CBF diz que SP “não tem razão” na reclamação que fez de agressão de Jô

A ouvidoria de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) considerou que o São Paulo “não tem razão” na reclamação que fez à entidade sobre a arbitragem do clássico contra o Corinthians, domingo passado, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor venceu por 2 a 1.

O São Paulo enviou um ofício à CBF reclamando da não expulsão do atacante Jô, do Corinthians, aos 23 minutos do segundo tempo, após ser acusado de agressão por Diego Costa, do Tricolor. O zagueiro são-paulino alertou ao árbitro do soco, mas, depois de análise no VAR, não houve cartão vermelho. A ouvidoria também reforçou que “não houve força excessiva” que caracterizasse expulsão.

“O fato não caracterizou ação com força excessiva ou brutalidade, para justificar a expulsão do jogador. Desse modo, apesar da atuação do VAR não haver sido a mais correta tecnicamente, ainda que ele houvesse apurado o outro fato, chegaria à mesma conclusão, ou seja, a de que não teria havido fato para justificar cartão vermelho, como o fez, mas relativamente ao lance efetivamente checado”, diz trecho do documento.

De acordo com a ouvidoria da CBF, a reclamação do São Paulo foi:

“O Reclamante oferece esta Reclamação alegando que seu atleta Diego sofreu agressão física com um murro desferido pelo jogador adversário, Sr. Jô, que lhe causou indignação, sobretudo porque a ação foi “ignorada e protegida” pela equipe de arbitragem, além de lhe haver dado prejuízo, pois o jogador agressor deveria ter sido expulso”.

No parecer da CBF, a ouvidoria discorda que a ação foi “ignorada e protegida”:

“Antes, porém, de demonstrá-lo é conveniente, senão até obrigatório que esta Ouvidoria se pronuncie sobre a justa indignação do Reclamante, pois, de fato, a ação do jogador do Corinthians deve ser censurada, por ferir, inegavelmente, a ética e o respeito que deve haver entre atletas, sobremodo profissionais.

A sem-razão do Reclamante, todavia e primeiramente, está em que a equipe de arbitragem nem “ignorou” nem, principalmente, “protegeu” a indevida ação do jogador do Corinthians.

Com efeito, tanto o árbitro de campo como o próprio VAR – embora este mereça uma observação à parte – envidaram esforços para detectar o fato. Realmente, pois o arbitro parou o jogo, provocou a checagem e esperou o parecer do VAR. Este, de seu turno, usou as câmeras que lhe pareceram mais adequadas para tentar captar o incidente, mas não obteve êxito, principalmente porque teve sua atenção desviada por outro fato entre os mesmos jogadores.

Não houve, assim, fato “ignorado” tampouco “protegido”.”

Na última quinta-feira, na derrota por 3 a 0 para o Atlético-MG, o São Paulo também ficou bravo com o VAR pela anulação do gol de Luciano, quando o jogo ainda estava 0 a 0.

 

Fonte: Globo Esporte

6 comentários em “CBF diz que SP “não tem razão” na reclamação que fez de agressão de Jô

  1. Mano qual parte do regulamento do futebol permite soquinho? Agressão, atitude ant desportiva. Departamento jurídico do SP, faça está petição novamente. O ato não foi ignorado mas sim interpretado de forma errada.
    Soquinho pode então!!!!

  2. Paulo Pontes, a mim causa estranheza o SP fazer uma denuncia de agressão do Jô (Que o VAR não viu), no jogo seguinte o VAR assalta na cara dura o SP, e no dia seguinte a CBF se manifesta em relação ao Jô dizendo que o SP não tem do que reclamar.

    Alguém tem dúvidas de que foi retaliação???

  3. O mínimo que o SPFC deve insistir nisso, isso é uma VERGONHA, já tivemos jogadores expulso por muito menos…lembro de um lance do R. Caio numa dividida o cara pulou no cotovelo do R. Caio e ele foi expulso, cada dia q passa gosto menos de futebol e a CBF mostra se o quanto lixo virou…mas vão queimar a língua pq lances semelhantes irão acontecer e vão tomar outra ação.

  4. Mas é logico que nao tem razao, sao paulo nos ultimos anos nao tem força politica na CBF, e por isso que coisas como essas, como as garfadas do VAR e etc vao acontecer, bom era MAC esse nao deixava passar, Rai nosso idolo como jogador, mas como diretor uma lastima, reza a cartilha do Leco Lero.

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