Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, você é testemunha do quão crítico tenho sido a esta gestão de Juvenal Juvêncio. Se admirei e cansei de elogiar os dois primeiros mandatos, não deixei de ser crítico um único dia depois da virada de mesa e o terceiro mandato obtido no tapetão.
Mas não visto camisas de oposição nem muito menos de situação. E é preciso reconhecer que na solenidade de entrega do alvará para o início das obras de cobertura do estádio do Morumbi, Juvenal foi no âmago do negócio na crítica que dirigiu a Ricardo Teixeira. Ficou claro que este câncer do futebol brasileiro não permitiria ao Morumbi abrigar a Copa do Mundo porque não bastaria a reforma. Ele queria um novo estádio, ou seja, derrubar nossa casa para construir outra. Assim se ganha muito mais dinheiro.
Juvenal Juvêncio foi muito bem ao não permitir essa ação. Afinal, mesmo longe de ser saudosista, ali estão guardadas as memórias de nossas conquistas, de nossas alegrias e até, por que não dizer, de nossas angústias.
Ricardo Teixeira foi um mal para o futebol brasileiro. A pior estirpe de ser humano que pode existir. E nessa briga com a CBF, por mais que o São Paulo tenha sido prejudicado, não só na questão Copa do Mundo, mas, e principalmente, nas arbitragens, fiquei e continuo do lado do presidente Juvenal Juvêncio.
O Morumbi precisa, sim, de uma reforma para modernização. Precisa padronizar os assentos, ganhar a cobertura, ampliar os camarotes, mas isso não significa derrubar um estádio para construir outro. A estrutura e o padrão arredondado do Cícero Pompeu de Toledo devem permanecer para sempre, pois já é ponto turístico da cidade de São Paulo.
Mais do que ponto turístico: é o Templo Sagrado do Futebol. O Morumbi é a nossa casa. Há 52 anos, graças ao trabalho abnegado de são-paulinos ilustres, comandados pelo nosso eterno presidente, Laudo Natel. Os outros que façam as suas e tentem rechear com as glórias que nós, somente nós, conquistamos.