Pivô de polêmica na base, Lucão é fã de Ceni e estava perto de promoção

O goleiro Lucão tem apenas 15 anos, mas já pode dizer que protagonizou uma das maiores crises da história recente do futebol amador no Brasil. Em 2013, o jogador trocou a Ponte Preta pelo São Paulo. A transferência revoltou a equipe de Campinas, que já tinha planos imediatos para alçá-lo ao elenco profissional, mas teve um fundo totalmente passional.

“Estão falando muita bobagem. Meu filho sempre foi são-paulino, e optou por ser goleiro por causa do Rogério Ceni. Ele sempre gostou muito do clube. Quando a oportunidade de ir para lá apareceu, é lógico que ele foi”, explicou Sandra Perri, mãe do goleiro.

Lucão tem histórico de convocação para as categorias de base da seleção brasileira. Como ainda não tem 16 anos, o jogador não pode assinar contrato profissional. A Ponte Preta acusa o São Paulo de ter aliciado o atleta.

“Tanto eu como a Ponte Preta fomos pegos de surpresa. O contato foi feito com os pais do garoto. Infelizmente é assim: o São Paulo tem uma prática de monitoramento e não fala com você”, disse Edson Luis de Souza, sócio da Contra-Ataque, empresa que já coordenou as categorias de base da equipe de Campinas.

A transferência de Lucão abriu uma crise no futebol brasileiro. Dirigentes de base farão uma reunião na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro, e ameaçam boicotar todas as competições que o São Paulo disputar até acertar com a Ponte Preta.

“Vamos deixar bem claro: a Ponte Preta não senta para falar em acordo. Queremos o atleta de volta. Não queremos um percentual dos direitos dele ou uma compensação, mas o nosso atleta”, disse Francisco Marques, diretor das categorias de base do time do Moisés Lucarelli.

Até o momento, nove times manifestaram intenção de não disputar a próxima edição da Copa São Paulo de juniores. Essas equipes condicionaram suas inscrições a um veto ao São Paulo.

“Nós estamos falando em nome de toda a cadeia da base. Nós temos profissionais envolvidos no contexto, investimos muito, e aí vem um clube e leva nosso atleta. Um dia antes ele dizia que amava a Ponte Preta, que era a casa dele. O Lucão disse que devia a convocação para a seleção ao clube e aos treinadores. Se permitirmos isso, vamos chegar a um ponto em que os times vão questionar se vale a pena o custo da base”, lembrou Marques.

A Ponte Preta já tinha um plano pronto para alçar Lucão ao elenco profissional. Ele seria o quarto goleiro, e isso havia sido alinhavado com a comissão técnica.

“Apostamos muito nele. Batalhamos para que ele fosse convocado para a seleção. Esse repúdio ao São Paulo é uma forma de todos verem isso. A CBF precisa coibir isso, ou os clubes vão ficar sempre desprotegidos”, finalizou o dirigente da Ponte Preta.

 

Fonte: Uol

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