigo Caio, Aguirre formou duas linhas de quatro, mantendo apenas Trellez mais adiantado. A pressão aumentou e aí começaram a se destacar Arboleda, que foi um monstro; Militão, que fez a melhor partida com a camisa do São Paulo; Nenê, pela experiência e técnica, além de Liziero, Petros, Jucilei, Régis, enfim, o time todo jogou para suprir a ausência do zagueiro que foi expulso.
No segundo tempo o São Paulo começou a administrar a partida e arriscar o ataque. Durante todo o tempo não deu para perceber que o time tinha um jogador a menos, pois jogava de igual para igual com o Rosário. A entrada de Bruno Alves foi precisa, para aumentar a altura na área defensiva, já que essa era a única jogada dos argentinos. Então Militão, que foi cobrir a lateral direita com a saída de Regis, era muitas vezes o terceiro zagueiro, enquanto Petros cobria esse lado do campo.
A entrada de Valdivia no lugar de Trellez seria para explorar a velocidade dele e de Lucas Fernandes, com Nenê mais centralizado. Seriam contra-ataques rápidos. O Rosário não deu chance para isso, mas acabou sucumbindo ante a forte marcação do São Paulo, que ainda teve uma bola na trave num chute de Nenê de fora da área.
A lamentar as cenas proporcionadas pelos torcedores argentinos, de puro racismo. O mínimo que espero é que o presidente Leco faça uma representação na Conmebol exigindo punião ao Rosário Central. Mas esperar isso de Leco é demais. Fomos prejudicados no primeiro tempo por um árbitro caseiro. Não temos força alguma na Conmebol. Aliás, não temos força alguma em qualquer federação. Nosso presidente, quando vai às reuniões, vai embora mais cedo por compromissos assumidos. Então temos que depender unica e exclusivamente a força do grupo, e da torcida, para revertermos situações adversas. Felizmente, desta vez, o quadro não está tão feio assim e ganharemos aqui o jogo da volta, tenho certeza.