Mais uma derrota igual as outras

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Corinthians, de novo, em Itaquera. Mas eu pergunto: em que essa derrota foi diferente das outras? E quando pergunto das outras me refiro ao próprio Corinthians e ao Bahia, nesta última quarta-feira?

O São Paulo domina o jogo, tem maior posse de bola, mas não consegue furar o bloqueio adversário. Pior do que isso: não chuta no gol, ainda que a meia distância.

Cuca está errando, no meu modo de ver, no desenho tático do time. Antony ia bem quando jogava aberto, buscando o confronto com o lateral e partindo para dentro da área pelo lado do campo. Hoje ele joga centralizado e o lado direito fica por conta de Igor Vinicius. Meu Deus!

Do lado esquerdo Everton também joga pelo meio e o lado fica por conta de Reinaldo. Meu Deus!

Para completar, esse monte de gente embolada só facilita a marcação de quem está fechado, porque fica um mar de pernas no mesmo lugar e ninguém chega a lugar nenhum.

Neste domingo ficou muito clara essa situação. Hudson e Tchê Tchê vinham com a bola, trocavam passes de meio metro entre eles, Reinaldo se apresentava ao lado dos dois. Aí tinha uma linha de marcação do Corinthians, com quatro ou cinco jogadores. Atrás desta linha estavam Pato, Antony, Everton, Vitor Bueno. A bola não chegava neles. Quando Hernanes entrou, ele também passou a ficar atrás da linha de marcação do Corinthians. Ou seja: nosso meio e nosso ataque ficavam encaixotados entre a marcação de meio de campo e a defesa do Corinthians.

Isso foi assim contra o Bahia. Vai ser assim, de novo, na quarta-feira e tantas vezes quanto o adversário jogar fechado como fizeram Bahia e Corinthians.

Portanto o resultado foi absolutamente justo. O São Paulo não fez nada, absolutamente nada que pudesse nos fazer acreditar que uma injustiça havia acontecido no marcador. O juiz, por sua vez, tentou aprontar, mas foi impedido pelo VAR. Então nem da arbitragem podemos reclamar, a não ser que queiramos achar pelo em ovo, falar que ele travou muito o jogo, demorou para autorizar até batidas de lateral, coisas que a meu ver não mudaram o andamento da partida. O São Paulo caiu de novo na armadilha do Corinthians, que joga por uma bola e depois cozinha o jogo.

E é fato que será mais uma segunda-feira onde aqueles senhores que dirigem o São Paulo continuarão fechados em suas salas com ar condicionado enquanto nós, pobres mortais, teremos que enfrentar as ruas e nosso trabalho, onde há corinthianos, palmeirenses e santistas. E a bola da vez seremos nós de novo. Oh sina!

180 minutos no Morumbi, nenhum gol no Bahia. Tem algo errado.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não podemos aceitar assim tão passivamente os dois últimos resultados do São Paulo. Não é Cuca falando que não há terra arrasada que vai atenuar o fato de termos jogado 180 minutos dentro do Morumbi contra o “fortíssimo” Bahia e alcançado a façanha de não marcar um único gol e ainda perder um jogo.

Cuca mudou o time de domingo para esta quarta e a situação não mudou. É verdade que Pato mandou uma bola na trave, uma raspando o gol, uma com defesa incrível do goleiro do Bahia. Mas…Pato, Pato, Pato. Exatamente o jogador que ele tirou no intervalo domingo para colocar Helinho e piorou mais ainda a situação.

Talvez tenhamos nos iludido com Toró. É um jogador de futuro, mas precisa ir entrando aos poucos para pegar experiência. Não pode ser titular absoluto. Também Antony me parece que subiu num pedestal e se achou dono absoluto da posição. Até o é, enquanto Rojas não volta. E Hernanes? Dá entrevistas dizendo que está 100 por cento, que não quer ser o décimo-segundo jogador, que esse papel é da torcida. Mas quando tem um segundo jogo consecutivo para ser titular sente lesão.

Cuca disse que o time teve quase 70% de posse de bola. Ótimo. Faz parte dos fundamentos. Mas faltou o principal que foi o gol. O Bahia teve 30% e fez o gol e ganhou o jogo. Eu queria que o São Paulo jogasse como o Bahia? Não. Mas quero que ganhe.

Não posso admitir que um time que joga um único campeonato, ou seja, uma vez por semana, quando entra no segundo e vai jogar no meio da semana tem que poupar. Alguma coisa está muito, mas muito errada.

A Copa do Brasil está perdida? Não sei. Acho que sim. Mas, sinceramente, o que mais me preocupa é domingo. Como esse arremedo de time, acho muito difícil quebrarmos a escrita de Itaquera. E mais: saindo da Copa do Brasil veremos nossos adversários disputando três competições e nós ficaremos apenas com uma. Triste sina da torcida do São Paulo.

São Paulo, patético, perde dois pontos no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi absolutamente patético neste domingo de manhã linda, sob o olhar de 45 mil pessoas, dentro do Morumbi. O empate com o Bahia verdadeiramente representa dois pontos perdidos, e não um ganho. Por mais que estejamos dentro da média que qualquer time almeja para pensar em título – dois pontos por jogo e estamos com 11 – convenhamos que não se pode comemorar um empate com o Bahia, dentro de casa.

E não adianta reclamar da arbitragem. Desde sempre sabemos que vão procurar beneficiar Flamengo e Corinthians. E assim está sendo. Não expulsaram o marginal que agrediu Pato pelas costas, mas expulsaram Toró, injustamente, porque o próximo jogo é contra quem? Sim. Corinthians, em Itaquera.

Mas não foi a arbitragem quem fez o São Paulo jogar um péssimo futebol, onde as peças mais importantes – e as menos também – não funcionaram. Mais por erro tático imposto por Cuca do que propriamente pela condição dos atletas.

Se puxarem no PodCast as edições do Jornal Tricolornaweb, eu vinha pedindo essa escalação: Volpi; Hudson, Bruno Alves, Walce e Reinaldo; Tchê Tchê, Liziero e Hernanes; Antony, Pato e Toró. Mas não pedia Hernanes e Pato se revezando como falsos noves e falsos meias. Essa invenção de Cuca fez com que os dois, que são nossos principais jogadores, não rendessem absolutamente nada. Aliado a isso, as promessas que temos também fracassaram. Antony parecia muito preocupado com a convocação para a Seleção, se esquecendo do São Paulo; Toró teve chances que ele mesmo criou para concluir jogadas, mas sempre tentou um drible a mais e perdeu a bola. Foram os quatro, em resumo, um cemitério de jogadas. Antony ainda acertou um chute na trave. Mas é muito pouco, ou quase nada, para quem almeja ser ídolo da torcida e vem sendo o queridinho de todos.

Para piorar um pouco mais a situação, depois de um primeiro tempo em que o São Paulo não jogou, Cuca tira Pato no intervalo e coloca Helinho. Aí o ataque, que ainda teve um ou outro lampejo com Pato, acabou de vez. Helinho é um jogador que não está pronto para o profissional. Deve ser devolvido para Cotia ou ficar treinando com os profissionais algum tempo, sem jogar, para adquirir forma e experiência. Ele já entra cansado em campo. Não acompanha a descida dos adversários, não ganha um drible, não conclui em gol. Enfim, é um jogador em quem não se pode confiar.

Não estou pessimista nem achando que 2019 será um fracasso, mas erros como os deste domingo não podem ser repetidos por Cuca. E o elenco tem que saber que não estamos no Campeonato Brasileiro para sermos coadjuvantes. Nosso lugar é no protagonismo. Espero que vocês me calem a boca com uma vitória quarta-feira, pela Copa do Brasil, e outra domingo que vem, contra o Corinthians, em Itaquera.

Voltamos à velha máxima: o que vale é a vitória!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um domingo difícil. Impossível na cabeça de qualquer são-paulino imaginar-se um dia jogando contra Rogério Ceni, torcendo contra o M1TO. Mas esse dia chegou. E, como preguei a semana toda no Jornal Tricolornaweb, todo respeito do mundo a Rogério Ceni. Todas as homenagens seriam absolutamente merecidas e seriam até poucas para o que ele representou ao São Paulo e já significa ao Fortaleza. Mas quando a bola rolasse, teríamos que esquecer tudo, porque a instituição São Paulo está acima de tudo e de todos. Não tem Rogério Ceni, Raí, Leco, seja quem for, que se iguale à instituição.

Dito isso, parece que os jogadores do Tricolor respeitaram demais a presença de Ceni no banco do Fortaleza. Afinal, esqueceram do que é jogar futebol e fizeram um primeiro tempo pífio, típico daqueles solteiros e casados que passaram a manhã inteira na praia de Fortaleza, tomando uma caipirinha, comendo um peixinho, e vieram de pança cheia para jogar uma pelada.

Se alguém merecia sair ganhando no primeiro tempo, esse time seria o Fortaleza. Thiago Volpi foi exigido ao menos três vezes e garantiu o resultado para o São Paulo. O meio de campo não tinha criatividade alguma. Hudson, Tchê Tchê e Liziero ficaram o tempo todo marcando e não conseguiram ligar o ataque uma única vêz. Antony e Everton viraram auxiliares de laterais, enquanto Toró ficava abandonado lá na frente do meio de dois zagueiros. E ainda assim o São Paulo sofreu vários contra-ataques, com jogadores cearenses de velocidade entrando nas costas da zaga.

A mudança feita por Cuca no intervalo mudou o time. Hernanes entrou no lugar de Igor Vinicius, outro que não justificou a escalação, passando Hudson para a lateral direita. Isso consertou aquele setor e encorpou o meio de campo. O Fortaleza se preocupou em marcar Hernanes e perdeu a velocidade e o contra-ataque.

Com a entrada do Profeta o time equilibrou o jogo e passou a ter bola no ataque. As jogadas passaram a sair.

O gol acabou sendo um detalhe, pois sairia a qualquer momento. E depois, com o Fortaleza se lançando ao ataque, o São Paulo teve mais duas chances claras em contra-ataques, mas Antony perdeu um gol, em bela assistência de Hernanes, e o próprio Profeta acabou perdendo outro.

Não sei se levado à emoção e ao respeito a Rogério Ceni, ou por qual motivo, mas o fato é que foi a pior exibição do São Paulo nas mãos de Cuca. Mesmo assim trouxemos os três pontos de Fortaleza. Assim como falamos que um mal resultado, perdendo pontos em casa, será sentido lá na frente, essa vitória lá em Fortaleza será lembrada positivamente lá na frente, mesmo o time tendo feito uma má apresentação.

São Paulo merecia ganhar, mas só empatou com a Ferroviária

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez temos que “comemorar” um empate contra um time pequeno do interior do Estado. Sim, porque, por mais que eu entenda que o São paulo foi muito superior no segundo tempo e até mereceu a vitória, tenho também que admitir que tomamos um vareio no primeiro tempo e o 1 a 0 para a Ferroviária foi um placar pequeno, só justificado por duas ótimas defesas de Thiago Volpi.

Mancini manteve o esquema que vem implantando há três jogos, com três zagueiros. Mas ao sofrer o gol, aliás, um golaço, viu a Ferroviária se fechar todo lá atrás e um zagueiro sobrar. Anderson Martins estava jogando como meia, próximo à área adversária. Arboleda, o líbero, aparecia em alguns momentos como ponta. Os únicos que guardavam posição eram Bruno Alves e Luan. Por isso, com pouco mais de 20 minutos, ele tirou Anderson Martins e colocou Helinho.

Gonzalo Carneiro, que no início jogava aberto e até conseguiu criar boas jogadas por ali, aproveitando-se de seu porte físico e velocidade, foi deslocado para o meio. Aí começou uma certa confusão: Gonzalo tirava espaço de Pablo e Helinho não abria, tirando espaço de Antony. Na realidade a ideia era fazer um triângulo com Antony, Helinho e Igor Vinicius. O problema é que Helinho, no afã de mostrar serviço, individualizou muitas jogadas e chutava para o gol de qualquer maneira, causando alguns chutes bizarros.

No segundo tempo o time voltou mais organizado. Isso permitiu que a pressão aumentasse até que Hernanes marcasse o gol de empate. Depois disso ainda tivemos mais algumas chances com Hernanes, Pablo, Helinho, duas bolas batendo na trave. Então o  São Paulo, pelo segundo tempo, merecia a vitória.

Mas é fato que ficamos no empate. Hoje estamos em segundo lugar no Campeonato Paulista, empatados com o Ituano, perdendo no saldo de gols. O Oeste está dois pontos atrás. Os últimos jogos serão o clássico contra o Palmeiras, mando nosso, no Pacaembu, e o São Caetano, no Anacleto Campanela. Pelo que estou vendo, temo que a grande vergonha de não se classificar para a próxima fase do Paulista está muito perto de acontecer.

Empate em casa com time pequeno: retrato do nosso momento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, semana passada, após perdermos do Corinthians, escrevi em meu comentário que a derrota era normal e que estávamos nos acostumando a perder. Afirmei que somos, hoje, a quarta força do Estado, atrás de Corinthians, Palmeiras e Santos. Que estávamos nos tornando um time pequeno. Pois hoje posso afirmar com todas as letras que conseguimos um bom resultado empatando com o Red Bull no Morumbi. Esse é o retrato do nosso momento.

Ah, vamos falar, jogamos com dez desde os 18 minutos do primeiro tempo; o Reinaldo, uma grande opção de ala, sofreu contusão e saiu antes disso, com 12 minutos; teve um impedimento pessimamente marcado do Antony, numa jogada que poderia redundar em gol; o Igor Vinicius perdeu um gol. Tem mais algum lance que eu esqueci? Se tiver, me lembrem, por favor.

Por outro lado, Thiago Volpi fez três defesas excepcionais, e mais algumas normais. O Red Bull terminou a partida com mais de 65% de posse de bola. Nós terminamos o jogo acuados, sendo pressionados e nos segurando para não tomar o gol. Comemoramos o empate.

Apesar de ser dos tempos antigos, que acha que um time não pode jogar sem um meia de criação, aceitei a escalação do Mancini, mais pelo rejuvenescimento do time do que pelas funções táticas em si. Em campo foi possível perceber que os três zagueiros tinha Luan à frente e a ideia era liberar os laterais/alas. Com Igor e Reinaldo descendo bastante, Antony e Helinho trabalhariam por dentro, com  Pablo e Gonzalo Carneiro se revezando na função de homem referência. Mas Reinaldo saiu com 12 minutos, Gonzalo foi expulso aos 18 e tudo foi por água abaixo.

Entretanto, não se pode conceber que, mesmo com garotos e jogando com dez a maior parte do jogo, não se consiga a vitória contra o RB Brasil. Não é nenhum clássico, nem time grande do Rio, ou de Minas, ou do Rio Grande do Sul. É o RB Brasil, um time que tem como único objetivo permanecer na primeira divisão do Paulista, por mais que esteja bem classificado.

Ah, mas ele ganhou do Corinthians, empatou com o Palmeiras. Isso, para mim, não quer dizer nada. É claro que não vou usar como parâmetro esse jogo para falar que estamos mortos ou vivos. Mas é um resultado que aprofunda ainda mais a crise que estamos vivendo. Se ganhasse, não teria feito nada mais que a obrigação. Não ganhar significa fracasso. E isso, já sabemos, é parte constante do nosso vocabulário.

Talvez consigamos, nos próximos quatro jogos, fazer alguma coisa e nos livrar da vergonha incomensurável de sermos eliminados na primeira fase do Paulista. Talvez. Mas já é uma coisa com a qual não conto. Assim segue a nossa sina.

Obrigado por tudo, Leco e diretoria!

Temos que comemorar muito a Copinha, mas continuo esperando algo dos profissionais

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, temos que comemorar, e muito, o título conquistado nesta sexta-feira da Copinha. Pela quarta vez o São Paulo levanta essa taça, que é o maior campeonato sub 20 do futebol brasileiro. Mas isso não pode maquiar as obrigações que temos este ano. O que quero dizer é que a conquista da Copinha não desobriga o clube a ganhar títulos do profissional, como Paulista, Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

Estou alertando isso pelas imagens que vi. No momento da entrega da taça, as figuras que mais chamaram a atenção nas imagens foram o presidente Leco e o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo. Acho até justo que eles extravasem a alegria como maiores mandatários do clube. Talvez para eles essa título surja como um alívio e eles pensem que entrará no currículo de ambos para ficar para a história. Sim, ficará, no Sub-20. Mas eu quero título no profissional. Quero ganhar o Paulista, a Libertadores, o Brasileiro, a Copa do Brasil. Se eu for me contentar com o título da Copinha, como sendo a grande conquista do ano, então tenho que reverenciar o Corinthians, que muitas vezes usa a vitória da Gaviões no Carnaval para mostrar que ganharam algo importante.

Eu sei que muitos de vocês que estão lendo meu comentário vão falar que estou de mau humor, que briguei com minha mulher ou que não sei ver as coisas do lado bom, só sei criticar a diretoria. Não estou fazendo críticas e, repito, temos que comemorar muito essa conquista. Meu alerta é para que não usem esse título politicamente para encobrir eventuais fracassos futuros.

Falando do título em si, desde o início da Copinha disse que, ao contrário do que todos falavam, não tinha o São Paulo como favorito. Sem seis jogadores titulares do time – Igor Gomes, Toró, Luan e Walce na Seleção Sub-20, Helinho e Rodrigo no time principal -, já era de se esperar que o time fracassasse. Para piorar perdeu Gabriel Sara, o grande nome, o meia, o responsável por assistências e “fazedor” de gols. Não era para ser favorito.

Mas o time foi crescendo. O padrão tático adotado por Jardine, pouco alterado por Orlando Ribeiro, foi bem interpretado pelos jogadores. Por mais que substituições fossem feitas, por contusões ou suspensões, ou mesmo cansaço, pouca coisa se alterava. Muito domínio da bola, marcação no campo adversário, nada de chutões. É o São Paulo da base que nos acostumamos a ver ganhar títulos e mais títulos. Mas faltava a Copinha para essa geração.

No entanto, Orlando Ribeiro que trouxe o time até a final, e tinha tudo para ser consagrado com mais uma grande vitória, fez bobagem e quase colocou tudo a perder. Ganhando por 2 a 0, ainda que no segundo tempo, fez seis substituições, descaracterizou o time, tirou os principais jogadores – Rodrigo Nestor, Antony e Gabriel Novaes – e trouxe o Vasco para cima. Tomou o empate e quase toma a virada. Foi salvo por Thiago Couto, gigante defendendo pênaltis. Que ele aprenda a lição.

Parabéns garotada de Cotia. Cada vez mais prova que é vencedora. Me orgulho muito de um dia, na era Juvenal Juvêncio, ter denunciado o esquema de empresários que ali existia, estragando um trabalho que tinha tudo para dar certo. Na época fui processado pelo Geraldo (já falecido) e Silva, o empresário. Ambos tiveram o corpo jurídico financiado pelo São Paulo (foi o escritório de Itagiba Francês, conselheiro do SP). Ganhei a ação. Ali mostrei que Cotia deveria servir, pelo investimento que se faz, para formar jogadores para o São Paulo e gerar lucros para o clube, não para empresários.

Hoje, com pessoas certas nos lugares certos, Cotia está rendendo bons frutos. Se não revelou grandes talentos, ao menos ganhou tudo o que disputou. Só peço que os torcedores tomem um pouco de cuidado com algumas ilusões. Antony é craque, mas não tem físico para jogar no profissional. Idem para Rodrigo Nestor, que não aguenta um tranco de um cara mais velho. Portanto, que se dotem de potencial físico esses garotos, ou vamos continuar ganhando títulos no Sub-20 e não revelando ninguém em condição de nos dar alegrias no time de cima.

Parabéns, São Paulo FC, pelo seu aniversário. Parabéns São Paulo FC, pelo brilhante título conquistado na Copinha!

 

 

Campeões! Jogadores do Tricolor homenageiam garotinha Larissa

Na luta contra um câncer no cérebro há dois anos, a garotinha Larissa, de apenas seis, ganhou uma bonita homenagem dos garotos do São Paulo antes do jogo da final da Copinha, contra o Vasco: todos rasparam a cabeça para arrancar um sorriso do novo xodó tricolor. Larissa faz quimioterapia para se curar da doença e, por isso, tem a cabeça raspada. A garotinha é fã de Diego e Antony.

  • O grupo viu o Antony raspando a cabeça e todo mundo resolveu adotar. A Larissa é nossa fã, minha e dele, e bastante fã do São Paulo. Tiramos um sorriso dela, um momento de felicidade, isso é o mais importante – disse o capitão Diego, ao Sportv, após a conquista do títulos no pênaltis. O volante entrou com a menina no colo.

 

Fonte: Lance

Empate roubado, time medíocre, técnico medroso.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando eu imaginava que fosse escrever, um dia, que o Corinthians foi roubado em Itaquera, contra o São Paulo. Que jogou com um jogador a menos um tempo todo e que, mesmo assim, não conseguimos vencer o jogo. E só não perdemos, exatamente pelo roubo contra o time deles. Acho que estou delirando.

Ao anunciar a escalação do São Paulo no Notícias Antes do Jogo já pedi, ali, a proteção a seres divinos, porque se dependesse do nosso técnico não teríamos essa proteção. Não se tratava de jogar com cuidado porque era um clássico na casa do adversário. Não. O Corinthians entrou em campo preocupado com o rebaixamento. Vive seu pior momento nos últimos anos. Temos a grande oportunidade de, enfim, vencermos em Itaquera. Mas entramos com três zagueiros e três volantes, tal qual fizemos contra o Flamengo e foi um horror, sem criar absolutamente nada.

Começa o jogo e o time se posta lá atrás. O Corinthians dá espaço. O São Paulo vai um pouco para a frente, mas conta com a categoria técnica de Hudson para armar o ataque. Bruno Peres, um grife, e Reinaldo, até outro dia King, mas voltando aos tempos de Tiririca, sem descer. Diego Souza sem se mexer e Gonzalo Carneiro, o único que conseguia produzir alguma coisa, se machuca. Entra Brenner – pensei que ele fosse colocar o Edimar ou o Rodrigo Caio – e nada muda, porque Brenner, ao que parece, desaprendeu a jogar.

Gol que foi mas o juiz não deu, pênalti discutível – para a TV pênalti claro, para mim discutível – e um jogador expulso – bem expulso -. Acho que para o segundo tempo, o Aguirre vem com tudo. Afinal, para que manter três zagueiros e três volantes com um time que joga com dez e que é medíocre?

No primeiro tempo, mesmo com todo esse zelo defensivo, deixamos um buraco entre o meio de campo e a defesa e sofremos horrores com o adversário. As melhores chances foram deles.

Aguirre ousou voltar com Everton no lugar de Anderson Martins, mas já deveria ter voltado com Everton e Nenê, tirando, além do zagueiro, Liziero, que teve um primeiro tempo digno de dó. Completamente perdido.

Aguirre demorou 20 minutos para colocar Nenê em campo. E quanto colocou, tomamos o gol. Inacreditável: um time com dez jogadores faz troca de passes no ataque e faz o gol, porque o volante, que não sabe o que é marcar gol há anos, sobra sozinho, sem marcação, na entrada da área. Onde estavam nossos dois volantes?

Empatamos, é verdade, em jogada de Everton. Mas não criamos mais nada que pudesse justificar um comentário de que tentamos, mas não conseguimos. Ou porque Cássio foi gigante, ou porque a trave ajudou, sei lá. Nada. Absolutamente nada.

Aguirre foi incompetente por completo. Quando o time teve um jogador a mais, no encerramento do primeiro tempo, ele teve 15 minutos para montar o time e passar uma estratégia que possibilitasse usufruirmos dessa superioridade. Mas não. Incompetência plena.

Em vista disso, e ouvindo a sua entrevista dizendo que não gostou do que viu, lembro que ele é responsável por esse estado de coisas e, portanto, não quero suportá-lo até o final do Brasileiro e quero sua demissão já. Entreguem o time para André Jardine, permitam que ele termine o Brasileiro, ou até a Libertadores estará em risco.Sei que, nesse momento, são 12 pontos que nos separam de Atlético-MG e Santos e faltam 18 pontos a serem disputados por essas equipes (para nós só 15). Mas do jeito que estamos nos afundando, nada mais é improvável.

Imagino que entraremos contra o Grêmio na quinta-feira, num confronto direto, em quinto lugar, o que quer dizer que entraremos na posição de pré-Libertadores. A pressão será grande e estará do nosso lado. Por isso, a vaga na fase de grupos está ameaçada e na própria pré-Libertadores começa a correr risco.

Vamos acordar enquanto ainda é tempo.

Vitória inesperada e que precisa ser muito comemorada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu um jogo que eu computava como derrota certa. Tenho falado constantemente que um time, que tem como meta vencer o Brasileiro, precisa, na média de pontos, ganhar todos os jogos em casa (fazer três pontos) e empatar todos fora (um ponto). Claro que uma vitória fora (três pontos) pode ser trocada por duas derrotas, pois a somatória é a mesma que se tivéssemos empatado as três. Em casa não tem jeito. Empatou, tem que ganhar fora para recuperar os pontos. Existem aqueles jogo como visitante que são “ganháveis”. Existem outros que são “perdíveis”. E esse era um daqueles que eu projetava zero ponto. Mas ganhamos.

Quando vi a escalação, imaginei que o time atuaria da mesma forma como jogou contra o América-MG e venceu por 3 a 1. Naquele jogo Araruna foi a surpresa. O restante do time foi esse mesmo. Por isso não critiquei Aguirre, como o fiz há duas semanas, entendo que para jogar contra um time num estádio onde não vencemos há 36 anos, o melhor a fazer era reforçar a marcação.

O primeiro tempo caminhava de forma até chata. O São Paulo tinha mais a posse de bola, mas não criava. O Atlético teve duas oportunidades, forçando Sidão – cruzes – a duas boas defesas. Hudson e Jucilei faziam marcação muito forte na proteção da nossa área. Araruna, originalmente terceiro volante, atuava como ala, pois Militão em alguns momentos virava terceiro zagueiro. Somente nos últimos dez minutos o time resolveu colocar pressão e foi marcar a saída de bola do time de Fernando Diniz dentro da grande área. Aí as fragilidades do time do Paraná começaram a aparecer.

No segundo tempo, a situação se manteve desde o começo. Marcação pressão. E foi assim, num erro grosseiro da defesa atleticana, que recuperamos uma bola, houve o pênalti e Nenê marcou o gol.

O Atlético passou a tentar atacar de forma inconsequente. A torcida vaiando, brigando com o time e os nervos aumentando. Por mais que Sidão sempre nos leve a fortes emoções, a defesa e o meio de campo não permitiram que isso acontecesse. Ainda que Hudson tenha feito uma falta boba nos acréscimos da partida, na meia lua, o time foi perfeito no quesito marcação.

Méritos para Diego Aguirre, que conseguiu revestir o São Paulo do espírito uruguaio, encontrou em Hudson o parceiro ideal para Jucilei, formou uma zaga forte e conseguiu dar velocidade ao contra-ataque do São Paulo, mesmo com dois jogadores pesados lá na frente – Nenê e Diego Souza – que muitos quiseram fazer crer que não poderiam jogar juntos. Hoje entendemos que eles precisam jogar juntos.

Temos que comemorar muito essa vitória. Se perdêssemos, como era de se esperar, ficaríamos seis pontos atrás do Flamengo, podendo virar nove, pois o time carioca deve ganhar amanhã do Paraná. Uma distância considerável. Sem contar que muitos times poderiam nos passar. Com a vitória estamos em segundo e, por mais que sejamos ultrapassados pelos critérios de desempate, temos certeza que iremos para o intervalo da Copa do Mundo entre os cinco primeiros. Até porque não imagino outro resultado, que não a vitória na terça-feira, no Morumbi.

E ao Patético Paranaense, um consolo: se forem para a Série B, nós demos uma forcinha.