Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo deixou Itaquera com um gosto amargo depois do empate por 1 a 1 contra o Corinthians, no primeiro clássico de 2026. O Tricolor abriu o placar com Gonzalo Tapia ainda no primeiro tempo, deu sinais de que controlaria o jogo, mas viu sua estratégia ruir na etapa final.
O técnico Hernán Crespo novamente mexeu no time titular. E deu certo. Com três volantes — Marcos Antônio, Bobadilla e Danielzinho —, o Tricolor evitou uma possível pressão do rival nos minutos iniciais. Os lances de perigo do Corinthians no primeiro tempo saíram mais em falhas da zaga do que de uma pressão.
Em contrapartida, o São Paulo apresentava dificuldades para transformar a tranquilidade do clássico em chances de perigo no ataque. A falta de um centroavante com qualidades suficientes para segurar a bola na área, tabelar e se posicionar para um cabeceio em meio à zaga adversária fazia o Tricolor trocar passes, mas evitar infiltrações mais incisivas.
Mesmo assim, o São Paulo abriu o placar. Justamente quando ignorou a falta de Calleri, por exemplo, e cruzou para quem lá estava. Danielzinho, um dos destaques do clássico, deixou Tapia em ótimas condições para cabecear e fazer o gol. O centroavante mostrou que, mesmo sem as mesmas qualidades de seus concorrentes, poderá ser útil.
Mas o São Paulo foi mal no segundo tempo. Depois de ter conseguido controlar as principais ações na etapa inicial, o time não conseguiu manter a posse de bola nos últimos 45 minutos. E acabou sendo penalizado pelo gol de empate já nos acréscimos do segundo tempo.
É claro que um ponto conquistado fora de casa, num clássico, na terceira rodada do Campeonato Paulista, não pode ser considerado um resultado ruim. Mas o tomar o gol e deixarmos a vitória escapar da maneira que foi, nos deixa um pouco frustrado.
Quero destacar, mais uma vez, a entrevista de Crespo, que me enche de orgulho. Primeiro, perguntado sobre a eventual troca entre Alisson e algum jogador do Corinthians, ele disse que não pode segurar Alisson se a vontade dele for sair, mas que não quer ninguém do Corinthians. Depois, perguntado se conversou com o ex-presidente Júlio Casares, disse que não e completou: “em 2021 eu saí e eles ficaram. Agora ele saiu e nós ficamos”. Sensacional.
Sobre Harry Massis, vou dar uma semana de prazo, mas as primeiras informações que me chegam são assustadoras: estará envolto por Marcelo Pupo e Leonardo Serafim (já que não tem liderança de nada, não sabe nem o que está fazendo ali). Aliás, um cara que é vice-presidente há cinco anos, conselheiro vitalício desde 1964, falar que estava afastado de tudo e não sabia de nada, no mínimo é omisso, conivente ou é alienado. Não aceitará nenhuma sugestão da oposição ou dos dissidente, de quem quer manter distância (segundo informações que recebi) e vai manter tudo inalterado.
Como eu disse, vou esperar uma semana. Mas se isso se confirmar, acho que vou ter que começar uma guerra para derrubar o terceiro presidente do São Paulo na história do Tricolornaweb.