Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, parece que caminhamos mesmo para a contratação de Paulo Henrique Ganso. Será uma questão de alguns milhões a mais para que tudo se concretize. Mas qual seria a validade de Ganso no São Paulo?
Já disse em editorial passado, e falei no Jornal da Manhã da Jovem Pan, que se for para contratar o Ganso de dois anos atrás, deveria ter vindo “ontem”. Mas se for para trazer o Ganso de hoje, então teremos um grande reforço para o nosso Refis.
Ganso não joga há muito tempo no Santos. Tem acumulado contusões e confusões. Quando não está no departamento médico está arrumando encrenca com a diretoria. Em campo demonstra total falta de interesse, o que soa como desrespeito à camisa do Santos. Pensa que vale muito mais do que é real, que tem mercado na Europa a qualquer tempo. No fundo ele sonha acordado, pois seu mercado europeu deve se restringir a Ucrânia.
Que ele é craque, é diferenciado, é acima da média, isso ninguém duvida. Falta, no entanto, provar que pode voltar a jogar o futebol que praticou quando surgiu no Santos e que fez com que muitos o classificassem como gênio.
É verdade que, num passado não tão distante, outros “números 10” do Santos vieram e fizeram história no São Paulo. São os casos de Ailton Lira e Pita, ambos no final da década de 70, começo da década de 80. É um bom indício não sendo, no entanto, por si só garantia de sucesso.
Pelas informações que tenho, o São Paulo ofereceu 22 milhões de reais para ter o jogador (R$ 10 mi ao Santos e R$ 12 mi a DIS). Esse montante pode ser aumentado pelo São Paulo para até R$ 30 milhões. A multa contratual de Paulo Henrique Ganso é de R$ 54 milhões, mas a partir de janeiro cai para R$ 35 milhões. Seu salário no São Paulo seria algo em torno dos R$ 400 mil, que é o salário de Luis Fabiano, mas é menos do que ganha Rogério Ceni.
Confesso que estou em cima do muro na questão desta transação. No fundo quero, sim, ver Paulo Henrique Ganso com a camisa do São Paulo. Mas temo por ver mais jogador, com valor elevadíssimo, juntar-se a Cañete, Fabrício e outros no nosso Refis.