Dirigentes de base terão reunião no RJ para discutir boicote ao São Paulo

O São Paulo não deve enviar representantes, mas será protagonista de uma reunião agendada para a manhã da próxima segunda-feira. O encontro acontecerá no Rio de Janeiro e servirá para dirigentes de categorias de base de alguns dos principais clubes do país discutirem um boicote à equipe do Morumbi.

O movimento é uma reação a acusações de que o São Paulo estaria aliciando jogadores de categorias de base de outras equipes. O estopim para a revolta foi a transferência do goleiro Lucão, 15, que deixou a Ponte Preta para defender a equipe do Morumbi.

Como Lucão ainda não tem 16 anos, não podia assinar um contrato profissional com a Ponte Preta. Portanto, a equipe de Campinas não foi indenizada pela saída do jogador, que tem passagens pelas categorias de base da seleção brasileira.

“Ele é um menino em quem nós apostamos muito. É um jogador de muito futuro, mas o São Paulo levou. A ideia do boicote ao São Paulo é mostrar que o grupo está fechado e que defende uma questão ética. Esperamos que eles se manifestem e que tentem um acordo”, disse Francisco Marques, diretor das categorias de base da Ponte Preta.

Até o momento, nove times aderiram à ideia de boicote ao São Paulo. Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Atlético-MG, Cruzeiro, Goiás, Sport e Vitória enviaram mensagens à FPF (Federação Paulista de Futebol) dizendo que só disputarão a próxima edição da Copa São Paulo de juniores se a equipe do Morumbi não participar.

Quando esse movimento aconteceu, times paulistas já haviam confirmado inscrição na competição de base. Por isso, a Ponte Preta não faz parte do grupo inicial.

Na segunda-feira, a proposta dos dirigentes é definir quantos clubes vão realmente participar do boicote. A reunião também tentará estabelecer os próximos passos desse movimento – uma das ideias é criar um código de ética para categorias de base.

As reuniões de dirigentes de futebol amador, na verdade, não são novidade. O fórum foi criado quando Ney Franco, atual treinador do Vitória, trabalhava nas categorias de base da seleção brasileira.

Desde abril do ano passado, os dirigentes têm feito encontros trimestrais para discutir o trabalho feito no futebol de base. O São Paulo não participou de nenhuma das reuniões.

A ideia de boicotar a base do São Paulo já existia antes, mas o time do Morumbi deixou de disputar competições como a Taça BH e a Copa 2 de julho. Portanto, o boicote ficou para a Copa São Paulo.

A próxima reunião seria realizada em novembro, em Porto Alegre, mas o encontro foi antecipado por causa do boicote. A Copa São Paulo atualmente está em fase de inscrições.

Ainda que o primeiro foco do boicote seja a Copa São Paulo, dirigentes falam em um protesto mais abrangente. Existe até a possibilidade de o encontro de segunda-feira estabelecer um veto à participação do São Paulo em qualquer competição de base, pelo menos até que a situação de Lucão seja resolvida.

Procurado pelo UOL Esporte, o time do Morumbi evitou se posicionar sobre o boicote. “O São Paulo tem feito tudo dentro da legislação vigente”, disse Marcos Tadeu, gerente das categorias de base da equipe paulista.

 

Fonte: Uol

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