
O São Paulo se recusou a fornecer à força tarefa que investiga o clube o contrato com a Live Nation, produtora que organiza shows no Morumbis. O clube alegou que o documento possui cláusula de confidencialidade. A postura incomodou a força-tarefa, formada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.
Procurada pela coluna, a força-tarefa lamentou a “postura não colaborativa do clube” e informou que “a cláusula de confidencialidade não pode ser oposta às autoridades que estão investigando a prática de crimes, no curso de inquérito policial formalmente instaurado”.
Informou, ainda, “que adotará as medidas necessárias para a obtenção de cópia do referido contrato, cuja análise se somará aos demais elementos de prova já produzidos ao longo das investigações”.
O São Paulo também foi procurado, e a matéria será atualizada caso haja manifestação. A coluna apurou que houve receio de que enviar um documento confidencial sem a existência de um ofício judicial formal pudesse prejudicar a relação com a Live Nation.
O contrato com a Live Nation foi solicitado dentro das investigações sobre exploração de camarote clandestino no Morumbis. A empresa organiza e produz os shows no estádio, e faz gestão de ingressos.
A coluna apurou ainda que há um crescente incômodo na investigação com a postura do São Paulo, que é vítima em três inquéritos criminais. A comportamento do clube não têm sido visto como colaborativo ou proativo para ajudar nas investigações.
O São Paulo é foco, hoje, de três inquéritos criminais, todos conduzidos pela força tarefa. Um deles é o que apura exploração irregular de camarotes no Morumbis; o segundo investiga valores em dinheiro vivo sacados do clube, e recebimentos em dinheiro vivo pelo ex-presidente Julio Casares. O terceiro, já instaurado, investiga denúncias de corrupção no clube social.
Fonte: Uol
Nota do PP: de novo, bandidos escondendo e protegendo bandidos. Massis é mais do mesmo.
É rir para não chorar, pelo jeito vai rodar todo mundo.