Enfim, Campeão Paulista!
Ao vencer o Palmeiras por 2 x 0 no Morumbi, no Domingo 23 de Maio de 2021, o São Paulo quebrou uma escrita que já durava dezesseis anos sem vencer o campeonato Estadual. Pouco mais de oito anos após o último título conquistado pelo Tricolor, a torcida pôde voltar a comemorar um campeonato, ainda mais valioso por ter derrotado na final um tradicional rival.
Mais do que o título conquistado, a torcida Tricolor tem um grande feito a ser comemorado, a comprovação de maturidade de atletas formados na base do São Paulo Futebol Clube.
O futebol se ganha, ou se perde, no meio campo.
Na decisão do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, o meio-campo Tricolor foi composto por três jogadores formados em Cotia, Luan, Liziero e Gabriel Sara. O time que iniciou tinha ainda em campo Igor Gomes, meia escalado como segundo atacante, outro jogador da base entre os titulares. Quando Luan precisou ser substituído, devido a lesão na coxa, o substituto foi Rodrigo Nestor, mais um atleta originário do Centro de Formação de Atletas Laudo Natel, em Cotia.
Outros atletas formados em Cotia participaram da campanha vitoriosa do Paulista, como Lucas Perri, Diego Costa, Rodrigo Freitas, Talles Costa, Welington e Galeano.
Fotos, da esquerda para a direita, acima: Luan, Liziero e Gabriel Sara. Abaixo: Igor Gomes, Rodrigo Nestor e Welington.
Nos últimos anos tivemos jejum de títulos, mas não deixamos de desenvolver jogadores de altíssimo nível em nossa base. Nomes que “salvaram o caixa” Tricolor como David Neres, Luiz Araújo, Antony e mais recentemente Brenner, foram alguns dos atletas que conseguiram transferências bem valorizadas para equipes do exterior.
Esse é o caminho para o SPFC manter-se equilibrado nas finanças enquanto mantém times competitivos. Apostar na base como principal fonte para reposição normal de atletas do elenco, e contratações apenas de jogadores inquestionáveis, que venham reforçar o time.
Luan, Liziero e Igor Gomes tiveram tempo para amadurecer após perder uma final em 2019, e agora foram protagonistas de uma conquista importante. O SPFC tem que fazer um esforço para manter seu atletas mais promissores por no mínimo duas ou três temporadas, e com isso colher resultados esportivos antes de permitir transferências que trarão os ganhos financeiros.
Parabéns aos envolvidos na formação de atletas em Cotia pelo excelente trabalho realizado ao longo dos últimos anos.
Reforços à vista. Pagamentos a prazo
Emiliano Rigoni, atacante, Argentino, 28 anos de idade, já está confirmado como o novo reforço Tricolor. Formado nas categorias de base do Belgrano, foi promovido à equipe principal em 2013. Transferiu-se para o Independiente em 2016, quando foi companheiro de time de Benitez, trabalhando ainda naquela oportunidade com o preparador Alejandro Kohan, hoje na comissão técnica do São Paulo. Chegou à Europa em 2017, contratado pelo Zenit da Rússia. Após sua primeira temporada na Rússia, Rigoni foi emprestado para outras equipes como Atalanta e Sampdoria, na Itália, até terminar no Elche, equipe Espanhola que terminou a temporada em 17º lugar do campeonato da La Liga (série principal).
No Espanhol, temporada 2020/21, Rigoni participou de 23 partidas, de um total de 35 jogos desde sua chegada, tendo marcado um gol e anotado uma assistência na temporada, números bastante modestos para um atacante. Iniciou entre os titulares em 12 partidas, e entrou durante o jogo em outras 11 oportunidades. Segundo a imprensa o SPFC pagará EUR 1,8 milhão, aproximadamente R$ 11 milhões, em cinco parcelas semestrais, sendo o primeiro vencimento em dezembro de 2021.
Facundo Milán, atacante, Uruguaio, 20 anos de idade, foi contratado para a equipe Sub-20 do Tricolor com contrato válido até o final de 2022 segundo o globoesporte. Com passagens pelas seleções de base do Uruguai, Facundo Milán defendia desde 2017 o time principal do Defensor, equipe onde foi formado e que disputa atualmente a segunda divisão do Campeonato Uruguaio. Em sua carreira no Defensor, Milán participou de 41 jogos, com registro de 7 gols e 2 assistências. No Tricolor ele atuará na equipe Sub-20, sendo observado pela comissão técnica para um possível aproveitamento no time principal. A transferência foi a custo zero, mas o Defensor terá direito a uma compensação se o São Paulo decidir ficar com o jogador após 2022, ainda segundo matéria do site globoesporte.
Existem ainda negociações para a contratação de Diego Valoyes, atacante Colombiano de 24 anos de idade, que defende atualmente o time do Talleres de Córdoba. Esse jogador seria um pedido pessoal de Crespo, que imagina poder utilizá-lo na função de centroavante, ainda que essa não seja sua posição de origem. Pelo Talleres Valoyes participou de 59 partidas, com 9 gols e 8 assistências. Aqui o impasse é financeiro, pois o São Paulo não tem recursos para pagar o que o Talleres está pedindo, algo na casa de EUR 4 milhões (R$ 25 milhões). O Tricolor tenta firmar um acordo em que o Talleres permaneceria com uma participação nos direitos do atleta para uma venda futura, mas o acerto parece difícil.
Da esquerda para a direita, Emiliano Rigoni, Facundo Milán e Diego Valoyes
Analisando as contratações e negociações acima existe um ponto a ser considerado. O Regulamento Geral de Competições da CBF, em seu artigo 42 diz textualmente que os clubes poderão relacionar na súmula de cada partida até 5 (cinco) atletas estrangeiros. Incluindo os dois nomes já confirmados acima o SPFC já possui em seu elenco sete jogadores estrangeiros:
| País de Origem | Jogadores | Quantidade |
| Argentina | Benitez e Rigoni | 2 |
| Colômbia | Orejuela | 1 |
| Equador | Arboleda e Rojas | 2 |
| Paraguai | Galeano | 1 |
| Uruguai | MIlán | 1 |
| Total de estrangeiros | 7 | |
Portanto, hoje o São Paulo já fica limitado na utilização dos atletas de seu elenco. Estamos pagando jogadores que já sabemos que não poderão ser relacionados em todas as partidas. Trazer mais jogadores estrangeiros é uma maneira pouco eficiente de investir os recursos do futebol. Espero que a diretoria considere esta limitação antes de contratar mais jogadores de outras nacionalidades. E que os jogadores contratados de fora sejam tecnicamente superiores aos que podemos desenvolver em nossa base.


Acho que o Juvenal Juvência quando falava de Cotia tinha essa meta de um dia ver um time titular com pelo menos metade dos atletas vindos de Cotia. Essa meta já poderia ter sido consolidada se não tivessem negociado Antony, Neres e Luiz Araújo. De fato, acho que se o clube tivesse mantido pelo menos dois desses, os últimos anos teriam sido muito melhores.
Foram muitos anos de contratações caras de atletas de baixo aproveitamento compensadas com venda de jovens. Espero que mudem isso, passem a contratar com mais critério e a segurar por algum tempo as revelações.
Acho que o clube não em que se preocupar ainda com o limite de 5 estrangeiros.
Galeano e Milan são claramente projetos para o futuro. Duvido muito que consigam se tornar titulares neste ano. De fato, acho que nem para o time “B” o Galeno está pronto.
O Orejuela vai ter dificuldades em ganhar a vaga do Daniel Alves, no momento o Crespo parece preferir até o Igor Vinicius, o que me leva a questionar se a contratação dele teve o aval do técnico.
O Rojas tem potencial para vir a ser titular, mas ainda é banco.
Portanto, embora o elenco tenha 7 estrangeiros, o time titular tem apenas dois (Arboleda e Benitez). Com o Rigoni, que deve ganhar vaga, seriam três estrangeiros titulares.
A regra dos 5 estrangeiros só prejudicaria o time no caso de Arboleda, Benitez, Rigoni, Rojas e Valoyes (ou Milán) virarem titulares e o Daniel Alves se machucar. Um cenário muito improvável e que me pareceria muito bom. Tantos recém-contratados ganhando vaga de titular significaria aumento de rendimento do time e uma diretoria que voltou a acertar nas contratações.
Olá Humberto,
Obrigado pelo comentário.
No caso dos estrangeiros somente podemos ter 5 atletas inscritos na súmula da partida. Crespo utiliza muito, e muito bem, o banco de reservas. Com 7 estrangeiros dois deles não poderiam nem ser relacionados, limitando as opções do técnico no geral, e não só no time titular.
Não sabia que não podiam sequer ficar no banco. Mas ainda acho que não prejudica.
São atualmente dois titulares. Se chegarmos a três, ainda poderiam ficar dois no banco. Galeano e Orejuela, pelo que vêm jogando, bem banco seriam. Milan foi contratado para a base.
Galeano e Orejuela…nem banco seriam. Escrever no celular sempre saem coisas estranhas.
Sim. Concordo.
Concordo plenamente com a opinião do amigo Flavio. Nessa altura, contratar mais estrangeiros seria uma insensatez, a não ser que esteja nos planos de, a curto prazo, abrir mãos de alguns deles, ou mesmo iniciar um processo de naturalização de alguns, como é o caso do paraguaio Galeano, que passaria a ter dupla cidadania. Orejuela por exemplo e no meu entender, não foi uma boa contratação. Para a posição já possuímos um craque e um bom reserva. Também concordo com a utilização parcimoniosa da base. Nossa linha de montagem Made In Cotia já provou que pode abastecer o elenco profissional com boas peças de reposição. Nesse viés, aguardo com expectativa a estreia do zagueiro canhoto Beraldo, que me deixou ótima impressão atuando no sub-17. Enfim, parece que, finalmente, estamos percorrendo com a devida cautela, o caminho certo. Vamos São Paulo, vamos ser campeão!
Obrigado Waldir!
Com os limitados recursos financeiros que temos a diretoria tem que ser muito cuidado nas contratações.
Aguardemos as próximas revelações de Cotia.