
O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, divulgou uma nota neste domingo, direcionado ao Conselho Delberativo, abrindo mão da condução da sessão do próximo dia 8 de maio, que vai decidir sobre uma possível suspensão, sugerido pelo Conselho de Ética, da presidência do Conselho.
Na nota Olten deixa a cargo do vice-presidente João Farias Filho a missão de marcar nova data, ou manter a já agendada, para a votação.
O processo refere-se ao pedido de expulsão do clube Social feito pelo presidente Harry Massis, na semana retrasada. Na representação Massis argumenta participação na administração temerária de Júlio Casares.
Olten enfrenta acusações de gestão temerária no âmbito da discussão sobre a reforma do estatuto do São Paulo, processo em que agora emerge a suspeita de má fé e abuso de poder.
Em dezembro de 2025, Julio Casares, já sob o procedimento de impeachment que resultou em seu afastamento da presidência, apresentou uma proposta de alteração estatutária que tinha como principais objetivos separar a gestão do futebol do clube social e viabilizar a transformação do São Paulo em sociedade anônima do futebol. Quem encaminhou o documento à comissão legislativa do clube foi Olten Ayres de Abreu. A proposta foi recusada no início de abril de 2026, mas, antes disso, Olten criou uma “comissão de reforma estatutária” para tratar do mesmo tema. Mais tarde, Olten destituiu a comissão legislativa e a substituiu por outra, com participação de Ives Gandra Martins, um dos componentes do conselho consultivo do clube.
Evidentemente, a nota de Olten é meramente política. Está claro que ele seria afastado da condução desta votação, ainda que fosse na Justiça através de liminar.
Paulo Pontes