Amigo são-paulino. leitor do Tricolornaweb, estou gostando muito de ver o São Paulo jogar na era Rogerio Ceni. É um futebol moleque, onde o time todo vai para cima do adversário como uma avalanche, sufoca, encurrala, enfim, tem a postura que sempre quis ver. Marca muitos gols. Também sofre muitos, é verdade. Mas o saldo está positivo.
Rogerio Ceni está utilizando esquema semelhante ao de Juan Carlos Osorio. Sei que lá tomamos uma goleada no Morumbi, mas jogávamos um futebol que todos elogiavam. O que precisa ser encontrado é o equilíbrio de como fazer um time tão ofensivo, mas sem descuidar da defesa.
Quando o adversário está com a bola, o São Paulo tem uma formação onde Pratto fica sozinho à frente, atrás dele fica uma linha de cinco e mais atrás outra de quatro. O problema está nos contra-ataques que sofremos.
Neste jogo contra o São Bento ficou escancarada a visão de vazio defensivo. O São Paulo teve o domínio de bola na maior parte do tempo. Não poucas vezes Maicon aparecia como meia e o único jogador que ficava no meio de campo, como defensor, era Rodrigo Caio. Também havia o inverso. Uma bola perdida nestas circunstâncias é fatal para sofrermos o gol.
Percebam que o primeiro gol do São Bento saiu de um contra-ataque, em que Rodrigo Caio – que aliás fez uma péssima partida nesta noite – teve que sair para cobrir Junior Tavares, tomou no meio das pernas. Maicon teve que sair para cobrir Rodrigo e no escanteio nosso zagueiro da Seleção Brasileira falhou, não subindo com o atacante adversário.
Talvez a entrada de Jucilei como primeiro volante possa resolver esse problema. João Schmidt é muito técnico, tem bom passe, mas não é o leão de chácara que precisamos para atuar na frete da zaga. Thiago Mendes também não faz essa função. Muito menos Cícero. Está claro que Rogerio optou por um meio de campo leve e de bons passes, abrindo mão do brucutu. Mas esse tipo de jogador acaba sendo necessário.
Não vou entrar no time dos que estão preocupados com esse esquema de jogo. Prefiro ver o time continuar sofrendo com a defesa, tomando dois gols por jogo, mas fazendo três, quatro ou cinco lá na frente, do que voltarmos ao estilo Bauza/Ricardo Gomes, onde um a zero era goleada e o jogo se arrastava de forma deprimente.
Estou muito feliz com o início de Rogerio Ceni no São Paulo. Acho que tudo será uma adaptação, dos jogadores entenderem suas ideias e dele perceber algumas coisas que precisam ser melhoradas. E vamos em frente.
