Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que futebol grotesco, digno de vergonha, o que o São Paulo apresentou no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. O interessante é que até começou bem o jogo, dominando, tentando encurralar o Vasco em seu campo. Mas bastou uma falha ridícula de Jucilei, completada pelo Hudson, para o Vasco marcar seu gol e desmoronar qualquer esquema do São Paulo.
É impressionante como conseguimos nos abater e perder o foco jogando contra um timinho como é o do Vasco, que está lutando para não cair novamente. E conhecemos São Januário. Lá tudo acontece. Nesta noite a invenção foi murchar as bolas. Ridículo. Coisa de time pequeno, como o Vasco se tornou. Mas não foi por isso que perdemos. Foi por ruindade absoluta mesmo.
Acho que Jardine entrou com o time correto. Não tinha Bruno Alves e Anderson Martins estava voltando de contusão. Sobrou Rodrigo Caio. Não tinha Diego Souza, Brenner e Gonzalo Carneiro. Sobrou Trellez. Não tinha Rojas. Sobrou Helinho. De resto, o time é isso daí. Não se acrescenta nada.
E, convenhamos, um time que liderou boa parte do primeiro turno e era tido por muitos como o grande favorito ao título, não pode virar uma pereba de uma hora para a outra. Não podemos contestar jogadores como Arboleda, Jucilei, Nenê, Diego Souza, Rojas e Everton. Mas saiu do eixo, e isso é fato.
No segundo tempo tivemos mais de 60% de posse de bola, mas com dois chutes na direção do gol – de Reinaldo e Nenê cobrando falta – e mais nada que colocasse o Vasco em risco. E merecedores, tomamos o segundo gol.
Analisando o time. O lado esquerdo foi vergonhoso. Reinaldo, que desde que foi chamado de Kingnaldo passou a carregar uma máscara maior do que ele, voltou a ser o Tiririca. Quer ser o faz tudo do time e não faz nada certo. Deu um belo chute a gol, é verdade. Poderia ter marcado um golaço. Mas no resto do jogo cruzou todas as bolas nas pernas do marcador, errou passes, teve lances bisonhos. Everton, por sua vez, fez sua pior partida pelo São Paulo.
Criticam Diego Souza, dizem que com ele jogamos com um a menos. E com o Trellez: jogamos com quantos a menos?
Jucilei ficou perturbado. O erro que custou o primeiro gol fez com que ele errasse o jogo inteiro. Não que Hudson estivesse muito melhor, mas só saiu porque estava com cartão amarelo. Aliás, saiu para entrar Shaylon. No papel, grande alteração, de um técnico que não tem medo, que vai para cima. Na prática uma lástima, porque Shaylon não se convenceu ainda que é um jogador de futebol e que joga no São Paulo, no time profissional.
Nosso lado direito também padeceu de qualidade. Bruno Peres não se encaixou no São Paulo. Helinho não se convenceu que não pode viver de um gol que fez na estreia e que joga no time profissional. Assim sendo, tem que correr o tempo todo, não ficar com as mãos na cintura.
Nessa mediocridade – no sentido de muito ruim – toda sobraram os zagueiros. Rodrigo Caio até fazia uma boa partida, mas falhou no gol. Arboleda acabou se salvando. Esse joga sempre sério. E Jean… Bem, continuamos sem goleiro.
Já estou me conformando com o G5. Essa rodada nos dava a grande oportunidade de ficarmos no G4, empatados com o Internacional, que está em terceiro. Ou seja, nas duas últimas rodadas, dois times brigariam por duas vagas no G4. Mas nós estaríamos em vantagem. Agora o sonho acabou. Acho que vamos ganhar do Sport, mas também acho que o Grêmio ganhará do Vitória na Bahia. Acho que o Grêmio ganhará do Corinthians em Porto Alegre, mas também acho que o São Paulo não ganhará da Chapecoense em Chapecó. Portanto, bem vinda Libertadores. Ou melhor: bem vinda pré-Libertadores. Espero queimar a minha língua.