Pablo revê Palmeiras para ficar só com boas lembranças

O Palmeiras, adversário do São Paulo neste domingo, às 16h, em Araraquara, é um rival marcante para Pablo: duas das três lesões que atrapalharam o atacante no ano passado aconteceram neste clássico. Ele também marcou um gol em Choque-Rei. Agora, a meta é ficar só com a parte boa.

– Eu treinei bastante nas férias. Quando saí, me falaram que eu não poderia parar muito por causa da coluna. Aproveitei para treinar o máximo possível. Falar em que nível eu estou, não sei. Mas estou me sentindo muito bem, muito feliz, e espero que esse ano seja totalmente diferente do que foi ano passado – disse o camisa 9.

A lesão na coluna foi a primeira de Pablo no Tricolor. Ele já foi a campo para o primeiro jogo da semifinal do Paulistão, um 0 a 0 contra o Palmeiras, no Morumbi, com dores na região lombar, possivelmente causadas por uma pancada sofrida contra o Ituano, nas quartas de final. Naquele clássico, um choque na panturrilha direita piorou a situação. Após alguns dias sem conseguir treinar ou jogar, convivendo com dores na perna e nas costas, o centroavante descobriu que precisaria passar por uma cirurgia para retirar um cisto da coluna.

A volta aos gramados aconteceu três meses e meio depois, justamente contra o Palmeiras, no Morumbi, em jogo que terminou empatado por 1 a 1. Tinha tudo para ser o retorno dos sonhos, já que ele marcou um gol logo no início, mas uma queda de mau jeito no fim do primeiro tempo lhe causou uma nova lesão séria, desta vez no tornozelo direito. Mais dois meses fora.

Agora, Pablo vai reencontrar o Palmeiras pela primeira vez desde aquelas partidas. Na derrota por 3 a 0 pelo segundo turno do Brasileirão do ano passado, o último encontro entre os dois rivais, foi desfalque devido à última lesão que sofreu em 2019: um estiramento na coxa direita, desta vez sofrido em empate sem gols com o Bahia.

Após se recuperar deste último problema clínico, ele passou seis partidas jogando mal e sem marcar gols. O jejum, que no total era de sete partidas, acabou logo na primeira finalização de 2020, na vitória por 2 a 0 sobre o Água Santa. Ele não marca gols em jogos consecutivos desde as duas primeiras rodadas do Paulistão de 2019, contra Mirassol e Novorizontino. Fome de gol não falta.

– Na hora que o Vitor ia tocar a bola eu já estava imaginando: “vou limpar e vou chutar”. Felizmente a bola entrou, vencemos a partida. Teve o gol do Dani, que saiu em uma jogada coletiva espetacular. Ele até poderia ter tocado para mim, mas não tocou (risos). Ele sempre toca… Mas foi um golaço também – brincou.

Pablo jogou 30 dos 62 jogos do São Paulo em sua primeira temporada no clube, um número decepcionante. Foram sete gols, o que também é pouco, mas que lhe renderam a artilharia do elenco. Agora ele quer mais, principalmente coletivamente.

– Jogar no São Paulo já é uma pressão. A história e a grandeza do clube tornam essa camisa muito pesada. E o longo tempo que o clube tem sem títulos faz com que isso aumente cada vez que a gente não vence, ano após ano isso vai crescendo. Que esse ano a gente possa quebrar esse tabu, fazer um grande ano, porque a instituição e a torcida merecem isso. É o que vamos buscar.

 

Fonte: Lance

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