Amizade com Lugano x dinheiro curto: o sonho Cavani no São Paulo

Edinson Cavani é assunto no São Paulo há pelo menos seis meses, mas o tema ganhou força entre os torcedores somente no último fim de semana, quando Diego Lugano declarou a uma rádio argentina que conversa com o amigo há tempos sobre a possibilidade de tê-lo no Morumbi.

A resposta foi em tom de brincadeira, respondendo a uma pergunta dos argentinos sobre a chance de Cavani jogar no Boca Juniors, mas o papo realmente existe. O superintendente de relações institucionais do Tricolor é bem próximo do centroavante uruguaio, de seu irmão e de seu advogado.

O contrato de Cavani com o Paris Saint-Germain (FRA) termina no fim de junho, o que o deixará livre para definir em qual clube jogará a partir da segunda metade deste ano. É por isso que Lugano vem tentando plantar uma semente na cabeça dele: se quiser encarar o desafio de jogar novamente na América do Sul, o São Paulo pode ser uma boa opção. Cavani tem certo fascínio pela Copa Libertadores, e no São Paulo não faltam atrativos relacionados a esta competição.

Mas o próprio Lugano admite que a melhor opção para Cavani neste momento, financeiramente falando, seria fechar um grande contrato na Europa. O Atlético de Madrid, por exemplo, tem interesse nele há tempos. Aos 33 anos, pode ser a última chance de fechar um acordo com valores relativamente próximos aos que o PSG paga, que são bastante polpudos e muito distantes da realidade brasileira.

Trata-se de um sonho completamente impossível para o São Paulo? Como o técnico Fernando Diniz disse na noite do último domingo, no Mesa Redonda, não. São vários os exemplos de clubes brasileiros que conseguiram contratar grandes estrelas do futebol europeu, sendo o último o próprio São Paulo, que acertou com Daniel Alves logo depois de ele ser campeão, capitão e melhor jogador da Copa América com a Seleção Brasileira.

Mas a situação financeira do São Paulo já não é a mesma da época em que Daniel foi contratado – quando já não era das mais confortáveis. O projeto desenhado pela diretoria, que previa a chegada de diversos parceiros que explorassem a imagem do camisa 10 e ajudassem a bancá-lo, com possibilidade até de a operação gerar lucro para o clube, está demorando a sair do papel. O único acordo nesses moldes fechado até o momento é com a DAZN, que pagará R$ 5 milhões para ter Dani como uma espécie de embaixador.

Do ano passado para cá, o São Paulo teve dificuldades com o fluxo de caixa e chegou a atrasar pagamentos de direitos de imagem e de salários em carteira. A situação ficou um pouco mais confortável após a venda de Antony para o Ajax (HOL), e mesmo assim o clube não esconde que será necessário negociar pelo menos mais um atleta no meio do ano para fechar as contas.

O cenário já era esse antes da paralisação dos campeonatos devido ao coronavírus, que deixou o clube sem diversas receitas, principalmente bilheteria, direitos de transmissão de jogos e royalties da Adidas. A diretoria até suspendeu 50% dos salários dos atletas e congelou os direitos de imagem enquanto a situação não se normaliza, mas terá que arcar com todos os valores pendentes depois.

O cenário atual, portanto, torna o sonho de ter Edinson Cavani muito difícil de ser concretizado. A não ser que o jogador decida atuar na América do Sul, com rendimentos bem menores que os atuais, seja convencido por Lugano e que, ainda assim, a diretoria faça nova movimentação arriscada financeiramente, como foi com Daniel Alves. Lembrando que a gestão Leco termina no fim deste ano.

 

Fonte: Lance

Um comentário em “Amizade com Lugano x dinheiro curto: o sonho Cavani no São Paulo

  1. Eu não acredito nessa história, não vejo sentido algum, e tomara que eu esteja errado, mas se fosse um brasileiro querendo voltar para casa, um são paulino querendo jogar no clube do coração ou um gringo já em fim de carreira sem ofertas decentes da Europa ainda daria para acreditar, mas o Cavani eu duvido. É um dos melhores centroavantes do mundo, está comendo a bola, mesmo aos 32 anos está voando e com certeza já está com mil propostas de clubes do primeiro escalão da Europa, não vejo sentido algum um cara desses vir parar no Brasil só porque é amigo do Lugano.

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