Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, temos que perder esse complexo de vira-lata, acabar com o pessimismo extremo que possuímos – enquanto torcedores do São Paulo – e olhar com um pouco mais de boa vontade o que acontece.
Em qualquer época da história do futebol, um empate num clássico, quando o mando é do adversário, e hoje isso significa torcida única -, te que ser tido como bom resultado. Se alguém tem que lamentar o resultado deste domingo, em Araraquara, esse alguém é o Palmeiras.
Ao contrário da maioria dos comentários que li no Opinião de são-paulino, os quais respeito, não entendo que o São Paulo foi dominado e se safou da derrota. Concordo que o jogo foi fraco tecnicamente, mas credito isso ao fato de ser o segundo jogo após a pré-temporada, sob um sol de 35 graus centígrados.
O São Paulo teve maior domínio das ações no primeiro tempo, pressionou a saída de bola do Palmeiras. Isso naturalmente cansa mais do que o normal.
O Palmeiras teve duas grandes oportunidades. E uma Dudu apareceu cara a cara com Thiago Volpi, que fez grande defesa; na outra Ramires acertou a trave, com chute de fora da área. O São Paulo também teve duas: com Hernanes, chutando de fora da área, a bola desviando em Gomez e indo a escanteio, mas passando raspando a trave, e outra com Helinho, chute de fora da área para grande defesa de Wewerton.
No segundo tempo, as chances também foram iguais: o Luiz Adriano acertou uma cabeçada no travessão e o Daniel Alves perdeu aquele gol absurdo, após lançamento brilhante do Thiago Volpi.
Portanto não vi o Palmeiras superior ao São Paulo em nenhum momento. Ah! Os últimos dez minutos. Verdade. O São Paulo se fechou e o Palmeiras foi para cima. Mas criou alguma chance efetiva? Não.
Uma derrota no clássico deste domingo não seria prenúncio de rebaixamento no Brasileiro, nem eliminação precoce na Libertadores, assim como uma vitória não seria certeza de título nessas mesmas competições. Mas, como parâmetro do que pode vir por aí, estou confiante que 2020 nos trará algumas alegrias.
Não sei se estou sozinho nessa balada. Mas vou seguir otimista, afinal, torço para o Time da Fé.