Luciano revê o Corinthians com o dobro da média de gols que teve no rival

Quando chegou ao São Paulo, em agosto, Luciano, de 27 anos, encontrou um clima diferente no CT da Barra Funda. O time ainda sofria as consequências da vexaminosa eliminação no Paulista para o Mirassol e iniciava o Campeonato Brasileiro com dificuldades.

Hoje, a equipe lidera o Brasileirão com sete pontos de vantagem para o Atlético-MG e deixou para trás outras crises, como as eliminações na fase de grupos da Libertadores e no primeiro mata-mata da Copa Sul-Americana. Não é exagero apontar Luciano com um dos motores dessa arrancada tricolor.

No domingo, Luciano irá liderar o ataque do São Paulo contra o Corinthians, clube onde teve altos e baixos no início da carreira. Terá a missão de encerrar um incômodo jejum tricolor de nunca ter vencido o rival na Neo Química Arena, além de manter a folgada liderança no Brasileiro.

O jogo, pela 25ª rodada, está marcado para as 18h15 (de Brasília), e terá transmissão exclusiva do Premiere.

Luciano foi a única contratação do São Paulo em 2020, numa troca com o Grêmio pelo atacante Éverton, que teve poucas chances com Fernando Diniz neste ano. Chegou quando o campeonato já estava em andamento, estreou na quarta rodada e fez gol no empate em 1 a 1 contra o Bahia, no Morumbi.

Desde então, desandou a fazer gols: são 15 em 26 jogos, superando a agora segunda melhor marca da carreira, quando fez 15 gols em 31 jogos pelo Fluminense, também sob o comando de Fernando Diniz.

No São Paulo ainda encaixou com perfeição com o jovem Brenner: juntos, somam 35 gols na temporada, número maior do que a soma de gols de todos os atacantes do time no ano passado.

Luciano tem uma média de 0,57 gol por jogo no São Paulo, bem melhor do que a que ostentou no Corinthians, de 0,25 gol por partida.

No agora rival, Luciano se aproximou dos 100 jogos e ficou de 2014 a 2016. Ele foi contratado depois de se destacar no Avaí. Foram 94 partidas e 24 gols marcados. Em 2016, o jogador foi emprestado ao Leganés, modesto clube espanhol, com valor de compra fixado em contrato, e por lá ficou.

O centroavante foi negociado em baixa pelo Timão. Se no ano de sua contratação, 2014, chegou a fazer três gols em 11 minutos na mesma partida, contra o Goiás, na Neo Química Arena, no último ano decepcionou a torcida alvinegra.

Entre agosto de 2015 e junho de 2016, Luciano ficou 19 partidas sem balançar as redes pelo Corinthians. O jejum de gols e a temporada irregular o tiraram a chance de vestir a camisa da seleção brasileira na Olimpíada do Rio de Janeiro, quando os comandados de Rogério Micale levaram o ouro.

Pessoas que acompanham a carreira do jogador neste período alegam que problemas pessoais atrapalharam o desempenho de Luciano no Timão.

No São Paulo, o jogador agora tem um ambiente bastante favorável. A relação com o técnico Fernando Diniz, inclusive, se tornou notícia pelas reações descontraídas de ambos no gramado, como na última quarta-feira, quando o atacante tentou molhar o treinador durante uma pausa no jogo contra o Botafogo.

 

Fonte: Globo Esporte

 

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