Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, sou daqueles eternos otimistas, que sempre olho pelo lado do bem, nunca pelo lado do mal. Nessa tão decantada moda que temos hoje, de termos o copo pela metade, alguns preferem dizer que ele está meio vazio; eu prefiro dizer que ele está meio cheio. Assim defino o jogo deste domingo: empate manteve o São Paulo como único time invicto do Brasileiro até agora.
Gostei do time? Claro que não. Aliás, não gostei do segundo tempo. No primeiro tempo, pesar de falhas individuais que nos fizeram sair derrotados, entendo que o São Paulo fez uma partida aceitável e apostava, no intervalo, que mantendo o mesmo nível poderia virar o jogo no segundo tempo.
O São Paulo teve maior domínio da bola, conseguiu boas penetrações. O time colocado por Aguirre tinha em Lucas Fernandes o motor para puxar os contra-ataques, dado um pouco de fôlego para Nenê, sobrecarregado em outras partidas por ser o único meia. O problema é que Everton não realizou boa partida; Reinaldo, pior ainda; idem para Militão. Mesmo assim o São Paulo era melhor, mas Hudson, de maneira muito infantil e desnecessária, fez um pênalti estúpido e começou a colocar tudo a perder. Empatamos logo depois. Mas aí vieram as falhas de Reinaldo – quem ele marcava no lance do gol? – Bruno Alves – entrou com pé de alface – e a falta de reflexo de Sidão. Ficamos atrás no marcador.
Aliás, respeito a opinião de todos os leitores do site, mas preciso colocar a minha: não acho o Petros o melhor volante do mundo, mas que ele é muito melhor que o Hudson, acho que não há discussão. O único lugar que o Hudson jogou bem foi no Cruzeiro com Mano Menezes. De resto, sempre foi uma tragédia, E assim tem sido no São Paulo.
Bem, no segundo tempo todos engataram uma feijoada e o futebol ficou muito feio. Talvez o calor de Salvador tenha ajudado um pouco, mas acabaram-se as jogadas elaboradas, os passes, as penetrações, tudo isso de lado a lado. Virou um jogo faltoso, truncado e sem emoção.
Se no intervalo eu acreditava na virada, no decorrer do segundo tempo passei a deixar que apenas meu eterno sentimento otimista, de torcedor do time da fé, falasse por si mesmo. E o empate saiu aos 48 minutos do segundo tempo. Percebam que hoje, ao invés de tomarmos gol no último minuto, fizemos. Algo está mudando para melhor.
Sou crítico do Aguirre pelo seu esquema muito defensivo, mas não posso deixar de enaltecer que os jogadores estão se entregando. Ninguém está com corpo mole, indolente. Talvez o “chinelinho” do time já tenha se despedido. Além do mais, sempre digo que empate fora de casa dificilmente pode significar mau resultado. Somos o único time invicto do Brasileiro, estamos a três pontos dos líderes e, consequentemente, na metade de cima da tabela de classificação. Isso já na quinta rodada. Parece que não, mas o campeonato está correndo.
Espero lá na frente não sentir falta de vitórias em jogos “ganháveis” como Ceará e Bahia, além do Atlético-MG, com quem empatamos no Morumbi. Mas continuo sem sustos, pelo menos neste início do Brasileiro.