Raí diz que casos de Covid-19 no Goiás preocuparam

O diretor executivo de futebol do São Paulo, Raí, se posicionou sobre a decisão de adiamento do jogo deste domingo, com o Goiás, no estádio da Serrinha, em Goiânia, pela primeira rodada do Brasileirão.

Dez jogadores do Goiás que estavam concentrados para o jogo foram diagnosticados com Covid-19 (nove na contraprova), motivo pelo qual a CBF adiou o jogo. A partida será realizada em outra data.

– Óbvio que teve uma preocupação. Desde o início conversamos entre nós. Uma situação desconfortável, não sabíamos da extensão do problema. Sabíamos que teria uma contraprova, poderiam ter erros nos resultados, então eram muitas dúvidas, ninguém tinha certeza. Sabíamos que seriam refeitos os exames. Como foram dez casos preocupou a todos, mas ao mesmo tempo perguntamos se existia uma confirmação ou não. Por isso mantivemos o contato com os dirigentes do Goiás o tempo todo e procuramos várias vezes a CBF, que me ligou agora há pouco, o responsável pelas competições, Manuel Flores, que explicou que não conseguiu retornar antes pois estava resolvendo tudo. – disse Raí, em entrevista para a TV Globo

O dirigente do Tricolor disse ainda concordar com a decisão da CBF de adiar o jogo. Até o momento não há uma data programada para a realização do jogo.

– Desde manhã estávamos sabendo do problema, em contato com os dirigentes do Goiás. Tentamos contato com a CBF para esclarecer a situação, acompanhar a situação. Não tínhamos muitas informações e não tivemos resposta da CBF. Viemos para cá seguindo o protocolo. Aqui ficamos sabendo que existia uma medida cautelar, era uma coisa que já imaginávamos que aconteceria. Mas os delegados falaram para, mesmo assim, a equipe subir ao campo seguindo o protocolo. Aí recebemos o documento oficial, que foi recebido logo depois da entrada da equipe –afirmou Raí.

Marcelo Almeida, presidente do Goiás, disse em outra entrevista que foi ele quem procurou a direção do São Paulo. Questionado, o mandatário do time goiano disse que o adversário foi “frio”.

– O São Paulo agiu de forma bastante fria, vamos dizer assim. Veio aqui como o propósito de ir para o jogo se caso ele existisse. Mas, de repente, como eu sabia que nós tínhamos dado entrada no STJD e estávamos a pouco minutos de ter essa liminar referendada, eu cheguei, procurei o Raí, e posicionei. Simplesmente eu disse: vocês estão entrando em campo, mas pode acontecer de termos uma liminar e o jogo pode não acontecer. Ele falou: vamos esperar um comunicado da CBF. Foi uma coisa muito fria assim, mas ninguém me procurou, fui eu que fui atrás e avisei – disse o presidente do Goiás.

O São Paulo retorna a capital paulista ainda neste domingo, em voo fretado pelo clube. O time se reapresenta nesta segunda-feira, no CT da Barra Funda, de olho no duelo com o Fortaleza, quinta-feira, no Morumbi.

Confira a entrevista de Raí para a TV Globo:

Como o São Paulo recebeu a notícia?

– Desde manhã estávamos sabendo do problema, em contato com os dirigentes do Goiás. Tentamos contato com a CBF para esclarecer a situação, acompanhar a situação. Não tínhamos muitas informações e não tivemos resposta da CBF. Viemos para cá seguindo o protocolo. Aqui ficamos sabendo que existia uma medida cautelar, era uma coisa que já imaginávamos que aconteceria. Mas os delegados falaram para, mesmo assim, a equipe subir ao campo seguindo o protocolo. Aí recebemos o documento oficial, que foi recebido logo depois da entrada da equipe.

Houve uma preocupação por parte do São Paulo?

– Óbvio que teve uma preocupação. Desde o início conversamos entre nós. Uma situação desconfortável, não sabíamos da extensão do problema. Sabíamos que teria uma contraprova, poderiam ter erros nos resultados, então eram muitas dúvidas, ninguém tinha certeza. Sabíamos que seriam refeitos os exames. Como foram dez casos preocupou a todos, mas ao mesmo tempo perguntamos se existia uma confirmação ou não. Por isso mantivemos o contato com os dirigentes do Goiás o tempo todo e procuramos várias vezes a CBF, que me ligou agora há pouco, o responsável pelas competições, Manuel Flores, que explicou que não conseguiu retornar antes pois estava resolvendo tudo.

Há alguma data prevista para o jogo?

– Ainda não. Só falou que deve ser mais à frente, mas não citou nenhuma possibilidade.

O São Paulo concorda com o adiamento?

– Sim. Todos sabemos a realidade que estamos vivendo, seguimos apenas o protocolo esperando as confirmações.

O que aconteceu antes do jogo
Horas antes da partida, o Goiás entrou com um pedido na CBF e no STJD para que a partida fosse adiada depois que dez jogadores testaram positivo para a Covid-19.

– Dez dos 23 jogadores concentrados foram positivados. Infelizmente, fomos comunicados apenas no dia de hoje. Preferimos agir com coerência. Qual coerência? Pedir que o jogo fosse adiado. Entramos com uma liminar no STJD com essas alegações porque esportivamente seria uma coisa descabida. Por questões de segurança e saúde também. Como os jogadores estavam concentrados, não sabemos dizer se os outros podem estar contaminados – afirmou o presidente do Goiás, Marcelo Almeida.

O São Paulo chegou a entrar em campo, porém, foi informado pela equipe de arbitragem que não haveria partida. Os novos jogadores convocados às pressas pelo Goiás não passaram pelos testes de Covid-19.

Em nota, o hospital explicou:

“O Hospital Israelita Albert Einstein identificou uma falha técnica na coleta das amostras, feita em um laboratório parceiro em Goiás, para realização de teste RT-PCR em atletas e equipes dos clubes Vila Nova e Goiás. Solicitou, portanto, novas amostras antes do processamento dos exames. Elas foram refeitas e encaminhadas para análise no laboratório do hospital em São Paulo, sem nenhum prejuízo aos prazos estabelecidos para apresentação dos resultados”.

Assim que soube do resultado dos testes, a diretoria do Goiás correu contra o tempo para realizar novos testes em todos os jogadores. Ao todo, 23 se concentraram para a partida e, dos dez contaminados, oito seriam titulares neste domingo.

Inicialmente, o Goiás estava disposto a entrar em campo desde que o técnico Ney Franco pudesse relacionar um mínimo considerável de jogadores. No entanto, sem os novos resultados e sem uma posição da CBF o departamento jurídico do Verdão entrou com ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pedindo o cancelamento da partida.

 

Fonte: Globo Esporte

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