Muricy elogia atuação do Tricolor, mas condição física do elenco preocupa

O técnico Muricy Ramalho aprovou a atuação do São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre o Criciúma, na noite desta quinta-feira, no Morumbi, que classificou o time para as oitavas de final da Copa Sul-Americana. O adversário sairá do duelo entre Huachipato, do Chile, e Universidad de Quito, do Equador.

Na visão do comandante, apesar de alguns sustos o Tricolor poderia ter saído com uma vitória por uma diferença maior de gols.

– No começo, sofremos um pouco, mas depois que marcamos o primeiro gol, dominamos o Criciúma e poderíamos até ter vencido por um placar maior porque tivemos chances para isso. Dominamos o segundo tempo também – analisou.

O treinador também admitiu preocupação com a condição física dos jogadores e falou sobre outros assuntos. Confira a entrevista coletiva do técnico do São Paulo:

Condição física do grupo

Preocupa o estado físico dos jogadores. Temos vários com problemas. Não tinha nenhum problema de escalar o time hoje. De quinta para domingo, o tempo é curto. Temos um pessoal qualificado para poder recuperar bem os jogadores. É um momento complicado porque vamos enfrentar um time leve, um bom time. Não é fácil jogar dois jogos no mesmo ritmo.

Mudar foco nas competições

É um jogo como qualquer outro, jogadores não pensam no que estão jogando. Agora temos de pensar no Sport, que é um time bem organizado e que teve um dia a mais de recuperação.

Chances desperdiçadas

Quando você faz o placar, eles teriam de se abrir, tinha de matar o jogo. O jogo tava dominado, não sofremos atrás, mas poderíamos ter matado.

Ausência de Alexandre Pato

Temos esperança de contar com ele no domingo. Está sendo medicado. Como não é uma lesão, ficamos mais esperançosos.

Punição ao Grêmio 

Ela é pesada, muito pesada, é difícil falar de algo assim do que não se entende muito. O que acho é que do mesmo jeito que quando alguém ataca algo, o clube não é punido. Temos de acabar de vez com isso. No Brasil, estamos sem limites. Aqui é o país da impunidade, pode falar o que quer, escrever o que quer, que nada acontece. Punição pesada, mas duvido que alguém vai fazer isso de novo porque o próprio torcedor vai vigiar.  Estávamos conversando isso na concentração. Precisa tomar cuidado porque pode aparecer um torcedor com uma camisa só para prejudicar o time. No futebol, tudo é possível.

Duas competições diferentes

O que acontece é que jogar no mesmo nível em duas competições com o número de jogadores que temos é difícil. Todo mundo acha que é fácil, que jogador é pago para jogar e pronto. Tudo é mais hoje. As viagens são mais longas, se corre mais no campo. Todos os clubes estão sofrendo com as contusões. Até para formar banco, nós tivemos cuidado. Hoje por exemplo não poderia escalar o Reinaldo porque tenho de pensar na frente. Amanhã (quinta) vamos ver como será a recuperação.

Utilização do Osvaldo

A gente não tinha mais atacante. Tinha apenas o Ewandro, que ainda sente um pouco. O Osvaldo é um atacante de lado do campo, mas a gente utilizou apostando na velocidade e ele cumpriu o que era esperado.  O que faltou foi matar o jogo porque tivemos chance para isso.

Volta do Antônio Carlos 

Ele está inteiro para poder voltar. O Edson está jogando e jogando bem. Aqui é assim, não tem cativa, outro aproveita a brecha. No jogo do Equador, vamos estudar bem o que vai acontecer porque é uma viagem muito desgastante. Hoje no departamento só tem o Rodrigo Caio que foi operado. Isso é importante.

Prioridade é Brasileiro ou Sul-Americana 

Ele (Carlos Miguel Aidar) é o presidente do clube, se ele determinar que a gente não joga, a gente não joga. Se ele não comentar nada, eu ponho o que decido e escalo o que eu quero. A única coisa que ele não pode fazer é se meter no time. Tem hora que vou botar o time mesclado, que deve ser usado no Equador ou no Chile. Não adianta fazer errado, senão você não vai bem em nenhuma competição. A diretoria não interfere em nada no meu trabalho.

Demissão do Oswaldo de Oliveira do Santos

Fui pego de surpresa, principalmente porque vinha de uma vitória fora sobre o Grêmio. No futebol brasileiro é assim mesmo. Pessoas que não têm muita experiência às vezes decide o futuro de um clube. Só se fala dos treinadores. Tem muita gente que não sabe o que está fazendo. A gente foi pego de surpresa.

Fonte: Globo Esporte

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