Kaká vira o “rei da zoeira” no São Paulo

O elenco do São Paulo posava para uma “foto oficial” antes de um treino recreativo na última quarta-feira. Estavam todos lá: Rogério Ceni, Kaká, Paulo Henrique Ganso, Luís Fabiano, Alan Kardec… Gripado e febril, Alexandre Pato havia sido poupado dos trabalhos em campo – um vento frio castigava a cidade naquela tarde. Alto o suficiente para que jogadores, comissão técnica e jornalistas ouvissem, Kaká disse: “Sem o Pato em campo, a vitória é certa!”

Todos riram. Pato e Kaká são muito amigos. Amigos desde que o atacante foi jogar no Milan, e o meio-campista tinha acabado de ser eleito o melhor jogador do mundo. Kaká sempre foi a imagem da serenidade, da sobriedade, sempre pareceu ter a cabeça no lugar em um meio onde muitos perdem a cabeça por muito pouco. Sempre foi um ídolo para uma parte da torcida, a materialização do pequeno príncipe para outra, mas agora, em sua segunda passagem pelo time do coração, vem se mostrando também o rei da zoeira, o embaixador da molecagem, o cara que não perde os amigos e muito menos as piadas.

Kaká tem 32 anos, mas parece ter uns vinte a menos no meio de seus colegas no centro de treinamento do São Paulo. Naquele mesmo rachão (como os jogadores chamam as peladas que disputam antes de jogos importantes), logo após “cornetar” Pato, Kaká ameaçou partir para cima do preparador físico José Mário Campeiz, que apitava a pelada.

Fingiu discordar de uma marcação do preparador, deu dois passos em direção e ele e agarrou seus braços, enquanto o profissional dava dois passos atrás e tentava se desvencilhar (ajuda a imaginar a cena a informação de que Campeiz é ao menos vinte centímetros mais baixo do que a maioria dos jogadores são-paulinos, inclusive Kaká).

Depois disso, quando o lateral Luis Ricardo errou um passe e isolou uma bola pela lateral, Kaká, que estava do outro lado do campo e nada tinha a ver com o lance, começou a aplaudir: “Parabéns, Luis, tá jogando certinho, cara.”

Quando seu time fez um gol, ele se aproximou do banco de reservas onde estavam alguns jogadores e membros da comissão técnica e levou a palma da mão à orelha, como se estivesse provocando a torcida adversária durante um clássico.

 

Fonte: Uol

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