Para reduzir déficit de R$ 30 mi, São Paulo busca novas vendas

A previsão do departamento financeiro do São Paulo é de fechar o balanço de 2014 com déficit de R$ 30 milhões. Para reduzir esse valor, a diretoria tem como principal saída a negociação de mais atletas, após ganhar R$ 17 milhões com as vendas do lateral direito Douglas e do meia-atacante Lucas Evangelista.

“Temos negociações em andamento”, confirma o vice-presidente de administração e finanças do clube, João Paulo de Jesus Lopes. Além disso, segundo o dirigente, “há perspectiva de entrada de outros recursos muito grandes até o fim desse ano”. Um deles é referente ao patrocínio master do uniforme, que está limpo desde o início de agosto devido à rescisão do contrato com a Semp Toshiba, o qual garantia R$ 23 milhões anuais.

O clube não confirma quais jogadores têm propostas para sair. O que se sabe é que elas são de centros menores do futebol estrangeiro, uma vez que a janela de transferências para a Europa está fechada. Também é sabido que os atletas mais jovens, comumente convocados para as equipes inferiores da Seleção Brasileira, despertam muito interesse do exterior. Segundo o presidente Carlos Miguel Aidar, ninguém do elenco é inegociável.

Djalma Vassão/Gazeta Press

Atual vice administrativo e de finanças, Jesus Lopes foi vice de futebol com o presidente Juvenal Juvêncio

Outra fonte de renda virá do novo fornecedor de material esportivo. A parceria com o atual, a Penalty, deve ser encerrada antes do previsto, no final do ano. O clube já negocia com a Puma e a Under Armour, empresa dos Estados Unidos que tenta entrar no mercado brasileiro.

 

“Se, realmente, as negociações em andamento – que nossas áreas de marketing e comunicação consideram com grande chance de se concretizarem rapidamente – não acontecerem, sem dúvida nenhuma pode acontecer essa dificuldade. Mas estou otimista”, disse o vice.

O São Paulo, que há poucos meses antecipou R$ 50 milhões referentes às cotas de direitos de transmissão até 2018, recentemente atrasou o pagamento do direito de imagem de atletas. Afora isso, a partir da análise de uma consultoria de gestão, o clube começou a demitir alguns funcionários. Prática que, segundo a presidência, não tem a ver com redução de custos.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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