Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi de time misto e venceu o Coritiba, na capital paranaense, por 1 a 0. O elenco, que eu tanto critico, mostrou força. Crespo apostou nos seus reservas e só não recebeu 10 em minhas notas por ter feito entrar Lucas e Calleri, quando o jogo já estava 1 a 0 e não havia mais necessidade alguma de apertar mais o ataque.
É o tal negócio: se optou por poupar, mas colocou os titulares no banco, eles deveriam entrar em caso de dificuldade. Mas não foi isso o que aconteceu e houve um risco sem lógica que Crespo correu ao colocar a dupla, debaixo daquela chuva torrencial que caía em Curitiba naquele momento.
Percebam que do dia 16 de janeiro, quando foi votado o afastamento do deposto presidente chefe da ORCRIM, para cá, perdemos apenas um jogo: do Palmeiras. De resto, somando Brasileiro e Paulista, empatamos um – Santos, na Vila – e ganhamos os demais. Chegamos a uma semifinal do Paulista, impensável para todos os torcedores e estamos na vice liderança do Brasileiro, com mesmo número de pontos do líder, e jogando com time misto, algo, também, inimaginável.
Isso vai me fazer rever, em algum tempo, o conceito que tenho deste elenco. Eu sempre disse que temos um bom time, mas um elenco sofrível. Porém o que começo a perceber, pelas estatísticas que citei acima, é que nosso problema não era propriamente o elenco, mas quem mandava no futebol e no clube. Foi só Casares ser deposto, Belmonte , Nelson Ferreira e Marcio Carlomagno irem para a rua, que o ambiente melhorou e tudo voltou a ser como nunca deveria ter deixado de ser.
É claro que ainda estou escrevendo isso no calor da emoção do jogo, do entusiasmo e do “pachequismo”. Sei que o futebol de Wendel é esse e não vai mudar, independente de quem esteja na direção. Mas a defesa atuou muito bem, como é normal acontecer quando Arboleda está sóbrio e no comando. Tolói fez grande partida e Alan Franco não decepcionou.
Até Pablo Maia que vinha fazendo partidas abaixo da crítica, foi bem. Comandou a frente da área. Cauly, sumido no primeiro tempo, teve a companhia de Marcos Antonio no segundo tempo, cresceu, assumiu a responsabilidade para bater o pênalti e acabou mostrando que poderá ser útil ao elenco.
Nosso problema está no ataque, onde Ferreira continua errando muito e Tápia não é centroavante para o São Paulo. Então volto à fragilidade do elenco, mas também reitero que o clima que vivemos hoje no clube é muito diferente do que respirávamos há 45 dias. Por mais que a limpeza de Massis, aquela que eu esperava, ao menos, não tenha sido feita.
Mas como somos torcedores do time da fé, temos que acreditar que dias melhores virão.