Um mês após o último jogo do São Paulo, Diniz se vê ‘de mãos atadas’

Nesta terça-feira, dia 14 de abril, faz exatamente um mês que o São Paulo entrou em campo pela última vez na temporada. A vitória por 2 a 1 sobre o Santos, em clássico no Morumbi (dia 14 de março), foi o último jogo do clube antes da paralisação das atividades por conta da pandemia de coronavírus. Para Fernando Diniz, um prejuízo esportivo cada vez maior sem um prazo determinado para a volta das atividades no CT e das competições.

Em entrevista concedida ao programa “Mesa Redonda”, da TV Gazeta, no último domingo, o técnico do Tricolor afirmou que o clube foi um dos mais prejudicados pela pausa, pois vinha em uma crescente em termos de desempenho. Apesar de se manter na busca por aperfeiçoar a equipe, ele se vê de mãos atadas, neste momento, pela distância dos jogadores e por não poder introduzir elementos táticos e técnicos no dia a dia do elenco.

– A gente não sabe até onde vai. Se o São Paulo não foi o mais prejudicado, pelo embalo que vinha, foi um dos mais prejudicados. Demoramos seis meses para construir esse momento que a gente estava vivendo, começando a viver, com o desempenho casando com os resultados. O que estou fazendo é estudar, revendo jogos do nosso time, revendo alguns jogos de outros times aqui no Brasil e na Europa também, criando algumas situações para quando voltar tentar melhorar o time – declarou antes de completar:

– Tenho falado com os jogadores para a gente manter esse vínculo, mas é muito difícil para o treinador ficar nessa situação. Na condição física você ainda consegue mexer de alguma forma, os jogadores estão municiados pelo pessoal da preparação física e da fisiologia, mas na parte tática e técnica a gente fica meio de mãos atadas neste momento.

De fato, o São Paulo vivia uma excelente fase na temporada, em que o estilo Diniz parecia cada vez mais aplicado e em constante evolução, como o próprio treinador gosta de ver. No Paulistão, foi o primeiro entre os quatro grandes a garantir classificação antecipada para as quartas de final. Na Libertadores, havia se recuperado no grupo após vencer a LDU-EQU, no Morumbi.

Para o treinador, essa boa fase se deve muito ao ambiente construído entre a comissão técnica e o elenco, que a todo momento elogia a chegada de Diniz ao clube. Todo esse conjunto, de dentro para fora, acabou formando uma equipe competitiva, que teve seu desenvolvimento interrompido pela pandemia.

– O que posso falar é que o São Paulo tem um ambiente magnífico. A gente já foi mais criticado do que elogiado, e nesses momentos você vê a força do elenco. Nos momentos mais agudos, principalmente no ano passado, o elenco soube conviver, não houve uma alteração de harmonia nesses momentos difíceis. Quanto aos elogios dos jogadores, fico muito feliz. Jogador acaba gostando de quem gosta deles. Gosto de cuidar dos jogadores, um dos meus maiores prazeres no futebol é fazer com que eles evoluam, saiam de um patamar e atinjam outro. Fazendo isso com todos ou quase todos você acaba tendo um time cada vez mais competitivo – concluiu.

Desde o dia 2 de abril, o elenco do Tricolor se encontra em período de férias, que vai durar, ao todo, 20 dias. Antes disso, os jogadores se dividiram entre treinos em casa e no CT da Barra Funda, sendo um atleta de cada vez para evitar aglomerações. Ainda não há prazo determinado para o retorno das competições, nem das atividades normais no centro de treinamento.

Fonte: Lance

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