Neste domingo, Ganso e Éverton Ribeiro se encontram em ‘duelo de garçons’

Principal garçom, campeão brasileiro como craque do campeonato e vaga na Seleção Brasileira. Todos esses atributos já foram conquistados por Éverton Ribeiro merecidamente. Porém, a partir deste domingo, às 16h, quando São Paulo e Cruzeiro duelarem no Morumbi, numa espécie de final do Campeonato Brasileiro, esse quadro pode se voltar para Paulo Henrique Ganso.

O camisa 10 do Tricolor tem potencial, números e boa fase para atingir tais aspectos e ameaçar justamente o camisa 17 da Raposa. A oportunidade é das melhores, justamente no confronto direto.

Atualmente, Ribeiro é o líder de assistências do Brasileiro, mas adivinha quem o segue de perto? Ganso! São oito passes contra sete.

Se conseguir colocar seus companheiros mais vezes na cara do gol neste domingo, Ganso também pode diminuir a vantagem na tabela e aproximar o São Paulo de “roubar” o título do rival. As duas equipes entraram em campo separados por sete pontos.

Para muitos, o camisa 10 é o melhor jogador do Tricolor no Nacional e, chegando ao título, entraria forte na disputa pelo posto de melhor da competição. Ano passado, adivinha quem foi coroado? Ele, Ribeiro…

A regularidade do cruzeirense foi mantida neste campeonato e lhe rendeu uma chance na primeira lista do técnico Dunga, nos amistosos da Seleção Brasileira contra Colômbia e Equador nos Estados Unidos. Um lugar que Ganso não frequenta desde a Olimpíada de 2012, em Londres, mas que, pelo futebol apresentado, nunca esteve tão perto.

Diante dos números, Muricy Ramalho e Marcelo Oliveira sabem que os cérebros de suas equipes podem decidir. Cada um também conta com um trio de peso ao lado e medirão forças para saber quem está praticando o melhor futebol atualmente.

O Cruzeiro e Éverton estão em vantagem, mas Ganso nunca viveu momento tão competitivo. O camisa 10 são-paulino já afirmou que atua de forma diferente do cruzeirense e é verdade. Pode estar aí sua arma para sair vencedor no duelo.

CONFIRA A ENTREVISTA EXCLUSIVA COM ÉVERTON RIBEIRO:

LANCE!Net: É o líder de assistências do Brasileirão. Esse dado é importante para você?
ÉVERTON RIBEIRO: Fico sempre de olho nos números, principalmente nas assistências, porque é o que tenho que fazer dentro de campo. Então, sempre que eu não consigo, eu olho para ver o que tenho que melhorar para ajudar o Cruzeiro e também para manter um alto nível porque quero seguir sendo convocado para a Seleção Brasileira.

L!Net: Você enfrenta o segundo melhor garçom do Brasileiro, que é o Ganso. Como avalia este duelo?
ER: O Ganso é um grande jogador. Ele sabe armar a equipe também. O São Paulo precisa muito dele, a gente sabe que é um grande jogador. Eu procuro também dar minhas assistências para manter o nosso time bem ali na frente e, com isso, ajudar o Cruzeiro a manter a liderança do Campeonato Brasileiro, o que é o mais importante.

L!Net: Depois do prêmio de craque do Brasileirão, a marcação intensificou?
ER:
A marcação fica mais apertada, mas eu tento sempre dar o meu melhor, independente de eu ter sido considerado o melhor jogador do Campeonato Brasileiro no ano passado. Tento manter o meu melhor nível para seguir dando as minhas assistências, fazendo os meus gols e ajudando o Cruzeiro a permanecer nas melhores colocações do campeonato.

L!Net: Houve uma evolução em relação à média de assistências de 2013. Como você melhorou isso?
ER:
A marcação está mais forte, às vezes, fica mais difícil chegar perto do gol. Então, estou vindo um pouco mais de trás para armar para os meus companheiros que estão livres. Esse artifício tem dado certo neste ano. Espero continuar assim até o final da temporada.

L!Net: Além das assistências, você tem facilidade para driblar. De onde surgiu esse repertório?
ER:
Foi muito treino quando criança. A gente sempre brinca nos treinamentos com os companheiros, tentando um drible diferente. Às vezes, nem percebemos e estamos dando o drible na hora do jogo. Isso ajuda a sair da marcação. Eu vou sempre tentar essas jogadas para ajudar o Cruzeiro.

L!Net: Você viajou para defender a Seleção, jogou 90 minutos contra o Bahia e será titular novamente diante do São Paulo. O que lhe permite ter um preparo físico tão bom?
ER:
 Trabalho do Cruzeiro. O preparador Juvenilson (de Souza), junto com a fisiologia, me preparou bem durante a pré-temporada para que a gente pudesse aguentar a maratona de jogos. Isso me ajuda bastante na hora das viagens.

L!Net: A maratona de jogos lhe deixa mais cansado?
ER: A gente fica cansado. É uma viagem desgastante, mas na hora do jogo você está na adrenalina e acaba superando isso. O Marcelo precisava fazer outras alterações no jogo contra o Bahia. Então, eu precisava ficar até o final, dei o meu máximo. E a gente tem elenco para isso, porque se precisar trocar quando alguém cansar, isso pode ser feito. Felizmente, eu atuei por 90 minutos.

Fonte: Lance

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